A Construção mundial da Fisioterapia

Uma entidade de classe pode ser hegemônica? Se a considerarmos no entendimento da liderança exercida, a resposta é sim.

Hegemonia tem outros significados, na esfera militar e na política. De origem grega, indicando poder, domínio, supremacia. É no sentido de liderança o seu emprego, para qualificar o modo atual de agir da Confederação Mundial de Fisioterapia WCPT, sob a presidência de Emma Stokes, que sabiamente afasta-se do corporativismo fácil, aproximando-se do interesse coletivo, do que é universal.

As recentes atitudes da diretoria liderada por Stokes evidenciam a opção por esse caminho universal: credenciamento de dois programas de formação de Fisioterapeutas na China, para garantir que atendam às diretrizes acordadas internacionalmente. Encorajamento no sentido de que Fisioterapeutas defendam a inclusão de Pessoas com Deficiência na profissão; e finalmente, incentivando a categoria na participação essencial do planejamento e resposta a eventos como terremotos e inundações, ou seja, na gestão de desastres.

É papel das organizações membros da WCPT, a manifestação irrestrita de apoio à causa. Mas não somente essas organizações e os profissionais institucionalizados devem apoiá-la. A construção mundial da Fisioterapia passa por uma aliança com a organização, formada principalmente pelos Fisioterapeuta livres, não pertencentes a nenhuma entidade associativa. Aqueles profissionais que não esperam que outros respondam por eles. Aqueles que vão à luta, no consultório, na clínica, no hospital; defendendo salários dignos e melhores condições de trabalho. Aqueles que veem no esforço da WCPT a possibilidade de construção mundial compartilhada.

O tempo que virá – pode ser utopia – vislumbra-se promissor para os que exercem a Fisioterapia e para os que usufruem seus benefícios.

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