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Glossário 
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Este é um glossário com as palavras usadas por nós fisioterapeutas.
Se você sabe mais alguma palavra ou quer contribuir com o significado de alguma existente, nos escreva. revista@novafisio.com.br
Este espaço é seu, use, participe, contribua.

A
Abcesso
Abdução
Acinesia – Desaparecimento ou grave perturbação dos movimentos, que leva à uma grande dificuldade para iniciar, mudar a direção, interromper e reiniciar um movimento. É decorrente de uma alteração na atividade dos gânglios basais do cérebro, tornando-se muito incômoda porque para realizar mesmo o mais simples movimento o portador de acinesia tem que exercer um alto grau de concentração e esforço mental. Dessa forma quando o movimento consegue ser iniciado, se apresenta duro e fragmentado. É um sintoma muito comum na doença de Parkinson. A fisioterapia atua visando melhorar a amplitude de movimento, o equilíbrio, e a manutenção das habilidades funcionais do paciente.
Aderência
Adução
Aeróbio
Afasia – Distúrbio no processamento e/ou produção da linguagem, que afeta a compreensão auditiva, compreensão de leitura, expressão verbal, escrita e gestos simbólicos. Dependendo da área do cérebro lesada, a afasia pode ter carácter motor (afasia de expressão), ou sensitivo (afasia de percepção). Na afasia motora o paciente é capaz de compreender a linguagem falada ou escrita, mas tem dificuldade de se expressar adequadamente falando ou escrevendo. Já na afasia sensitiva a compreensão da linguagem tanto falada como escrita é deficiente. Embora um paciente afásico deva ter sempre o acompanhamento de um fonoaudiólogo, o fisioterapeuta pode auxiliá-lo enfatizando durante a terapia sua capacidade de compreensão, e encorajando-o a se comunicar através da fala e dos gestos. 
Agenesia
Agnosia – Deficiência de reconhecimento através de um determinado canal sensorial, mantendo no entanto o funcionamento de outros canais. Por exemplo: é possível termos um paciente agnósico visual que apesar de ser incapaz de identificar a natureza e o significado de um objeto que lhe é mostrado, quando o toca consegue reconhecê-lo. Algumas formas clínicas de agnosia são: agnosia visual; agnosia auditiva; agnosia tátil (estereognosia); agnosia espacial; somatoagnosia (não reconhece o próprio corpo ou parte dele); anosognosia (não reconhece parte do corpo com distúrbio motor, paresia ou paralisia). A fisioterapia pode auxiliar na melhora de uma determinada agnosia proporcionando estímulos contínuos no canal sensitivo acometido durante a sessão de tratamento.
Agonista
Agrafia
Alongamento
Alta voltagem
Ambliopia
Amiloidose
Amiotrofia
Amnésia anterógrada
Amnésia retrógrada
Amplitude de movimento – (ADM) Capacidade de movimentação de uma ou mais articulações em graus. Cada articulação possui um intervalo de normalidade que é limitado por ligamentos (incluindo a cápsula articular), comprimento e extensibilidade dos músculos e fáscias, tendões, interposição de massas de tecidos moles, ou contato de um osso contra o outro. Na fisioterapia, tem papel importante na avaliação e também na verificação da evolução do paciente durante o tratamento.
Amputação
Anaeróbio
Analgesia
Anamnese
Anatomia
Aneurisma
Angina – Desconforto causado pela diminuição do suprimento sanguíneo do músculo cardíaco, normalmente resulta em desequilíbrio entre a quantidade de oxigênio que o músculo precisa, e o que ele tem. É relatada pelo paciente como dor no peito em aperto, peso, opressão ou queimação, às vezes acompanhada de sudorese, náuseas e vômitos. A angina pode ser classificada em: estável (ocorre após esforço); instável (ocorre a qualquer momento); transitória (ocorre após esforço, mas cessa mesmo que esse continue ou aumente). O tratamento fisioterápico cardiovascular, trata fundamentalmente a angina estável, podendo obter sucesso com o treinamento físico, que fará com que o limiar de angina aumente ou até mesmo a elimine.
Angiografia
Anóxia
Anquilose - Diminuição ou perda total da mobilidade articular.
Antagonista
Antalgia
Anteversão
Antidrômico
Antropometria
Apatia
Apnéia
Apoptose - rte da célula
Arreflexia
Arritmia – Ritmo anormal do batimento do coração, ou interrupção de sua regularidade. São classificadas quanto ao local de origem (ventricular- abaixo do feixe de Hiss; supraventricular- acima do feixe de Hiss), e quanto as características do pulso (bradiarritmia- frequência abaixo de 60bpm; taquiarritmia- frequência acima de 100bpm). As arritmias são causadas por diminuição do suprimento sanguíneo de oxigênio para o músculo cardíaco, desequilíbrios eletrolíticos ou intervenção cirúrgica. O tratamento fisioterápico baseia-se no treinamento físico que alivia o desconforto sentido muitas vezes pelos pacientes arritmicos e aumenta o suprimento de oxigênio para o miocárdio. Quando a arritmia é pós operatória, o objetivo do tratamento é manter uma boa ventilação para evitar complicações pulmonares.
Arteriosclerose
Articulação
Artralgia
Artretomia
Artrite reumatóide – Distúrbio inflamatório crônico e progressivo que pode afetar vários órgãos e tecidos, mas que ataca principalmente as articulações. A inflamação prolongada gera destruição da cápsula articular e pode levar posteriormente à anquilose da articulação. Admite-se que tenha causa auto-imune (o organismo reage contra uma substância própria), e frequentemente há presença de fator reumatóide. Pode causar algumas deformidades tais como: desvio ulnar da mão; hiperextensão das interfalangeanas proximais e flexão das distais ou o contrário; dedos do pé em garra etc. A Fisioterapia visa a manutenção de uma boa ADM que normalmente devido à dor e à falta de movimento está diminuída; ganho de força e estabilidade articular suficientes para a realização de AVD’s; e eliminação da dor propriamente dita com o uso de alguns recursos como por ex. TENS, Infra Vermelho, e Ultra-som.
Artrocentese
Artrocondrite
Artrodese
Artroplastia
Artrose
Asma - Doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores, o que determina seu estreitamento e uma limitação variável de fluxo aéreo, resultando na dificuldade de respirar.Manifesta-se clinicamente por episódios de recorrentes de sibilância, dispnéia, aperto no peito e tosse a noite e pela manhã ao despertar.
Aspiração – Procedimento invasivo utilizado pelo fisioterapeuta respiratório na rotina hospitalar, que tem como objetivo principal remover as secreções das vias aéreas superiores e brônquios, melhorando a ventilação pulmonar, embora também possa estimular o reflexo da tosse, evitar ou reverter uma atelectasia e facilitar as trocas gasosas. A aspiração é geralmente realizada em pacientes que estão na unidade de tratamento intensivo, sob ventilação mecânica ou não, mas pode também ser realizada em pacientes no leito, que não conseguem expelir voluntariamente as secreções. Existem três formas de aspirar: introduzindo um cateter através da boca, do nariz ou da traqueostomia.
Astenia
Ataxia - Incoordenação geral dos movimentos causada geralmente por lesão no cerebelo. O sistema inconsciente de controle motor perde a noção de distância e profundidade levando à falta de coordenação principalmente dos movimentos dos membros. O paciente geralmente possui marcha atáxica, ou seja, anda como se estivesse embriagado, com as pernas abertas para ampliar sua base de sustentação. A incoordenação muscular pode inclusive atingir a articulação da fala (disartria). A fisioterapia trabalha com o paciente atáxico visando ganhar estabilidade postural, equilíbrio, marcha funcional e precisão dos movimentos dos membros. 
Atelectasia – Colabamento dos alvéolos que resulta na expansão incompleta do pulmão. Uma das grandes causas é o acúmulo de secreção que ocorre principalmente no pós operatório do tórax e abdomen, devido às anestesias que diminuem a função e limitam esforço inspiratório do paciente gerando hipoventilação. O medo de tossir, e sentir dor na incisão cirúrgica também é um dos fatores. O tratamento se baseia em orientações pré e pós operatórias, quanto a mudanças de decúbito, movimentação, tosse, e o uso de manobras de reexpansão. Atelectasias são alterações que mais frequentemente necessitam de atuação fisioterápica, principalmente em unidades de terapia intensiva, obtendo na maioria dos casos reversão do problema.
Ateroma
Aterosclerose - Doença que se caracteriza pela formação de placas ateromatosas (compostas por plaquetas, tecido fibroso, cálcio, gorduras, etc.), na parede dos vasos, predominando nas artérias de médio e grande calibre. Conforme a placa cresce, oclui a luz do vaso; podendo também romper-se, liberando partículas que poderão ocluir outros vasos mais distantes. Os fatores de risco para a formação e o crescimento dessas placas são: dislipidemia (valor aumentado de lipídeos no plasma), hipertensão arterial, tabagismo, diabetes. O treinamento físico planejado no que se refere à intensidade, duração e frequência, assim como controle dos sinais vitais durante sua realização, traz para o paciente melhora ou alívio do desconforto ao esforço, além de retardar o progresso da doença e reduz a probabilidade de novos eventos. Por isso a fisioterapia cardiorespiratória se torna componente essencial na reabilitação de tais pacientes. 
Obs: Arteriosclerose é diferente de aterosclerose. A primeira é um termo genérico utilizada para artérias espessadas e rígidas de qualquer tamanho, e por qualquer motivo. Portanto aterosclerose é um tipo de arteriosclerose.
Atetose
Átrio
Atrofia
Ausculta – Recurso utilizado principalmente na fisioterapia respiratória e cardiovascular, com o objetivo de verificar a normalidade ou não dos ruídos internos do organismo. Pode ser realizada indiretamente através de um estetoscópio, ou diretamente, acoplando-se o ouvido à região a ser auscultada. Tem por finalidade auxiliar o diagnóstico e monitorar a evolução do paciente.
Auscultação 
Autismo – Transtorno desintegrativo do desenvolvimento, que possui como características fundamentais o funcionamento anormal na interação social, comunicação anormal e comportamento restrito, estereotipado e repetitivo. Crianças autistas têm grandes probabilidades de sofrerem com infecções respiratórias e a fisioterapia pode auxiliá-las no tratamento clínico, além de contribuir quando necessário para corrigir posturas viciosas, falta de coordenação motora, ou qualquer outro problema neuromusculoesquelético. 
Autólise
Automatismo
Avaliação postural
Avulsão
Axonotmese
B
Babinski
Balnoterapia
Banhos
Barotrauma – Acidente gerado pela incapacidade do ser humano de equilibrar a pressão no interior das suas cavidades pneumáticas frente à pressão externa em variação brusca e/ou intensa. A forma mais frequente é a do ouvido médio causado por exemplo devido a variação de altitude, embora nas unidades de tratamento intensivo (UTI), o barotrauma pulmonar, que pode ocorrer devido a uma ventilação mecânica mal monitorada, seja aquele que mais preocupa o fisioterapeuta.
Barra paralela
Barreiras arquitetônicas
Báscula
Base de suporte
Bioretroalimentação – Técnica que utiliza equipamento geralmente eletrônico, como por exemplo eletroencefalograma e eletromiografia, para revelar aos seres humanos alguns dos seus fenômenos fisiológicos internos normais e anormais, sob a forma de sinais visuais e auditivos, incentivando-os a manipular estes fenômenos. O objetivo da técnica é desenvolver uma habilidade de controlar o próprio sistema nervoso. Através dela pode se tentar por exemplo, um controle da pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura da pele, reeducação de músculos fracos, e relaxamento de músculos hiperativos, fatores que auxiliam o tratamento fisioterápico.
Bioética
Biofeedback
Biomecânica – Estudo das relações anatomofisiológicas e mecânicas do movimento do homem e de seus segmentos corporais. A fisioterapia vale-se da biomecânica para descrever, analisar e avaliar posturas e movimentos (ex. marcha), e para estudar as forças que agem sobre e dentro do corpo humano.
Bipedestação
Bloqueios cardíacos
Bobath
Bola Bobath
Bolsas geladas
Bonett
Bradicardia
Bradicinesia – Diminuição e lentidão dos movimentos, decorrentes de uma alteração na atividade dos gânglios basais do cérebro. Leva à uma dificuldade para iniciar, mudar a direção, interromper e reiniciar um movimento. Normalmente o movimento é muito lento, duro e fragmentado. É sintoma comum da doença de Parkinson. A atuação da fisioterapia é visando melhorar a amplitude de movimento, o equilíbrio, e a manutenção das habilidades funcionais do paciente.
Brônquite crônica – Doença obstrutiva, ou seja, há diminuição do fluxo de ar expirado, caracterizada pela presença constante ou por aumentos recorrentes das secreções brônquicas, desencadeando tosse para sua eliminação. Ocorre também aumento no número e no tamanho das glândulas secretoras de muco, o que faz com que diminua o calibre dos brônquios, sendo este um dos fatores da obstrução, assim como a própria secreção. Está associada principalmente ao tabagismo, porém outros fatores ambientais como a poluição, também podem desencadeá-la ou agravá-la. A fisioterapia respiratória utiliza manobras de higiene brônquica (tapotagem, vibração, drenagem postural ), e treinamento da musculatura respiratória no intuito de melhorar a ventilação do paciente, sua capacidade de realizar e suportar atividades físicas e sua qualidade de vida.
Bruxismo
Bursa
Bursite
C
Cade Cadeira de rodas – Órtese móvel que frequentemente é prescrita para o paciente insuficientemente capacitado com o objetivo de reintegrá-lo à sociedade, tornando-o o mais independente possível, porém se mal empregada, seu uso pode exacerbar os problemas associados à essa incapacidade. É composta por um sistema de assento (superfície de assento; encosto do assento; cinto de colo; descanso para os braços; e apoio para os pés) e uma base móvel (rodas; aros manuais; pneus). O fisioterapeuta avalia a necessidade do uso da cadeira de rodas, e depois cuida para que esta seja a melhor adequada para este paciente, cuidando de aspectos tais como: altura e tipo de apoio para os pés (relacionado com o comprimento da perna); profundidade do assento (relacionado com a distância coxa/quadril) e etc. O papel do fisioterapeuta vai além, pois é ele que irá mostrar ao paciente a melhor forma de utilizar sua cadeira sem provocar danos à sua saúde, e de transferir-se dela para outra superfície e vice-versa.
Cãibra – Contração involuntária continuada e dolorosa dos músculos esqueléticos, tendo como principais causas algum fator irritativo local ou anormalidade metabólica de um músculo, como frio intenso, falta de fluxo sanguíneo ou fadiga por excesso de exercício. Tais alterações geram impulsos sensoriais que são transmitidos do músculo para a medula espinhal e sistema nervoso central causando assim a contração muscular reflexa e a dor. 
Calcificação
Calo ósseo
Calor profundo
Calor seco
Calor superficial condutivo
Calor superficial convectivo
Calor superficial por irradiação
Campos eletromagnéticos
Campos pulsados (efeito térmico, efeito mecânico e sonoforese)
Canadense
Câncer
Capacidade aeróbica
Carcinoma
Cardiopatia
Cavitação
Cefaléia
Cervical
Cervicalgia
Cervicobraquialgia
Chumaço triplo
Cianose
Ciatalgia
Ciatalgia (músculo esquelético)
Cicatriz
Cicloergômetro
Cifose
Cinesiologia
Cinesioterapia
Cinestesia
Circundação
Cirtometria – Procedimento que tem por finalidade medir o perímetro de certas partes do corpo (ex.: cabeça, tórax, coxa), assim como deformações e dilatações que estas possam sofrer. Utiliza-se para tal procedimento uma fita métrica. Na fisioterapia possui um papel importante na avaliação e na verificação da evolução do paciente durante o tratamento. Exemplos: na fisioterapia respiratória utiliza-se a cirtometria dinâmica, comparando os perímetros torácicos e abdominais durante a inspiração e expiração máximas para auxiliar a verificação da condição respiratória do paciente. Na neuropediatria, é rotina da fisioterapia usar a cirtometria cefálica (perímetro cefálico) como uma das maneiras de avaliar as condições neurológicas da criança.
Cirtometria
Claudicação
Climatério – Período no qual ocorre um declínio fisiológico gradual da atividade ovariana, ou seja, a ovulação cessa, o período reprodutor termina, a menstruação cessa e os órgãos reprodutores atrofiam até que o corpo se adapte ás alterações hormonais. As mulheres geralmente experimentam uma certa instabilidade nervosa e desconforto durante esse período, que podem ser aliviadas com exercícios regulares e orientações sobre a nova condição. A fisioterapia pode intervir também com exercícios voltados para a prevenção da osteoporose, que pode surgir como decorrência destas alterações. Obs.: Climatério e menopausa não são sinônimos. Menopausa refere-se ao fim do período fértil da mulher, ou seja, quando sua menstruação cessa, sendo apenas um dos sinais da chegada do climatério 
Clônus
Coccígea
Cognição 
Colete de Milwaukee
Cólica
Coma
Complascência pulmonar
Condicionamento cardio-vascular
Condicionamento físico
Condropatia
Congestão
Consciência corporal
Contração concêntrica
Contração excêntrica
Contração isométrica
Contração isotônica
Contralateral
Contratura – Encurtamento ou retração de pele, fáscia, músculo ou cápsula articular que restringe a mobilidade ou flexibilidade normal desta estrutura. Segundo alguns autores é irreversível pois resulta de uma deficiência no trofismo do tecido, ou seja, falta de circulação ou inervação. Desta forma somente uma cirurgia seria capaz de revertê-la. Outros autores definem a contratura como um encurtamento persistente, resistente ao estiramento e, que eventualmente pode tornar-se irreversível. Baseado nesta definição, exercícios específicos de alongamentos e splints de posicionamento poderiam revertê-la. A contratura decorre principalmente da prolongada falta de movimentação, o que ocorre com frequência em pacientes neurológicos, portadores de polimiosite, distrofia muscular e doenças reumáticas. 
Contusão – Lesão causada por um trauma direto no corpo muscular de uma unidade músculo tendinosa, resultando em ruptura capilar e sangramento no músculo, seguido por uma reação inflamatória. Dependendo de sua gravidade pode ser observado diferentes graus de limitação de movimento da articulação relacionada à unidade músculo tendínea em questão.
Convulsão
Coordenação
Corrente contínua
Corrente diademânica
Corrente farádica
Corrente interferencial
Coto
Crepitação
Crioterapia
Cura
Cyriax
D
Deambulação
Debridamento
Déficit cognitivo
Deontologia
Derivações dos membros
Derivações precordiais
Dermatite
Dermatomiosite
Dermátomo
Derrame pleural
Desaxiação
Despolarização
Diabetes
Diagnóstico
Diartrose
Diatermia
Dinamômetro
Diplopia
Disartria – Incoordenação para a articulação das palavras, o que leva o paciente a falar com voz arrastada. A formação das palavras depende de uma sucessão rápida e ordenada de movimentos musculares na laringe, boca e sistema respiratório. A falta de coordenação entre estes e a incapacidade de prever a intensidade ou a duração do som, causam uma vocalização desorganizada. O tratamento para pacientes com disartria deve ser feito em conjunto com um fonoaudiólogo, que será muito mais capaz de classificar a disartria e propor o tratamento adequado. O papel da fisioterapia é colaborar com o fonoaudiólogo, avaliando as condições dos músculos respiratórios e faciais, fazendo a intervenção necessária.
Discinesia
Discite
Disestesia
Disfagia – Dificuldade ou inabilidade para deglutir. Refere-se a uma gama de distúrbios neuromusculares que acomete as estruturas da cavidade oral, faringe, laringe ou esôfago. Pode levar à manipulação ineficiente de comida ou líquidos devido a déficits motores orais, e causar grave comprometimento do estado nutricional e pulmonar em consequência da penetração de comida ou líquido nas vias aéreas (aspiração). Por acometer o paciente de forma global, a disfagia deve ser tratada multidisciplinarmente, contando com médicos, fonoaudiólogo, psicólogo, nutricionista, dentista e, o fisioterapeuta que neste caso terá como objetivo principal otimizar a ação muscular do tórax, facilitando um trabalho respiratório mais adequado. 
Disfasia
Disforia
Disfunção
Dislipidemia
Dismetria - Incapacidade de controlar a amplitude dos movimentos musculares. É causada principalmente por lesão no cerebelo. O sistema que controla os movimentos perde a capacidade de avaliar a distância que os movimentos irão percorrer, e estes não alcançam ou ultrapassam o ponto desejado; depois o cérebro compensa excessivamente na direção oposta, levando geralmente à uma incoordenação geral de movimentos chamada ataxia. A fisioterapia não pode solucionar completamente o problema da dismetria, mas pode realizar exercícios específicos que a atenuem para que o paciente seja capaz de realizar movimentos mais precisos de membros, e consiga marcha mais funcional. 
Displasia
Dispnéia
Distensão – Em termos músculos esqueléticos, refere-se à lesão que indica ter ocorrido ruptura nas fibras musculares, na junção músculo-tendínea, ou na inserção óssea de uma unidade músculo tendinosa. Essa ruptura pode ser causada por trauma direto (contusão), estiramento (distensão aguda), repetida ação de cargas (distensão crônica) ou uma laceração.
Distonia
Distrofia
Distúrbio
Dor
Dor ciática
Dor fantasma
Drenagem brônquica
Drenagem pleural
Drenagem postural
Duchas
E
Eclâmpsia – Ocorrência de uma ou mais convulsões, não atribuíveis a outras condições cerebrais como epilepsia ou hemorragia cerebral, em pacientes que apresentam pré-eclâmpsia (doença caracterizada por hipertensão arterial; eliminação excessiva de proteínas na urina- proteinúria; edema; ocorrendo devido à gravidez ou influência de gestação recente ). As mulheres primigestas ( primeira gestação ) são as predominantemente acometidas pela eclâmpsia, e ela aparece após a vigésima semana de gestação. O médico obstetra procura antecipar o parto de pacientes com pré-eclâmpsia, pois se ela mantiver a proteinúria, as chances de morte durante o parto triplicam, e são também candidatas a exibir eclâmpsia e queda no seu quadro clínico. 
Edema
Efusão
Eletro-analgesia
Eletrocardiograma – (ECG) Registro do funcionamento cardíaco por meio da captação da atividade elétrica do coração, através de equipamentos sensitivos de detecção (por exemplo eletrodos) colocados sobre a pele. O ECG é importante para o diagnóstico de certas patologias cardíacas porque é capaz de acusar arritmias, isquemias, infartos, e lesões. Além disso o ECG pode ser um recurso de monitorização das condições do paciente durante sessões de fisioterapia.
Eletroencefalograma
Eletroforese
Eletromiografia
Eletroneuromiografia
Eletroterapia
Embolia
Êmbolo
Empiema – Acúmulo de líquido purulento em órgãos ocos e/ou cavidades (ex.: cavidade pleural, vesícula biliar). A intervenção fisioterápica é de grande importância no tratamento inicial do empiema pleural ( acúmulo de líquido entre as pleuras do pulmão), pois este frequentemente é complicação de um quadro infeccioso, e o tratamento clínico, pode ser capaz de regredi-lo sem que haja necessidade de uma intervenção cirúrgica.
Encurtamento
Endurance
Enfisema pulmonar – Doença obstrutiva, ou seja, há diminuição do fluxo de ar expirado, devido principalmente à perda elástica das paredes pulmonares, com consequente aumento do espaço aéreo que se torna ineficaz. A sintomatologia característica é a dispnéia aos esforços progressivamente menores, ocorrendo também maior uso da musculatura acessória da respiração. O paciente apresenta tórax hiperinsuflado (em tonel ), há acometimento maior na faixa etária após os 50anos e em fumantes. A fisioterapia respiratória utiliza manobras de desinsuflação, tais como a pressão expiratória e o freno labial, e treinamento da musculatura respiratória, no intuito de melhorar as trocas gasosas do paciente e também sua capacidade de realizar e suportar as atividades físicas diárias.
Entorse – Traumatismo agudo caracterizado pela perda momentânea do contato entre superfícies articulares. É causado por ruptura ligamentar, podendo não comprometer a estabilidade articular, quando afeta apenas algumas fibras (grau 1), comprometê-la quando afeta um número significativo de fibras (grau 2), ou causar total instabilidade quando a ruptura for completa. Ocorre principalmente em pessoas com frouxidão ligamentar, sendo a articulação do tornozelo a mais acometida.
Obs.: entorse é substantivo feminino, e portanto o correto é dizer a entorse.
Enxerto
Epidemiologia
Epilepsia
Episiotomia – Procedimento rotineiro em maternidades, que consiste em uma incisão cirúrgica no músculo períneo, realizada com tesoura ou bisturi. Existem algumas formas de episiotomia: mediana (centro do períneo em direção ao ânus); mediolateral (centro do períneo para lateral); lateral (lateral do períneo para lateral). Seu objetivo é impedir ou diminuir o trauma dos tecidos do canal do parto, favorecendo a descida e libertação do feto, e também evitar que ocorra qualquer lesão ao feto pela pressão prolongada da sua cabeça contra este músculo. 
Equilíbrio
Equimose
Equoterapia
Ergógrafo
Ergometria
Ergômetro
Ergonomia – Área de conhecimento multiprofissional e interdisciplinar que planeja as condições físicas, produtos, projetos e sistemas adequando-os às limitações do homem. A fisioterapia estuda a ergonomia visando o máximo de conforto, segurança e eficiência no movimento humano para que não se instale a fadiga, sejam evitados acidentes e o máximo do desempenho do indivíduo seja alcançado.
Erisipela
Eritema
Escara
Esclerodermia- Doença crônica do tecido conjuntivo de carater auto imune. Afeta principalmente mulheres. A sua causa não é conhecida, embora se saiba que há uma super produção de colágeno que poderia estar gerando algumas alterações. Pode ser sistêmica (afetar várias partes do organismo, tais como rins, pulmões, esôfago, músculos e pele) ou localizada ( mais comum em crianças, afeta somente uma parte do organismo). Os sintomas variam de paciente para paciente, o que torna a doença muito particular, mas os principais são: fenômeno de Raynaud; suor excessivo de pés e mãos; dor e dificuldade para movimentar as articulações; problemas gastrointestinais e digestivos.
Esclerose múltipla
Esclerótomo
Escoliose
Escoriação
Esfigmomanômetro – Instrumento destinado a medir a pressão arterial. É constituído por um manômetro de mercúrio ou de ponteiro onde é indicado o valor da pressão, um manguito insuflável que é colocado ao redor do braço do paciente, uma pêra de borracha e uma válvula de metal. Seu uso é rotina da fisioterapia principalmente cardiovascular e respiratória, pois ele auxilia na avaliação determinando se é preciso ou não intervir. Também fornece as variações de pressão durante o tratamento, mostrando se o mesmo pode ser mantido ou deve sofrer alguma alteração. 
Espaldares
Espasmo – Contração involuntária e mantida do músculo liso (cólica) ou estriado (cãibra), ou de um segmento dentro destes músculos, que ocorre como resultado de estimulação nervosa. Quando a contração espasmódica é muito forte ou se mantém por tempo prolongado, dá origem à alterações metabólicas e circulatórias que leva a dores isquêmicas e um aumento da contração inicial, ainda que a causa geradora do espasmo tenha sido eliminada. Pode ser também uma resposta no músculo à infecção viral, frio, período prolongado de imobilização, tensão emocional ou trauma direto ao músculo. 
Espasticidade
Espinha bífida
Espirometria – Exame laboratorial de caracter predominantemente mecânico que fornece medidas sobre a entrada e saída de ar nos pulmões do paciente, avaliando desta forma as condições físicas toracopulmonares. É comumente utilizada na fisioterapia respiratória para auxiliar o diagnóstico, o prognóstico e avaliar a evolução das pneumopatias ou das disfunções respiratórias.
Espondilite Anquilosante – Doença inflamatória de acometimento principalmente do tronco (articulações apofisárias, costovertebrais, sacroilíacas.) O paciente apresenta dor bilateralmente na articulação sacroilíaca e na coluna lombar, e rigidez nos movimentos geralmente no período da manhã. A perda da mobilidade da coluna se dá pelo processo de anquilose que ocorre nestas articulações. O paciente adquire uma postura cifótica , com flexão do joelho e anteriorização dos ombros e da cabeça (postura do esquiador). Esta postura e a diminuição dos movimentos do tórax, predispõe o paciente a problemas pulmonares pela dificuldade respiratória. A fisioterapia com alongamentos ajuda a prevenir tais deformidades, favorece a respiração com exercícios de expansão da caixa torácica e alivia as dores com recursos (TENS, infra-vermelho, etc) e movimentação.
 
Espondilite
Espondilolistese
Espondilose
Esquema corporal
Esquizofrenia
Estase
Esteatose
Estenose
Estereognosia
Estereotipias
Estertores – Ruídos produzidos na luz dos brônquios devido a passagem do ar por um meio líquido (secreções) ou pela diminuição da luz bronquial. Podem ser classificados em secos ou úmidos, de acordo com a presença ou não de secreção no meio em que foi produzido, e com as características desta quando ela está presente. É detectado através da ausculta, sendo importante para o diagnóstico e monitorização da evolução do paciente durante o tratamento fisioterápico. 
 
Estesia 
Estesiômetro
Estetoscópio – Instrumento simples utilizado para auscultar os ruídos internos do organismo. É constituído por um pequeno cone metálico acoplado à uma membrana formando uma câmara captadora de sons. Esta câmara transmite os sons captados através de um conduto metálico que se bifurca terminando em olivas, adaptáveis anatomicamente aos ouvidos de quem ausculta. 
 
Estiramento
Estresse
Etiologia
Etiopatogenia
Exercício
Exercício ativo
Exercício ativo-assistido
Exercício ativo-resistido
Exercício isocinético
Exercício isotônico
Exercício passivo
Exercício terapêutico
Extensão
Extrassístoles
Extubação – É a retirada da cânula intratraqueal, (via aérea artificial), que torna possível a entrada e a saída de ar nos pulmões de pacientes sob ventilação mecânica. No momento em que o paciente for capaz de respirar sem ajuda do aparelho, o fisioterapeuta, junto com o médico intensivista, avaliam as possibilidades de extubação. Alguns dos critérios seguidos são: nível de consciência (resposta à comandos verbais); PA e FC dentro da faixa de normalidade. Após a extubação manobras fisioterápicas, como reexpansão pulmonar e de higiene brônquica são fundamentais para reabertura de alvéolos que possivelmente se colabaram. (atelectasia pós extubação) 
 
Exudato
F
Fadiga
Fes (estimulação elétrica funcional)
Fibrilação
Fibrina
Fibroedema
Fibrose
Fibrose cística
Fisiologia
Fisioterapia
Flacidez
Flebite
Flexão
Flexibilidade
Fluidoterapia
Força muscular
Forno de Bier
Fortalecimento muscular
Fototerapia
Fratura
Frequência cardíaca
Frequência respiratória
Fricção profunda
Frote pleural
G
Gaiolas
Gangrena
Gasometria – Consiste num método de avaliação invasivo, que realiza análises intermitentes dos gases do sangue. Os dados encontrados são comparados à valores de normalidade pré estabelecidos. É utilizada pela fisioterapia cardio-respiratória para confirmar um diagnóstico, assim como para definir o grau da insuficiência respiratória e sua evolução. 
 
Geno
Gibosidade
Goniometria – Método de avaliação da amplitude de movimento utilizado pelo fisioterapeuta, para verificar a existência ou não de limitações nos ângulos articulares, decidir se é necessário uma intervenção terapêutica sobre esta amplitude de movimento e documentar a eficácia desta intervenção.
 
Goniômetro – Instrumento utilizado para medir os ângulos articulares. O goniômetro comumente usado é um círculo completo (0o a 360o) ou meio círculo (0o a 180o). Possui um eixo que une dois braços, um fixo e um móvel, que acompanha o arco de movimento. Pode ser de plástico ou metal.
 
Gota
Grafestesia
H
Hemartrose
Hematoma
Hemianopsia
Hemiplegia
Hemograma
Hemoptíase
Hemorragia
Hérnia
Hidrocinesioterapia
Hidroginástica
Hidroterapia
Hiperemia
Hiperlordose
Hipertensão
Hipertensão arterial
Hipertermia
Hipertrofia
Hiperventilação
Hiporreflexia
Hipotenar
Hipotermia
Hipotonia
Hipoventilação
Hipoxemia
Hipoxia
Homeostase
Hot pack
I
Iatrogênico
Icterícia
Idiopático
Idiossincrático
Imagem corporal
Impétigo
Inalação – Recurso utilizado pela fisioterapia respiratória com o intuito de manter a umidade adequada das vias aéreas, melhorando a respiração, além de mobilizar e fluidificar as secreções. Indicada para a administração de medicamentos ou simplesmente com soro fisiológico para suplementação de oxigênio, este recurso é realizado na etapa inicial da sessão de tratamento, facilitando a realização posterior das manobras de higiene brônquica.
 
Inapetência
Incidência
Incontinência
Índice de Apgar
Infarto
Infecção
Inflamação
Infra vermelho
Inonimato
inspeção 
Inspiração
Insuficiência cardíaca – Situação clínica na qual o desempenho