A EFICÁCIA DO MÉTODO PILATES EM ADULTOS COM LOMBALGIA CRÔNICA: REVISÃO DE LITERATURA

THE EFFECTIVENESS OF THE PILATES METHOD IN ADULTS WITH CHRONIC LOMBALGIA: LITERATURE REVIEW

Juliana Olimpia de Castro Pereira1; Thalita Guedes de Carvalho1;
Eloisa Oliveira de Araújo2
Thaiana Bezerra Duarte3

Resumo.

Resumo: A lombalgia crônica inespecífica é definida como um distúrbio doloroso que se localiza entre a primeira e a quinta vértebra lombar, persistente por mais de 12 semanas e frequentemente não decorre de doenças específicas, mas sim de um conjunto de causas e é considerado um importante problema de saúde. Objetivo: Verificar a eficácia do método Pilates na redução de dor e incapacidade em adultos com lombalgia crônica inespecífica. Materiais e Métodos: Classifica-se este estudo como revisão de literatura, com população dentre 18 a 70 anos e que apresentaram quadro de lombalgia crônica não especificada por um período maior que 3 meses. Como busca eletrônica foram incluídos artigos científicos nos idiomas português e inglês localizados por meio das bases de dados das plataformas: PEDro, Lilacs, BVS, SciELO e PubMed. Foram utilizados os seguintes descritores em português e inglês: Dor lombar – Low Back Pain e Método Pilates – Pilates Method. Os critérios de inclusão para a pesquisa foram: ensaios clínicos randomizados ou não, estudos experimentais ou observacionais que utilizaram como intervenção o método Pilates em adultos com lombalgia crônica e que tiveram como desfecho a redução do quadro álgico e/ou melhora na capacidade funcional. Resultados: Foram encontrados 4 estudos no decorrer desta revisão literária e dentre estes estudos analisados, 1 (um) obteve maior êxito com a modalidade pilates aparelho (reformador), apresentando resultados superiores aos demais tanto para dor, quanto para incapacidade. No entanto, todos os estudos obtiveram alguma diferença positiva comparados ao grupo controle Conclusão: O método pilates se mostrou eficaz em 3 estudos para o tratamento da incapacidade e dor ocasionados pela lombalgia crônica inespecífica em adultos.

Palavras-chave: Dor Lombar, pilates.

Abstract

Abstract: Chronic nonspecific low back pain is defined as a painful disorder that is located between the first and fifth lumbar vertebrae, persisting for more than 12 weeks and often does not result from specific diseases, but from a set of causes and is considered an important one. Health problem. Objective: To verify the effectiveness of the Pilates method in reducing pain in adults with non-specific chronic low back pain. Materials and Methods: This study is classified as a literature review, with a population between 18 and 70 years old and who presented unspecified chronic low back pain for a period longer than 3 months. As electronic search, scientific articles in Portuguese and English languages ​​located through the platforms’ databases were included: PEDro, Lilacs, BVS, SciELO and PubMed. The following descriptors were used in Portuguese and English: Low back pain – Low Back Pain and Pilates Method – Pilates Method. The inclusion criteria for the research were: randomized clinical trials or not, experimental or observational studies that used the Pilates method as an intervention in adults with chronic low back pain and whose outcome was a reduction in pain and / or an improvement in functional capacity. Results: Four studies were found in the course of this literary review and among these studies analyzed, 1 (one) was more successful with the pilates apparatus (reformer) modality, presenting results superior to the others for both pain and disability. However, all studies obtained some positive difference compared to the control group Conclusion: The pilates method was effective in 3 studies for the treatment of disability and pain caused by chronic non-specific low back pain in adults.

Key-words: Low Back Pain, pilates

1 Discente do Curso Superior de Fisioterapia – UNINORTE
2 Especialista, Preceptor do Curso Superior de Fisioterapia – UNINORTE
3 Doutora, Docente do Curso Superior de Fisioterapia – UNINORTE.
Endereço: Av. Joaquim Nabuco, 1232, Centro | Manaus | AM | CEP: 69020-030 | (92) 3212-5000.

1- INTRODUÇÃO

Lombalgia é um sintoma associado a diversas patologias e quadros clínicos, classificada em sua maioria como dor lombar inespecífica. Sua característica principal é quadro álgico ou desconforto localizado abaixo da região costal e acima das dobras glúteas inferiores, não associada a patologias especificas. (JOYCE; KOTLER, 2017; VALENZA et al. 2017).

Segundo Nascimento e Costa (2015), no Brasil a dor lombar pode atingir a população em até 65% anualmente e 84% em algum momento da vida, acarretando uma enorme demanda aos serviços de saúde. Colaborando para essa informação, uma análise sistemática feita pelo Global Burden of Disease Study, (2017) realizado em 195 países, classificou a lombalgia entre as cinco principais causas de prevalência e anos de vida com incapacidades.

As causas da lombalgia são multifatoriais, pois têm relação com questões socioeconômicas, estilo de vida e ocupação. Observou-se que em países desenvolvidos o índice de dor lombar é duas vezes maior em relação a países subdesenvolvidos. Esse aumento pode ser oriundo de uma menor carga de trabalho que resulta numa maior taxa de pessoas sedentárias. Conclui-se, portanto, que o sedentarismo tem grande impacto sobre a dor lombar em adultos (NASCIMENTO; COSTA, 2015; VOLINN, 1997).

A dor lombar crônica inespecífica é considerada um ônus econômico pra sociedade, através da sobrecarga no sistema de saúde, uso excessivo de medicamentos, tratamentos que não apresentam resultados, entre outros. Além disso, influencia diretamente nas atividades diárias, tais como de lazer e sono, causando irritabilidade e sofrimento ao indivíduo. À longo prazo, contribui com aumento dos custos trabalhistas associado à licença por incapacidade pois, com a redução da capacidade funcional, acarreta os absenteísmos no trabalho e limitações laborais. Com a soma de todos esses fatores, observa-se que a lombalgia crônica afeta diretamente a qualidade de vida (MACEDO et al. 2007; STEFANE et al. 2013; BHADAURIA et al. 2017; STIEGLITZ et al. 2015). 

Valenza et al. (2017) afirma que terapia com exercícios se mostra eficaz no tratamento de lombalgias. Exemplos disso são os exercícios de controle motor e estabilização do núcleo praticados no método pilates, que provocam uma melhora nos padrões de ativação dos músculos do tronco. 

Os estudos de Cruz-Diaz et al. (2018) e Valenza et al. (2017) demonstram que o treinamento com ativação muscular profunda do tronco melhora a lombalgia crônica. À vista disto, foi observado que o método pilates está sendo cada vez mais utilizado na última década, pois visa justamente a estabilização da musculatura lombo-pélvica, controle postural e ativação da musculatura do tronco e assoalho pélvico. 

O método pilates teve como criador Joseph Hubertus Pilates, nascido na Alemanha em 1880. Pilates atuou como enfermeiro em 1914, onde desenvolveu os primeiros exercícios, envolvendo molas, cordas e polias, que eram utilizadas nas camas hospitalares para promover força, flexibilidade, resistência e tônus muscular em pacientes ainda deitados e debilitados, sendo considerados base para o método atualmente. (FERNANDES; LACIO, 2011).

Segundo Pilates (1934), o método pode ser definido como “arte do controle e equilíbrio entre mente e corpo em sua totalidade”, apresentando uma visão completa entre corpo, mente e espírito. 

Para Fernandes e Lacio (2011), os princípios fundamentais para o método pilates, baseado na filosofia e assimilando técnicas orientais, tem ênfase na força e tônus muscular, sobretudo com noções de concentração, equilíbrio, respiração, percepção, conscientização e controle corporal. O método pilates é regido por seis princípios básicos: concentração, centro, fluidez, respiração, precisão e controle.

Diversas obras discursam sobre os conceitos dos princípios de pilates, sendo: concentração regida pela ideia de que a execução correta do movimento levará a um armazenamento no subconsciente, proporcionando maior propriocepção do corpo; o princípio do centro ou Power house, que consiste na compressão e estabilização dos músculos do tronco, glúteos, assoalho pélvico, tensor da fáscia, sartório e adutores,  visando o fortalecimento dessa musculatura, alinhamento postural  e prevenção de lombalgia; princípio da fluidez, onde observa-se o ritmo das execuções e busca sempre preparar o corpo para o próximo movimento; o princípio da respiração, em que para se obter benefícios é preciso respirar corretamente, estimulando toda a musculatura, nutrindo o corpo e eliminando toxinas; o princípio da precisão, que enfatiza que cada movimento deve ser realizado adequadamente, visando qualidade, o que auxilia o controle do exercício; e por fim o princípio do controle, que aponta que é essencial o controle e consciência corporal para o praticante realizar o movimento de maneira fluida e relaxada. (HALL, 1998; PILATES; MILLER, 1945; UNGARO, 2005; APARICIO; PEREZ, 2005).

Considerando a crescente produção cientifica, não se encontra facilmente revisões bibliográficas sobre o tema que façam uma compilação e análise mais recente. Com objetivo de suprir essa necessidade, o presente estudo visa analisar os exercícios baseados no método Pilates para verificar os efeitos sobre a dor e incapacidade funcional nas lombalgias crônicas inespecífica em adultos, além de verificar sua eficácia.

2- MATERIAIS E MÉTODOS 

Classifica-se este estudo como revisão de literatura, onde inclui artigos científicos nos idiomas português e inglês, nas bases de dados das plataformas: PEDro (Banco de dados de evidência de fisioterapia), Lilacs (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), Portal regional da BVS, Scielo (Scientific Eletronic Library Online) e PubMed. Foram considerados critérios de exclusão: artigos não disponíveis na íntegra, escore inferior a 7 segundo escala PEDro, artigos científicos publicados anteriormente ao ano 2015 e que envolvam outras técnicas além do método Pilates. Foram usados os seguintes descritores em português e inglês: Dor lombarLow Back Pain e Método Pilates- Pilates Method. A busca foi realizada no período no período de janeiro a abril de 2020. Os critérios de inclusão para a pesquisa foram: ensaios clínicos randomizados ou não, estudos experimentais ou observacionais, sendo a população de estudo composta por adultos com idade entre 18 a 70 anos e que apresentaram quadro de lombalgia crônica não especificada por um período maior que 3 meses e que utilizaram como intervenção o método Pilates e tiveram como desfecho redução do quadro álgico e incapacidade. 

Os artigos científicos foram selecionados e avaliados por dois revisores independentes. Os estudos que estavam de acordo com os critérios de inclusão e exclusão foram avaliados quanto à qualidade metodológica, de acordo com a escala PEDro desenvolvida pela Physiotherapy Evidence Database, que é atualmente a mais usada na área de reabilitação e empregada em estudos experimentais.

A escala PEDro é composta por onze critérios: 1- Os critérios de elegibilidade foram especificados?; 2- Houve distribuição aleatória nos grupos?; 3- A distribuição dos sujeitos foi cega?; 4- Inicialmente, os grupos eram semelhantes (indicadores de prognóstico mais importantes)?; 5- Todos os sujeitos participaram de forma cega no estudo?; 6- Todos os fisioterapeutas que administraram a terapia fizeram-no de forma cega?; 7- Todos os avaliadores que mediram de forma cega, quaisquer resultado-chave?; 8- Medições de, pelo menos, um resultado-chave foram obtidas em mais de 85% dos sujeitos inicialmente distribuídos pelos grupos?; 9-Todos os indivíduos que se mostre no resultado, recebeu o tratamento ou condição de controle  conforme distribuição?; 10- Os resultados das comparações estatísticas intergrupos foram descritos em ao menos um resultado-chave?; e 11- O estudo apresenta tanto medidas de precisão como medidas de variabilidade para no mínimo um resultado-chave?. Segundo Base de Dados PEDro a cada critério é somado 1 ponto, sendo o primeiro item não pontuável, e totalizando o máximo de 10 pontos. Segundo a plataforma PEDro, os artigos considerados de moderada a alta qualidade possuem escore superiores a 6 pontos.

Os artigos foram analisados de forma quali-quantitativa, sendo realizada leitura dos títulos e resumos, visando a pré-seleção e exclusão daqueles em desacordo. As sínteses dos artigos foram descritas por meio de tabelas para apresentação dos resultados, por meio de estatística descritiva.

3- RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nesta pesquisa foram encontrados 179 artigos científicos das referidas plataformas, onde foram analisados títulos e resumos com intuito de selecioná-los de acordo com os critérios de inclusão e exclusão. Foram excluídos 172 artigos por apresentar duplicidade, desacordo com os critérios ou tema proposto. Na avaliação de qualidade metodologia com a escala PEDro, 4 estudos foram selecionados representados na tabela 1 e outros 3 excluídos por apresentar escore menor que 7, conforme o fluxograma descrito na Figura 1.

Figura 1. Fluxograma da seleção dos artigos
TABELA 1 – QUALIDADE DOS ENSAIOS CLÍNICOS PELA ESCALA PEDRO

ITENSCruz-Diaz 2017Cruz-Diaz 2018Lopes, 2017Valenza, 2017
1. Os critérios de elegibilidade foram especificados*SSNS
2. Os sujeitos foram aleatoriamente distribuídos por grupos (num estudo cruzado, os sujeitos foram colocados em grupos de forma aleatória de acordo com o tratamento recebido)SSSS
3. A alocação dos sujeitos foi secretaSSSS
4. Inicialmente, os grupos eram semelhantes no que diz respeito aos indicadores de prognóstico mais importantesSSSS
5. Todos os sujeitos participaram de forma cega no estudoNNNN
6. Todos os terapeutas que administraram a terapia fizeram-no de forma cegaNNNN
7. Todos os avaliadores que mediram pelo menos um resultado-chave, fizeram-no de forma cegaSSSS
8. Mensurações de pelo menos um resultado-chave foram obtidas em mais de 85% dos sujeitos inicialmente distribuídos pelos grupos SSSS
9.Todos os sujeitos a partir dos quais se apresentaram mensurações de resultados receberam o tratamento ou a condição de controle conforme a alocação ou, quando não foi esse o caso, fez-se a análise dos dados para pelo menos um dos resultados-chave por “intenção de tratamento”NNNS
10. Os resultados das comparações estatísticas inter-grupos foram descritos para pelo menos um resultado-chaveSSSS
11. O estudo apresenta tanto medidas de precisão como medidas de variabilidade para pelo menos um resultado-chaveSSSS
ESCORE TOTAL:7778
*O item do critério de elegibilidade não contribui para a pontuação total.

Os quatro estudos abordados nesta revisão de literatura randomizaram 266 indivíduos. Contudo, houve desistências e, por conta disso, foram analisados 260 participantes, dos quais 172 eram mulheres e 88 homens, com idade média mínima de 21,8 ± 3,2 e máxima de 40,0 ± 16,0 anos e histórico de dor lombar superior a 12 semanas.

Os estudos de Cruz-Diaz et al. (2018), Lopes et al. (2017) e Valenza et al. (2017) buscaram comparar o método pilates (solo/Mat) e grupo controle. No entanto, Cruz-Diaz et al. (2018) e Valenza et al. (2017) distribuíram para o grupo controle, folhetos informativos relacionados à lombalgia, cuidado posturais e atividades físicas. Cruz-Diaz et al. (2017), abordou em seu estudo o método pilates comparando os exercícios no solo (MAT), no aparelho (reformador) e grupo controle (sem nenhuma intervenção). 

Cruz-Diaz et al. (2017) e Cruz-Diaz et al. (2018) realizaram avaliações em três momentos: pré-intervenção ou linha base, após 6 semanas de intervenção e ao final com 12 semanas. Com atividade principal baseado em solo (MAT) composta por 21 exercícios: aquecimento, alongamento de perna única, alongamento das pernas duplas, cruzado, única perna reta, enrole, rolando, chute lateral: frente / trás, chute lateral: pequenos círculos, torção da coluna, remo 3, remo 4, correias de tração 1, correias 2, natação, teaser 1, puxar as pernas para trás, tração da perna dianteira, sereia, rolando para baixo e arrefecer.

No entanto, Cruz- Diaz et al. (2017) possui o grupo aparelho (n = 34), que realiza a atividade principal no aparelho reformador, sendo utilizados 15 exercícios: Aquecimento, footwork toes, série de pernas, ponte de ombro, centenas, puxar o braço, ajoelhar-se, rotações assentadas, camelo, elefante, alongamento da coluna, extensões traseiras, sereia, role para baixo, natação e arrefecer. 

Wells C (2012), conceitua o reformador como, aparelho desenvolvido por Joshep Pilates, baseado em polias múltiplas, que oferecem a possibilidade de variação de intensidade através da adição ou remoção do sistema de molas.

Lopes et al. (2017) realizou em seu estudo somente uma sessão de 20 minutos e a avaliação ocorreu no período de pré início e no final da sessão, tanto para o grupo intervenção, quanto para grupo controle. Foi estabelecido 4 exercícios para estudo, realizados em supino e prona, sendo exercícios de alongamento uni podal (nível 1), prensa pélvica (nível 1), natação (nível 1) e cachorro-pássaro (braço oposto e alcance da perna), assim preservando o impacto nas articulações. 

Já Valenza et al. (2017), realizou comparativo através de dados coletados na pré-intervenção e no término do estudo com 8 semanas. Foi realizada uma introdução básica para familiarização aos exercícios baseados em pilates e como ativar os músculos do núcleo, que envolvem contrações isométricas dos músculos transverso do abdômen, assoalho pélvico e multífidos durante a expiração diafragmática.

O protocolo principal de intervenção de Valenza et al. (2017), ocorreu por meio de exercícios solo, usando uma bola de 55 cm e tapete de borracha. Os exercícios inclusos foram: alongamento da coluna, sereia, alongamento das pernas uni e bipodal, cruzamento, mergulho em cisnes, natação, torção da coluna, chute de perna uni e dupla, ponte de ombro, círculo de uma perna e chute lateral. Toda sessão era finalizada com 3 a 5 minutos de relaxamento.

Como método de avaliação para os resultados, Cruz-Diaz et al. (2017), Cruz-Diaz et al. (2018) e Valenza et al. (2017), utilizaram Roland Morris Disability Questionário (RMDQ) para mensurar incapacidade e funcionalidade. Já o Oswestry O Disability Index (ODI) foi utilizado por Lopes et al. (2017) e Valenza et al. (2017). Para avaliar a dor, foi utilizada escala visual analógica (EVA) por todos os autores.

Segundo Falavigna et al. (2011), o ODI é utilizado para avaliação funcional da coluna lombar, incorporando medidas de dor e atividade física. Essa escala consiste em 10 questões com seis alternativas, cujo valor varia de 0 a 5. A primeira pergunta avalia a intensidade da dor e as outras nove, o efeito da dor sobre as atividades diárias. O ODI é classificado em incapacidade mínima (0 – 20%), incapacidade moderada (21- 40%), incapacidade severa (41 – 60%), paciente que se apresenta inválido (61 – 80%), e indivíduo restrito ao leito (81 – 100%).

Na Tabela 2, podemos observar uma síntese das características principais dos artigos científicos abordados nesta revisão de literatura.

Tabela 2 – Principais características dos artigos em análise

Autor (ano)ObjetivoMetodologiaIntervençãoResultados
CRUZ-DIAZ et al. (2017)Primário: avaliar a eficácia de 12 semanas da prática do método pilates na incapacidade, dor, cinesiofobia e ativação do transverso abdominal; além disso, teve como avaliar a eficácia de duas modalidades de pilates para o mesmo desfecho.Foram analisados (n=98) participantes, aleatoriamente alocados em 3 grupos: Pilates Mat (PMG n=34), Pilates Aparelho (PAG n=34) e Grupo Controle (GC n=30).  As avaliações foram feitas em 3 momentos.Ocorreu no período de 12 semanas, 2 sessões semanais de 50 min. A intervenção foi dividida em: Pilates Mat (tapete) e Pilates Equipamento (reformador). Ambos os grupos tiveram a seguinte estrutura durante o treinamento: aquecimento, atividade principal e relaxamento.Os grupos intervenção mostraram melhora progressiva da dor a partir da linha base até 6 semanas e com 12 semanas. Já no grupo controle nenhuma alteração significativa foi observada. Na incapacidade houve resultados positivos no RMDQ em 6 e 12 semanas de intervenção a partir da linha base. Já no grupo controle nenhuma alteração foi observada.
CRUZ-DIAZ et al. (2018)Avaliar a eficácia de 12 semanas da pratica de pilates na incapacidade, dor e cinesiofobia em pacientes com lombalgia crônica inespecífica.Foram randomizados (n=64) participantes, aleatoriamente alocados, em 2 grupos: Grupo Pilates (PG n=32) e Grupo Controle (GC n=32).  As avaliações foram feitas em 3 momentos. A intervenção ocorreu no período de 12 semanas, 2 sessões semanais de 50 min. Cada sessão foi dividida em 3 momentos: aquecimento, exercícios de força e flexibilidade envolvendo o tronco, relaxamento com alguns exercícios de alongamento. Grupo controle recebeu livreto informativo.O grupo Pilates mostrou uma melhora na incapacidade e função, da linha de base para as primeiras 6 semanas, não evoluindo na terceira avaliação com 12 semanas. No grupo controle não foi observado alterações significativas. Em relação à dor, observou-se uma melhora significativa da dor no grupo Pilates, sem alteração no grupo controle.
LOPES et al. (2017)Avaliar os efeitos imediatos da sessão de exercícios baseados no método pilates na oscilação postural, equilíbrio dinâmico e dor em jovens com dor lombar inespecífica.Foram randomizados 46 estudantes universitários com dor lombar crônica inespecífica, aleatoriamente alocados em dois grupos: Grupo Pilates (n=23) e Grupo Controle (n=23).A avaliação ocorreu antes e depois de 1 única sessão de exercícios baseados no método pilates com duração de 20 minutos. Ao Grupo pilates (n=23. A intervenção consistiu de 4 exercícios para o GP e GC permaneceu na posição sentada pelo mesmo período.A quantificação da dor lombar, medida pelo ODI (Sigla), todos os participantes eram jovens e apresentavam deficiência considerado incapacidade mínima. Na média geral do Grupo Pilates (n=23), a variação na escala EVA foi de -29,5 ± 10,5%, não sendo considerada clinicamente relevante.
VALENZA et al. (2017)O estudo teve como objetivo “Investigar os efeitos de um programa de exercícios de pilates na incapacidade, dor, mobilidade lombar, flexibilidade e equilíbrio em pacientes com lombalgia crônica inespecífica”.Randomizados 54 pacientes, divididos aleatoriamente em 2 grupos: Grupo experimental (n=27) e Grupo Controle (n=27).Ocorreu durante 8 semanas, 2 sessões semanais de 45 min. Os pacientes receberam introdução básica aos exercícios baseados em pilates. A intervenção consistiu em exercícios de solo, usando uma bola de 55 cm em um tapete de borracha e 3 a 5 minutos de relaxamento no final. No grupo controle os pacientes continuaram suas atividades habituais e receberam um folheto informativo.Observou-se uma alteração média de 2,3 ± 1,9 na dor atual e de 2,0 ± 1,8 na dor no período mais doloroso. Na incapacidade, a alteração média segundo ODI foi de 16,35 pontos e o RDQ apresentou melhora de 5,31 pontos. Portanto, a incapacidade, dor atual e dor no período mais doloroso apresentaram melhoras significativas.

Roland (1983) descreve o Roland Morris Disability Questionário (RMDQ) como um questionário escalar pontuável de 24 itens, cuja pontuação varia de 0 (sem incapacidade) a 24 (alta incapacidade) e mensura o comprometimento funcional e incapacidade relacionados a dor lombar. Além disso, avalia a repercussão da lombalgia nas atividades laborais e de vida diária.

Para Falavigna et al. (2011) existe uma semelhança entre a ODI e RMDQ, porém a escala de ODI permite uma melhor avaliação nos pacientes mais graves, enquanto que o Roland-Morris é melhor quantificado se aplicado em pacientes menos desabilitados.

Boostran (2008) afirma que a Escala Visual Analógica (EVA) é uma medida de item único, geralmente consiste em uma linha horizontal de 10 cm ancorado com dois rótulos opostos, extremidade da esquerda (0=ausência de dor) e a extremidade da direita (10 = grande dor).

Cruz-Diaz et al. (2017), Cruz-Diaz et al. (2018) e Valenza et al. (2017) referiram melhoras clinicamente significativa no grupo intervenção quanto à dor e incapacidade e nenhuma melhora no grupo controle, no entanto, Lopes et al. (2017), não obteve melhora clinicamente relevante referente a redução da dor lombar.

Cruz-Diaz et al. (2018) relatou melhora significativa em progressão no grupo pilates (GP) referente a dor lombar, sem alterações no grupo controle (GC), sendo a linha base 4,70 (4,09 a 5,05), 6 semanas 2,05 (2,06 a 2,66) e 12 semanas 1,95 (1,81 a 2,37). Além disso, foi observado que ocorreu uma alteração de 5 pontos no RMQD. No entanto, este resultado foi obtido no intervalo de pré-intervenção até 6 semanas (Pré-intervenção: 10; e 6 semanas: 5), se mantendo o valor com 12 semanas de intervenção. Para Ostelo et al. (2008), uma melhor ia de 5 pontos já é considerada relevante.

De acordo com Cruz-Diaz et al. (2017) seus resultados demonstraram uma melhora progressiva média na dor as 6 e 12 semanas, a partir da linha base: Pilates solo (inicial de 4,64 ± 1,22; com 6 semanas reduziu para 3,3 ± 1,61; e com 12 semanas para 2,1 ± 1,36) e Pilates Aparelho (inicial de 4,95 ± 1,12; com 6 semanas teve uma redução para 2,1 ± 1,26e com 12 semanas ficou em 1,70 ± 1,41). 

O mesmo estudo apresentou uma melhora progressiva em relação aos valores de RMQD no grupo Pilates: Pilates solo (pré-intervenção: 11,38 ± 5,02; 6 semanas: 7,4 ± 5,12 e 12 semanas: 6,35 ± 5,3) e Pilates aparelho (pré-intervenção: 11,23 ± 5,13; 6 semanas: 6,73 ± 5,08 e 12 semanas: 4,76 ± 4,9). Os resultados também mostram que o método de pilates através de aparelho se mostra mais eficaz quando comparado ao pilates solo.

Cruz-Diaz et al. (2017) também observou que houve uma melhora mais rápida no grupo aparelho em relação ao grupo solo (MAT). Para ele, este resultado está relacionado ao fato de que os aparelhos fornecem mais estímulos ao sistema sensorial que, por sua vez, fornece informações sobre o status da estabilidade lombo-pelvica, que contribui para uma resposta interna coordenada, melhorando assim a interação com o ambiente.

Segundo Lopes et al. (2017), os exercícios selecionados tiveram como objetivo melhorar os músculos estabilizadores profundos do quadril, considerando que, enfatizar a ativação específica dessa musculatura auxilia na melhora da instabilidade, pois irá reforçar a estabilidade geral da região lombar, pelve e quadril durante o movimento gerando maior controle postural.

Em relação ao ODI, Lopes et al. (2017) afirmou que todos os participantes do estudo apresentaram valores abaixo de 20%. Considerado a incapacidade mínima (GP = 7,5 ± 3,4 e GC = 6,7 ± 3,7), isso pode se justificar pelo fato de todos os indivíduos serem jovens (idade média de GP = 21,8 e GC = 22,8).

Lopes et al. (2017), também acrescenta que não foi possível apresentar melhora significativa na redução da dor lombar, com valor da EVA no GP inicial de 2,3 ± 1,2 e final de 1,7 ± 1,4, e GC inicial de 2,1 ± 1,0 e final de 1,7 ± 1,3. Apesar de ter-se obtido em 48,1% (n=13) dos participantes uma redução mínima de 30%, 44,4% do total (n=12) tiveram redução mínima bastante expressiva, de 50%. No entanto, na média geral do grupo pilates (n=23) a variação na escala visual analógica foi de -29,5 ± 10,5%. Segundo o estudo realizado por Ostelo et al. (2008), uma redução considerada clinicamente significativa para EVA, seria de 30% em relação a linha base. 

Segundo o estudo de Valenza et al. (2017), houve uma redução da dor no grupo pilates sem alterações significativas no grupo controle. Porém, são considerados clinicamente relevantes apenas a dor atual (pré-intervenção de 5,2±1,9, com alteração média de 2,3±1,9 após 8 semanas) e dor no período mais doloroso (pré-intervenção 8,1±1,1, com alteração média de 2,0±1,8 após 8 semanas), pois segundo Valenza et al. (2017) é necessária uma diferença mínima de 2 pontos.

O artigo de Valenza et al. (2017) utilizou na sua avaliação o ODI e RMQD para mensurar a incapacidade e, em ambos os testes, apresentaram melhora significativa. O RMQD teve alteração média de 5,31 pontos (variando entre 4,03 a 6,59). Ostelo et al. (2008) classifica como clinicamente significativa uma melhora de 10 pontos no ODI, sendo o grupo pilates inicialmente avaliado com pontuação média de 29,19 ± 15,37, com alteração de média de 16,35 (10,99 a 21,7). 

 Observou-se no decorrer desta revisão de literatura que dentre os estudos analisados, o que obteve maior êxito foi Cruz-Diaz et al. (2018) com a modalidade pilates aparelho (reformador), apresentando resultados superiores aos demais tanto para dor, quanto para incapacidade. No entanto, todos os estudos obtiveram alguma diferença positiva comparados ao grupo controle. Somente no estudo feito por Lopes et al. (2017), os resultados encontrados não foram considerados clinicamente significativos quando levada em consideração a média geral do grupo intervenção. Apesar disso, 48,1% dos integrantes do grupo intervenção apresentaram melhora de no mínimo 30%. 

Entretanto durante a confecção deste estudo, foi possível investigar a carência de estudos atualizados sobre a eficácia do método pilates em adultos com lombalgia crônica, fazendo-se necessário novas pesquisas que abordem os recursos e elucidação referentes ao método pilates sugerimos novos estudos clínicos voltados ao tema.

4- CONSIDERAÇÕES FINAIS

A dor lombar crônica inespecífica é um problema comum que afeta a qualidade de vida, gera altos custos para a sociedade e pode influenciar na vida laboral dos indivíduos por ela acometidos. No decorrer desta revisão de literatura, pode-se observar a relevância clinica que o método pilates apresenta quando comparado à nenhuma intervenção. O método pilates   mostrou-se eficaz na maioria dos estudos incluídos na presente revisão, além disso, a modalidade pilates equipamento parece fornecer melhores resultados, quando comparado a modalidade em solo, no tratamento da incapacidade e dor ocasionados pela lombalgia crônica inespecífica em adultos. 

5- REFERÊNCIAS 

APARICIO, E; PÉREZ, J. O autêntico método Pilates. [S.L.]. Planeta, 2005. 

ARAÚJO, Ingred Daiane Dantas de et al. Efeito do método pilates em mulheres com lombalgia: estudo de casos. Revista Intercâmbio, v. XI, p.086, ISNN – 2176-669x, 2018.

BHADAURIA, Esha A., GURUDUT, Peeyoosha. Comparative effectiveness of lumbar stabilization, dynamic strengthening, and Pilates on chronic low back pain: randomized clinical trial. Journal of Exercise Rehabilitation, Copyright, Belagavi, India. 13(4):477-485, 2017. Disponível: < https://doi.org/10.12965/jer.1734972.486>. 

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