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	<title>NOVAFISIO</title>
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	<description>A maior revista de Fisioterapia do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Thu, 17 May 2012 21:26:27 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
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		<title>Droga usada no tratamento da osteoporose pode causar problemas visuais</title>
		<link>http://www.novafisio.com.br/noticias/droga-usada-no-tratamento-da-osteoporose-pode-causar-problemas-visuais/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 20:32:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Oston Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clipping de Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisadores descobriram que mulheres que tomam bisfosfonatos tem um risco 45% maior de desenvolver  uveíte e esclerite]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os bifosfonatos orais, medicamentos comumente usados para ajudar a prevenir a osteoporose podem aumentar o risco de uveíte, doença ocular inflamatória grave. Em casos raros, os doentes podem desenvolver cegueira, embora o tratamento médico imediato geralmente reverta os sintomas desagradáveis e perigosos das inflamações oculares. </p>
<p>Os dados, coletados por pesquisadores canadenses  foram publicados no Canadian Medical Association Journal. Segundo a pesquisa, – Inflammatory ocular adverse events with the use of oral bisphosphonates: a retrospective cohort study – o número absoluto de pessoas que sofrem  com este efeito colateral é baixo, mas  os oftalmologistas e os pacientes precisam estar alerta em relação a sintomas como dor, olhos vermelhos e visão embaçada em um ou ambos os olhos.</p>
<p>Os bifosfonatos orais, prescritos para aqueles que sofrem com osteoporose, já foram associados previamente a alterações no ritmo dos batimentos cardíacos e ao câncer de esôfago e de cólon. Desta vez, para investigar o papel dos bisfosfonatos no desenvolvimento das inflamações oculares, pesquisadores do Child and Family Research Institute  e da University of British Columbia, analisaram dados de 934,147 pessoas que tinham passado por uma consulta oftalmológica, entre 2000 e 2007. Deste total, 10.827  estavam usando a droga pela primeira vez e 923.320  não eram usuários da droga.</p>
<p>Segundo os autores do estudo, os usuários de bifosfonatos orais  apresentaram 45% mais probabilidade de desenvolver uveíte e  51%  mais propensão de desenvolver esclerite, quando comparados aos demais participantes do estudo. Ambos os riscos mantiveram-se estatisticamente significativos após ajustes adicionais para escore de propensão.</p>
<p>&#8220;O estudo canadense destaca a necessidade dos oftalmologistas informarem seus pacientes sobre os sinais e sintomas da esclerite e da uveíte, de modo que o tratamento imediato possa ser implementado precocemente, evitando outras complicações”, explica o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.</p>
<p>Inflamações nos olhos</p>
<p>“A uveíte é a inflamação da camada interna vascularizada do olho, que em casos raros pode levar à cegueira, enquanto a esclerite é uma inflamação da parede do olho. Quando induzida por drogas, estas doenças inflamatórias oculares são geralmente reversíveis com tratamento imediato, empregando o uso de corticosteróides. Ao mesmo tempo, os pacientes são aconselhados a parar de tomar os bifosfonatos”, explica a oftalmologista Roberta Velletri, que também integra o corpo clínico do IMO.</p>
<p>O estudo canadense parece confirmar o que foi relatado anteriormente, em outras ocasiões, que a inflamação do olho é um efeito colateral adverso raro, mas já listado nas bulas em embalagens de  bifosfonatos  no Reino Unido, por exemplo.</p>
<p>&#8220;É importante dizer que o uso de bisfosfonatos é um tratamento seguro e muito eficaz  para a osteoporose, pois reduz o risco de fraturas no futuro. Mas se o paciente tem um problema ocular inflamatório pré-existente ou se desenvolver sintomas como diminuição da acuidade visual, olho vermelho ou dor ocular, ele deve discutir o uso deste medicamento também com seu oftalmologista”, diz Roberta Velletri.</p>
<p>CONTATO:<br />
Site: www.imo.com.br<br />
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO:<br />
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www.marciawirth.com.br</p>
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		<title>Sugestão para inserção de softwares durante a avaliação dos alunos de estúdios de Pilates: uma revisão de literatura</title>
		<link>http://www.novafisio.com.br/artigos/sugestao-para-insercao-de-softwares-durante-a-avaliacao-dos-alunos-de-estudios-de-pilates-uma-revisao-de-literatura/</link>
		<comments>http://www.novafisio.com.br/artigos/sugestao-para-insercao-de-softwares-durante-a-avaliacao-dos-alunos-de-estudios-de-pilates-uma-revisao-de-literatura/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 May 2012 12:03:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Perfeito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Pilates]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.novafisio.com.br/?p=6092</guid>
		<description><![CDATA[Palavras chave: Informática; Avaliação funcional; Método Pilates.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nova Fisio, Revista Digital. Rio de Janeiro, Brasil, Ano 15, nº 86, Maio/Junho de 2012. http://www.novafisio.com.br</p>
<h4>Sugestão para inserção de softwares durante a avaliação dos alunos de estúdios de Pilates: uma revisão de literatura</h4>
<h4>(Suggestion for inclusion of software during the evaluation of students in Pilates studios: a literature review)</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tadeu Wergnaude Soares*; Rodrigo Silva Perfeito**</p>
<p>* Graduado em Educação Física Licenciatura Plena – UniverCidade; Diretor da Empresa Ativitá; Diretor do Congresso Santa Bárbara Fitness: tadeuwsoares@gmail.com</p>
<p>** Graduado em Educação Física – Licenciatura – UERJ; Graduando em Educação Física – Bacharelado – UERJ; Graduado em Fisioterapia – FRASCE; Pós Graduando em Educação Física Escolar – UERJ; Diretor do Instituto FisArt: rodrigosper@yahoo.com.br</p>
<p>Revisado por: Rodrigo Silva Perfeito (rodrigosper@yahoo.com.br)</p>
<p>Nova Fisio, Revista Digital. Rio de Janeiro, Brasil, Ano 15, nº 86, Maio/Junho de 2012. http://www.novafisio.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Resumo</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Esse estudo tem por objetivo sugerir a aplicação de softwares como ferramenta auxiliadora da avaliação em alunos que portam diferentes necessidades físicas matriculados em estúdios de Pilates. Diversos estudos abordados durante este texto, demonstram que a avaliação computadorizada agiliza e facilita o armazenamento e análise dos dados avaliativos. Assim, dinamizará o complexo trabalho de estudo e adequação de exercícios do instrutor de Pilates diante da individualidade biológica que cada aluno porta. Para tanto, esse artigo utilizará de revisão de literatura pertinente à utilização dos softwares em locais que realizem atividades contra resistência semelhantes ao método Pilates, já que inexistem estudos com tal tema e talvez, sua prática, até o momento, seja nula.</p>
<p style="text-align: justify;">Palavras chave: Informática; Avaliação funcional; Método Pilates.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Abstract</h4>
<p style="text-align: justify;">This study aims to suggest the application software as an auxiliary tool in assessing students who hold different physical needs enrolled in Pilates studios. Several studies have addressed during this text shows that the computerized assessment faster and easier storage and analysis of data collected. Thus, the complex will boost work-study exercise and fitness Pilates instructor before the biological individuality of each student to door. To this end, this article uses a literature review of the use of software in local resistance against conducting activities similar to the Pilates method, since no studies on this topic and perhaps his practice, so far, is zero.</p>
<p style="text-align: justify;">Keywords: Computers, functional assessment, the Pilates Method.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Introdução</h4>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, o método Pilates se tornou uma das modalidades que mais cresce e movimenta o mercado da saúde, desportivo e da estética. Diversos nomes de visibilidade social passaram a praticá-lo e consequentemente, expor sua satisfação por resultados completos e em curto prazo de tempo.<br />
Porém, o crescimento de estudos científicos não acompanhou o aumento do status do método. Alguns poucos instrutores praticantes escrevem textos sobre seus benefícios e sua apaixonante essência através dos princípios filosóficos descritos por Joseph Pilates, seu inventor. No entanto, quando pensamos em ciência, precisamos de comprovações científicas que atestem o resultado e não apenas informações que correlacionem possíveis efeitos ou possibilidades. Nesse montante, o método Pilates, no Brasil, deixa a desejar, já que uma busca no banco de dados do Cielo (pode ser acessado em: http://www.scielo.br) através da palavra “Pilates” nos explana o surpreendente resultado de apenas 5 artigos científicos.<br />
Nesses estudos, verificamos que a avaliação no método se resume apenas em averiguar níveis de flexibilidade do tronco, quadril e, em menor proporção, outras partes do corpo. Com isso, é reminiscente pensar que a avaliação que antecede a elaboração do programa de treinamento e aquela que ocorre em momento posterior para diagnosticar a conduta, apresente falhas.<br />
Sugerimos a implementação de outros muitos tipos de avaliação, como: antropométrica, análise da dor, força, flexibilidade, velocidade, tensão corporal, anamnese, inspeção física. Essas são apenas algumas possibilidades diante dos diversos protocolos e testes que deverão ser aplicados de acordo com o perfil do praticante e suas necessidades.<br />
No entanto, a evolução do método Pilates para avaliações mais completas deve ocorrer de maneira sistematizada, utilizando protocolos e estatísticas de análise dos dados adequados para o perfil do estúdio. Ocorrendo o contrário, estaremos diante de dados mais completos que os atuais, entretanto, não tão fidedignos.<br />
É justamente nesse momento de complexidade que devemos utilizar o auxilio da tecnologia, empregando a informática através de softwares de avaliação, auxiliando o professor, instrutor ou terapeuta na difícil tarefa de adequar o programa de treinamento aos dados coletados e necessidades biológicas do aluno ou paciente. Dessa maneira, ao decorrer desse artigo, iremos conceituar e refletir sobre ideias que podem se tornar inovação, no sentido de obter resultados ainda melhores, nos estúdios de Pilates.</p>
<h4>A avaliação física</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Existem diversos tipos de avaliações específicas, como: antropométrica, anamnese, funcional, de dor, de arco de movimento, força, flexibilidade, velocidade. Como entendemos que todas detêm o objetivo em comum, que é o de avaliar o corpo e suas capacidades fisiológicas, anatômicas e biomecânicas, utilizaremos o termo Avaliação Física para descrever os processos da avaliação como um geral, independente de seu tipo. Para tanto, iniciaremos nossa explanação científica abordando conhecimentos de uma das avaliações mais utilizadas: a avaliação denominada antropométrica.<br />
A antropometria é a ciência que estuda e avalia o tamanho, peso e as proporções do corpo humano, através de medidas de rápida e fácil realização, não necessitando de equipamentos sofisticados e de alto custo financeiro (CARVALHO, 2009; FERNANDES FILHO, 2003). No método Pilates, a variável mais mensurada atualmente é a flexibilidade (KOLYNIAK et al., 2004).<br />
As avaliações físicas são testes antropométricos, funcionais e ergométricos que identificam o estado atual de condicionamento físico, muscular e cardiorrespiratório do avaliado (FERNANDES FILHO, 2003). Segundo o autor:</p>
<p style="text-align: justify;">A avaliação física é um processo pelo qual, utilizando-se  medidas, pode-se, subjetiva e objetivamente, exprimir e comparar critérios. É uma forma utilizada para traçar o perfil físico do aluno a fim de preparar o programa adequado às suas condições e limitações, além de identificar contra indicações, podendo-se evitar com isso possíveis incidentes (FERNANDES FILHO, 2003, p.33).</p>
<p style="text-align: justify;">A realização da avaliação funcional serve ainda para avaliar o nível de condicionamento físico atual do aluno, determinar objetivos, coletar dados para a elaboração do programa, identificar possíveis limitações, entre outros.<br />
Desta forma, tem a capacidade de auxiliar na determinação dos exercícios mais adequados e verificar, posteriormente, o quanto o sistema de trabalho utilizado foi eficiente. Segundo Domingues Filho (2002):</p>
<p style="text-align: justify;">A avaliação da aptidão física serve para classificar o cliente conforme o seu condicionamento físico atual e deve levar em conta os custos, os riscos, o tempo e a praticidade dos testes. Assim, esta tem como objetivo aprimorar as formas e a segurança das atividades físicas e comparar a evolução e o progresso do cliente (DOMINGUES FILHO, 2002, p.45).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, é necessário que, na realização de uma avaliação sejam executados testes compatíveis com os objetivos propostos pelo cliente e cientificamente válidos para garantir a reprodutividade dos resultados.<br />
Dada a importância das estimativas precedendo o trabalho de treinamento, a elaboração e execução da bateria de testes deve ser muito cuidadosa. A avaliação deve ser feita em cada qualidade física que será posteriormente desenvolvida no programa de treinamento.<br />
Conforme citado por Fernandes Filho (2003, p.34), “é  preciso traçar o perfil físico do aluno a fim de preparar o programa adequado às condições do aluno, respeitando seus limites e suas deficiências”.<br />
Delgado (2004) complementa:</p>
<p style="text-align: justify;">As medidas antropométricas devem ser feitas de forma correta, seguindo uma metodologia definida, a fim de que os resultados estejam claramente entendidos e possam apresentar informações valiosas para a predição e a estimação dos vários componentes corporais de indivíduos nas fases de crescimento, desenvolvimento e envelhecimento (DELGADO, 2004, p.38).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, quanto maior o número de informações que o professor coletar de seu aluno através das diversas avaliações, mais personalizado será o programa de treinamento no método Pilates ou em qualquer outra modalidade de treinamento contra resistência. Em posse dos dados, os exercícios podem ser prescritos de acordo com as individualidades biológicas, possibilitando o alcançar do objetivo com segurança e eficiência.</p>
<p style="text-align: justify;">A importância de uma avaliação bem planejada<br />
É muito comum observarmos em diversos centros de avaliação, certo descaso, por parte do avaliador, diante de suas rotinas. Para Artioli (2005):</p>
<p style="text-align: justify;">Os problemas são muitos, mas os mais importantes são: imprecisão na coleta das medidas; equívocos na seleção dos testes, protocolos e fórmulas de cálculo; erros na interpretação dos resultados; e, utilização inadequada dos dados obtidos (ARTIOLI, 2005, p.01).</p>
<p style="text-align: justify;">Para que a avaliação seja a mais completa possível é necessário analisar diversas variáveis: antropométricas; composição corporal; análise postural; avaliações metabólicas e neuromusculares; avaliações nutricionais, psicológicas e sociais. Estas duas últimas são essenciais para que um programa de treinamento tenha pleno sucesso, já que nos cedem prerrogativas quanto aos hábitos e à personalidade da pessoa.<br />
Como afirma Pinheiro (2000):</p>
<p style="text-align: justify;">A falta de orientação especializada e adequada aos objetivos e limitações de cada pessoa acaba por conduzi-las à prática de exercícios sem nenhum tipo de avaliação, pondo em risco a saúde, principalmente, daqueles que apresentam fatores de risco cardiovasculares. Isso faz da avaliação física um componente indispensável para a elaboração de um correto e eficiente programa de exercícios (PINHEIRO, 2000, p.5).</p>
<p style="text-align: justify;">Comumente, a pouca importância atribuída pelo aluno à avaliação revela-se na precariedade de salas e equipamentos: salas pequenas, barulhentas, abafadas e desconfortáveis podem resultar em alterações nas suas respostas fisiológicas que certamente interferirão em seu bem estar e nos resultados da avaliação. Além disso, sem uma abordagem série e reveladora do professor, o aluno iniciante acusa certo temor, já que a mensuração é um dos modos de autoavaliação corporal. Considerar medidas altas em um teste de gordura corporal total ou ainda, verificar desvios posturais, geralmente, já são suficientes para afastar os alunos da avaliação.<br />
De acordo com Artioli (2005, p.1), “uma avaliação imprecisa poderá comprometer a eficácia do treinamento ou dificultar a avaliação de seu progresso”. Assim, a avaliação inicial é fundamental para averiguar as condições do praticante de Pilates, assim como, suas necessidades, potencialidades e limitações. Somente com base nesses resultados, poderemos planejar um programa de exercícios sério e realmente efetivo.<br />
Segundo Pinheiro (2000):</p>
<p style="text-align: justify;">Uma avaliação bem feita é aquela em que se utiliza critérios e protocolos bem selecionados, fornecendo dados quantitativos e qualitativos que indique, através de análises e comparações, a real situação em que se encontra o avaliado. Além disso, as avaliações devem ser periódicas e sucessivas, permitindo uma comparação para que possamos acompanhar o progresso do avaliado com precisão, sabendo se houve evolução positiva ou negativa. Dessa forma, é possível reciclar o programa de treinamento e estabelecer novas metas (PINHEIRO, 2000, p.6).</p>
<p style="text-align: justify;">Destituídos da avaliação, torna-se impossível definir objetivos, metas e traçar estratégias. De maneira semelhante, as reavaliações periódicas são imprescindíveis para que seja possível verificar se o treino prescrito está sendo efetivo e se os objetivos estão sendo alcançados. Assim, tem-se uma base concreta para que eventuais mudanças no treino sejam realizadas.<br />
Baseado em Norton e Olds (2005):</p>
<p style="text-align: justify;">É de suma importância que as qualidades físicas sejam diagnosticadas, analisadas, classificadas e orientadas individualmente. É com este intuito que o trabalho em boas academias no nosso dia a dia oferecem testes que possam nos dizer o percentual de gordura e massa magra (músculos), capacidade cardiorrespiratória, flexibilidade, grau de força, análise nutricional e comprometimentos físicos dos alunos individualmente, além da questão emocional e psicológica do aluno (NORTON &amp; OLDS, 2005, p.57).</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se que a avaliação deve ser um instrumento cuidadosamente planejado e executado. Os cuidados devem envolver desde a escolha do espaço, até os equipamentos (boa qualidade, equipamentos testados e manutenção correta) e o treinamento dos avaliadores (devem saber realizar as medidas, inspecionar o corpo do aluno, realizar diversos testes e por último, diante dos resultados, interpretá-los e explicá-los aos alunos).<br />
Portanto, em relação à importância de uma avaliação planejada, conforme afirmado por Artioli (2005, p.2) “vale a pena investir mais na avaliação para que ela possa melhorar a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais de Educação Física e Fisioterapeutas, garantindo maior satisfação aos alunos e retorno financeiro”.</p>
<h4 style="text-align: justify;">O uso da informática na avaliação</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, as avaliações computadorizadas presentes nas academias de musculação, ou seja, aquelas que utilizam o auxílio do computador, têm se mostrado uma ótima ferramenta de apoio científico, assim como, de informação, marketing e de benefícios diretos aos alunos, familiares e escola. A sugestão de tal artigo, é que o mesmo processo seja empregado nos estúdios de Pilates, seja por parte do professor de Educação Física, Fisioterapeuta, ou de outros profissionais que utilizem o método.<br />
Já não se pode negar a presença da informática auxiliando profissionais em academias. A utilização do computador torna mais simples a realização de cálculos complexos, com grande velocidade e precisão, se tornando um excelente gerenciador de multitarefas.<br />
Segundo Delgado (2004):<br />
A informática tem se mostrado uma ferramenta de grande utilidade e importância, sendo um instrumento agilizador na execução de tarefas, em diversas áreas de produção. Isto tem sido possível graças à capacidade de registrar e processar grande volume de informações de forma ordenada, através do seu elemento fundamental, o computador (DELGADO, 2004, p.18).</p>
<p style="text-align: justify;">Com a melhora da intervenção profissional através dos computadores e a facilitação de sua acessibilidade, é tendencioso que em poucos anos, os estúdios de Pilates também façam uso deste instrumento que tem agilizado o cotidiano de diversos segmentos profissionais.<br />
Ainda de acordo com Delgado (idem):</p>
<p style="text-align: justify;">A utilização de computadores na avaliação de alunos e atletas tem permitido significativo aumento na precisão e rapidez, para obtenção das informações relevantes não só para tomada de decisões, como também para emissão de relatórios contendo prescrição de exercícios (DELGADO, idem, p.19).</p>
<p style="text-align: justify;">Na avaliação computadorizada, após coleta e análise dos dados, o sistema emite um laudo. Tal documento assessora as ponderações do profissional atuante, complementando a orientação quanto aos procedimentos a serem adotados em busca de um melhor estilo de vida.<br />
Para tanto, com este propósito, vem surgindo diversos aplicativos (softwares) dedicados à atividade física, que em dado momento, ainda não estão sendo utilizados de forma relevante nos estúdios de Pilates, diferentemente, das academias de musculação e estúdios de personal training.<br />
Ao comentar sobre os softwares, Delgado (ibidem) afirma que:</p>
<p style="text-align: justify;">Os programas de computadores nada mais são do que algoritmos (uma sequência finita de passos que levam a execução de uma tarefa). Possuem um poder de criação ilimitado, desde jogos, editores de texto, sistemas empresariais até sistemas operacionais e que são interpretados e executados por uma máquina, no caso um computador (DELGADO, ibdem, p.01).</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, para um sistema ser válido e fidedigno deve incluir, além de uma anamnese direcionada à prática de exercício, uma série de protocolos, testes e medidas relacionadas à elaboração dos programas de condicionamento físico ou tratamento e prevenção de lesões.<br />
É valioso ressaltar que, alguns profissionais detêm certo medo diante da inserção dos computadores complementando as avaliações, como relatam Almeida e Marcelo (1990) citados por Souza (2002):</p>
<p style="text-align: justify;">A substituição do professor pelo computador está intimamente relacionada com a substituição do professor pela máquina. O computador usado como meio facilitador não torna dispensável o professor, e sim o liberta de tarefas rotineiras e cansativas, dando mais tempo para a aplicação dos cálculos e assim o aprofundamento de seus resultados. Assim, o professor jamais será substituído pela máquina, pelo simples fato desta ser programada e o professor não (ALMEIDA E MARCELO, 1990 citados por SOUZA, 2002, p.6).</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, sabemos que os computadores podem desempenhar um papel importante na avaliação geral, pois são facilitadores na análise dos dados coletados. Porém, nunca substituirão os conhecimentos advindos da reflexão humana. A respeito desse assunto, Tritschler (2003) afirma que:</p>
<p style="text-align: justify;">[...] muitos programas comerciais convertem dobras cutâneas e/ou outras medidas antropométricas em estimativas de porcentagem de gordura corporal e apresentam recomendações de exercícios baseadas nessas estimativas. Na maioria dos casos, esses programas incluem a avaliação da composição corporal como uma parte da avaliação abrangente da aptidão (TRITSCHLER, 2003, p.266).</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos que a tecnologia está transformando rapidamente o mundo em que vivemos, independente das áreas de atuação no mercado de trabalho. Em alguns casos, a informática fornece uma sofisticação que ultrapassa as necessidades atuais. Assim, alguns softwares de avaliação, podem ser considerados precursores das novidades do mercado.<br />
Baseado na utilização de softwares, Delgado (2004) relata que:</p>
<p style="text-align: justify;">[...] um software de avaliação física deve proporcionar uma série de vantagens tais como: maior controle da integridade e redundância dos dados; facilidade de constante atualização dos dados; compartilhamento de valores obtidos durante o processo de avaliação entre os diferentes usuários finais; garantia de segurança de dados; maior precisão nos processos quantitativos; padronização dos laudos emitidos; eliminação de manuscritos; melhor visualização dos dados; acompanhamento estatístico comparando-se avaliações anteriores; e possibilidades múltiplas de avaliar a tendência de populações em estudo (DELGADO, 2004, p.2).</p>
<p style="text-align: justify;">A definição de informática aplicada à avaliação pode ser entendida como um sistema cujo objetivo é obtenção de informações, tratamento específico e armazenamento de dados, produzindo relatórios relacionados à avaliação da conformidade e aptidão física. Assim, Delgado (idem) afirma ainda que:</p>
<p style="text-align: justify;">Entende-se dados como itens elementares de informação que, tomados isoladamente, não transmitem nenhum conhecimento, ou seja, não possuem significado intrínseco, no entanto, através do tratamento específico, essas informações passam a ter um significado funcional (DELGADO, idem, p.2).</p>
<p style="text-align: justify;">Para Nunes et al (2005, p.2) “os sistemas de informações e outras ferramentas de gerenciamento vêm se mostrando importantes na avaliação física, o que pode ser traduzido como uma melhoria na qualidade de vida de clientes”.<br />
A utilização da informática na área da saúde e do esporte intensificou-se após a difusão do uso dos microcomputadores e avanço tecnológico nos últimos anos. Ainda de acordo com Nunes et al (idem) é dito que:</p>
<p style="text-align: justify;">A informática é descrita como sendo o campo científico que diz respeito ao armazenamento, recuperação, interpretação e uso de informações, dados e conhecimentos para a solução de problemas e a tomada de decisão, tanto na prática quanto na pesquisa na área da saúde e do esporte (NUNES et al., idem, p.2).</p>
<p style="text-align: justify;">A informação é obtida através da compilação de dados, logo, a determinação de quais dados são necessários para obtermos uma determinada informação é o primeiro e um dos mais importantes passos para elaboração de um sistema de dados.<br />
Em relação às vantagens da utilização dos sistemas informatizados quando comparado aos métodos tradicionais de avaliação, Nunes et al. (ibidem) esclarece que:</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez coletados os dados, os sistemas informatizados são capazes de realizar os cálculos e as tabulações necessárias antes mesmo de armazená-los, o que pode facilitar muito o trabalho quando comparado a sistemas não informatizados. Estes sistemas permitem ainda a recuperação integral de cada registro no banco de dados e auxiliam na análise e formatação de um grande número de dados simultaneamente, tornando-os mais fáceis de serem entendidos e interpretados. Outros recursos disponíveis são a classificação dos registros em grupos, a criação e aplicação de filtros e a pesquisa no banco de dados por vários campos. Sem dúvida, a transformação dos dados armazenados em informações é extremamente facilitada com os sistemas informatizados (NUNES, ibidem, p.3).</p>
<p style="text-align: justify;">A informática ganhou definitivamente o seu espaço nos setores da saúde e desportivo. O crescente número de profissionais que se utilizam da tecnologia nos diversos tipos de avaliação pode ser considerado a maior prova de sua eficácia. Assim, a destacamos, unida a outras tecnologias, como um dos fatores responsáveis pelo crescente índice positivo no alcançar dos resultados. Dados que antes pareciam impossíveis de se controlar, atualmente, são totalmente viáveis através do uso de softwares especialmente desenvolvidos. Por isso, destacamos também a necessidade de implementação de um sistema mais tecnológico nas avaliações do Pilates.<br />
Para Costa (2001, p.1), “a facilidade de operação dos equipamentos de informática, permite que as pessoas não acostumadas a operar computadores possam também alcançar excelentes resultados”.<br />
Desta forma, a informática é extremamente útil para agilizar a análise dos dados na área do esporte, condicionamento físico, estética ou terapia, assim como também para as áreas administrativas, entre outros.<br />
Ainda de acordo com Costa (idem):</p>
<p style="text-align: justify;">Todo profissional que tem utilizado a tecnologia informatizada é categórico: para que o programa dê certo é preciso aliar o conhecimento do usuário com o do programador. Assim, para o bom funcionamento de todo este método de trabalho é preciso que os profissionais tenham suas ferramentas de trabalho sempre em ordem, ou seja, o computador munido de programas atualizados (COSTA, idem, p.2).</p>
<p style="text-align: justify;">Fernandez et al. (2005), indaga sobre a utilização dos softwares:</p>
<p style="text-align: justify;">Os softwares demonstram possibilidade de serem utilizados com sucesso na mensuração de medidas antropométricas, podendo ser adotado em protocolos de avaliação física, possibilitando a análise da aptidão física [...], além de proporcionar ao próprio cliente, a visualização do seu estado e assim acompanhar sua evolução física (FERNANDEZ et al., 2005, p.2).</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos grandes desafios para o desenvolvimento e maior aceitação dos testes e protocolos de avaliação dos resultados, é o de considerar a diversidade de características físicas de cada indivíduo. É indiscutível que a informática aplicada à avaliação é um componente imprescindível para um bom planejamento da atividade, constituído por componentes que devem ser utilizados para orientar a tomada de decisão em relação à prescrição da atividade física ou tratamento, de modo rápido e eficaz.<br />
Através de uma simples busca pela internet, encontramos um verdadeiro arsenal de softwares específicos para musculação, personal trainer, avaliação física, composição corporal, treinamento desportivo, flexibilidade, nutrição, terapias e controle administrativo de estabelecimentos.<br />
Existem assim, inúmeras possibilidades, tanto à venda como gratuitos, com a finalidade de realizar a avaliação e prescrição do programa de exercícios, que envolvem cálculos e emissão de laudos com tabelas e gráficos comparativos.</p>
<h4>Considerações finais</h4>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos que antes da elaboração e execução de qualquer programa de exercícios, independente do objetivo, é imprescindível que exista uma avaliação para determinar as intensidades, cargas, repetições, intervalo entre os exercícios ou séries, intensidade ou tipo de alongamento, tipo de tratamento, entre outros. Em outras palavras, a avaliação irá nos apontar quais os procedimentos que são indicados e quais são contra indicados para alcançar o objetivo proposto. Além disso, num momento posterior, a avaliação pode ser utilizada como um parâmetro que mensurará o grau de eficiência do programa, nos possibilitando o julgamento do processo para que o mesmo seja modificado ou mantido.<br />
Por mais que saibamos da importância da avaliação, Pinheiro (2000) diz que a mesma precisa ser sistematizada, ou seja, os avaliadores precisam utilizar critérios e protocolos que estejam em harmonia com o proposto.  Pata tanto, o uso de softwares está se tornando constante nas academias de musculação, facilitando e agilizando o complexo tratamento das informações coletadas de cada aluno.<br />
No método Pilates, o uso da tecnologia para avaliação não acompanha o mesmo ritmo. No mercado atual, encontramos, geralmente, apenas 3 tipos de avaliação &#8211; sem o uso da informática &#8211; sendo empregadas: teste de flexibilidade, anamnese e inspeção física e funcional. Talvez, somente essas avaliações ateiem no método, pois são de mais fácil aplicação e rapidez, não necessitando de tanto dispêndio de tempo. Porém, quando pensamos em estética, lesões ou condicionamento físico, é imprescindível que ocorram também outros tipos de avaliação, como a antropométrica. Consequentemente, avaliações mais completas carecerão do difícil momento de análise e aplicação de protocolos, além de procedimentos estatísticos e matemáticos de altíssima complexidade. Dessa forma, sugerimos a implementação de novas avaliações no método Pilates, como já vem sendo empregado nas academias de musculação, e a conseguinte utilização de softwares para auxiliar e dinamizar o processo de análise dos dados, tornando os resultados do método os mais próximos do rendimento máximo.<br />
Finalizando o artigo, convidamos outros pesquisadores a estudar conosco o processo de implementação da tecnologia na avaliação dos alunos participantes do método Pilates, vide que não foi encontrado qualquer artigo sobre o tema na língua portuguesa. Acreditamos ainda, que inexistam, mesmo em outras línguas, artigos que preconizem a utilização de softwares para a avaliação no Pilates.</p>
<h4>Referências bibliográficas</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p>ARTIOLI, G. A importância de uma avaliação física bem planejada e conduzida. In: Softwares em Educação Física. Sistema Avalon. São Paulo, 2005. Disponível em: &lt;http://www.sistema-avalon.com.br/artigos/artigo_54.pdf&gt;. Acesso em: 25 mar. 2008.</p>
<p>CARVALHO, C. et al. A influência dos exercícios do método Pilates na flexibilidade de mulheres. EFdeportes. Ano 14. n.139, Dezembro de 2009.</p>
<p>CERVO, A; BERVIAN, P. Metodologia científica. 5 ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.</p>
<p>CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERCIDADE. Manual técnico para elaboração do trabalho de conclusão de curso. Rio de Janeiro: UniverCidade, 2007.</p>
<p>COSTA, R. Softwares para emissão de laudos. In: Avaliação Física. Fitmail Portal. São Paulo, 2001. Disponível em: &lt;http://www.fitmail.com.br/si/site/060119&gt;. Acesso em: 25 mar. 2008.</p>
<p>DELGADO, L. Avaliação da aptidão física: projeto de elaboração de sistema de informações. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Educação Física) – Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2004.</p>
<p>DOMINGUES FILHO, L. Manual do personal trainer brasileiro. 2 ed. São Paulo: Ícone Editora, 2002.</p>
<p>FACHIN, O. Fundamentos de metodologia. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 2001.</p>
<p>FERNANDES FILHO, J. A prática da avaliação física. 2 ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003.</p>
<p>FERNANDEZ, G. et al. Método de avaliação biomecânica de movimentos utilizando programa de processamento de imagens livres. Sociedade Brasileira de Informática em Saúde. São Paulo, v.2, p.1-14, jul.2005.</p>
<p>GIL, A. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002.</p>
<p>KOLYNIAK, I. et al. Avaliação isocinética da musculatura envolvida na flexão e extensão do tronco; efeito do método Pilates. Rev Bras Med Esporte, 2004, vol.10, no.6, p.487-490.</p>
<p>LAKATOS, E; MARCONI, M. Metodologia do trabalho científico. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2001.</p>
<p>NORTON, K; OLDS, T. Antropométrica. Porto Alegre: Artmed, 2005.</p>
<p>NUNES, M. et al. Uso da informática na avaliação funcional do joelho através do formulário do International Knee Documentation Committee. Sociedade Brasileira de Informática em Saúde. São Paulo, v.9, p.1-7, set.2005.</p>
<p>PINHEIRO, D. A qualidade faz a diferença. In: A importância da avaliação física. Cooperativa do Fitness. Minas Gerais, 2000. Disponível em: &lt;http://www.cdof.com.br/avalia1.htm#14&gt;. Acesso em: 27 mar. 2008.</p>
<p>SOUZA, S. Educação e informática: temas transversais e uma proposta de implementação. Revista Conect@ on-line. Manaus, n.4, 2002.</p>
<p>TACHIZAWA, T; MENDES, G. Como fazer monografia na prática. 11 ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006.</p>
<p>TRITSCHLER, K. Medida e avaliação em Educação Física e Esportes de Barrow &amp; McGee. 5 ed. São Paulo: Manole, 2003.</p>
<p>VENTURA, D. Monografia jurídica. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Exercícios Pliométricos para membros inferiores aplicados através de circuitos em pacientes do gênero feminino com idades cronológicas entre 40 e 70 anos</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 11:27:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Perfeito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Fisioterapia Esportiva]]></category>
		<category><![CDATA[Traumato-Ortopédica]]></category>
		<category><![CDATA[Exercícios Pliométricos]]></category>
		<category><![CDATA[Idosos]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavras chave: Pliometria, Membros Inferiores, Fisioterapia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="aligncenter size-full wp-image-6136" title="plyometricsjump" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/plyometricsjump1.jpg" alt="" width="600" height="419" /></div>
<div>Nova Fisio, Revista Digital. Rio de Janeiro, Brasil, Ano 15, nº 83, Novembro/Dezembro de 2011.</p>
<p>http://www.novafisio.com.br</p></div>
<h4 style="text-align: justify;">Exercícios pliométricos para membros inferiores aplicados através de circuitos em pacientes do gênero feminino com idades cronológicas entre 40 e 70 anos</p>
<div>Plyometrics exercises for lower applied through on circuits female patients with chronological ages between 40 and 70 years</div>
</h4>
<div>
<div style="text-align: justify;">
<div>Rodrigo Silva Perfeito*</div>
<div>* Fundador, Professor e Fisioterapeuta do Instituto FisArt (www.fisart.com.br)<br />
Pós Graduando em Educação Física Escolar &#8211; UERJ<br />
Graduado em Educação Física – Licenciatura – UERJ<br />
Graduando em Educação Física – Bacharelado – UERJ<br />
Graduado em Fisioterapia – FRASCE</div>
<div>Revisado por: Rodrigo Silva Perfeito (rodrigosper@yahoo.com.br)</div>
<div>Nova Fisio, Revista Digital. Rio de Janeiro, Brasil, Ano 15, nº 83, Novembro/Dezembro de 2011.</p>
<p>http://www.novafisio.com.br</p></div>
<h4 style="text-align: justify;">Resumo</h4>
<div style="text-align: justify;">Tal estudo tem como objetivo investigar a resposta temporal, resistência à fadiga e ação telemétrica diante de exercícios pliométricos para membros inferiores aplicados através de circuitos numa amostra de 10 (dez) indivíduos, do gênero feminino, com idades cronológicas entre 40 (quarenta) e 70 (setenta) anos, matriculados em uma clínica de fisioterapia situada na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Na primeira etapa do estudo, os exercícios pliométricos foram aplicados 2 (duas) vezes na semana, durante 30 (trinta) dias, e em seguida, ocorram as coletas de dados referentes aos exercícios, que incidiram no primeiro e último dias. Numa segunda etapa do estudo, ocorreu a analise dos dados coletados, presenciando-se ao final dos 30 dias de treino: a diminuição do tempo gasto para se realizar o circuito, maior precisão dos movimentos, não esbarrando nos obstáculos, aumento da prontidão durante os treinos e diminuição da Freqüência Cardíaca (FC) pós-treinamento. O somatório de todas as mensurações apontadas sugere a melhora do condicionamento físico e da lesão, determinando assim, a possibilidade de encaminhamento do paciente para outro profissional da saúde, o professor de Educação Física.</div>
<div>Palavras chave: Pliometria, Membros Inferiores, Fisioterapia.</div>
<h4 style="text-align: justify;">Abstract</h4>
<div style="text-align: justify;">This study aims to investigate the temporal response, fatigue resistance and action on telemetry of plyometric exercises for lower applied through circuits in a sample of 10 (ten) individuals, females, with chronological ages between forty (40) and 70 (seventy) years, enrolled in a physical therapy clinic located in the northern city of Rio de Janeiro. In the first stage of the study, plyometric exercises were applied 2 (two) times a week for 30 (thirty) days, and then occurs the collection of data for the exercises, which involved the first and last days. In the second stage of the study was the analysis of data collected, is witnessing the end of 30 days of training: reducing the time required to complete the circuit, more precise movements, not bumping into obstacles, increased readiness during the training and decreased heart rate (HR) post-training. The sum of all the measurements indicated suggests the improvement in physical conditioning and injury, thereby determining the possibility of referring patients to another health professional, the physical education teacher.</div>
<div>Keywords: Plyometrics, Lower Limbs, Physiotherapy.</div>
<h4 style="text-align: justify;">Introdução</h4>
<div style="text-align: justify;">Segundo Delazeri et al. (2008) a pliometria é um conjunto de exercícios que visa o alongamento da musculatura seguida de uma contração concêntrica rápida. Durante esse alongamento e encurtamento, a musculatura acumula energia que posteriormente será utilizada para realizar o movimento na fase concêntrica da contração muscular.<br />
Para Rossi e Brandalize (2007), pliometria é uma manobra utilizada para aumentar a potência muscular dos atletas e muito importante para prevenção e reabilitação em lesões. Através dos exercícios pliométricos, é possível a ativação do ciclo de contração da musculatura excêntrico-concêntrico, provocando assim, uma potencialização da biomecânica do movimento, de sua ação elástica e de sua ação reflexa. Em seus estudos, sugerem que o treino pliométrico melhora a ação motora do movimento de 25% a 45%. Dessa forma, acelera a recuperação dos pacientes submetidos ao tratamento através desta ferramenta. Isto ocorre devido à fonte energética fornecida pelo armazenamento e recuperação da energia elástica inseridos no ciclo de contração excêntrico-concêntrico, fazendo com que o movimento seja feito de forma potencializada e mais econômica no que diz respeito ao gasto energético.<br />
De acordo com estudos de Lopez et al. (2009), quatro semanas de treino são suficientes para ganhos significativos no desempenho dos próprios exercícios pliométricos e em movimentos do dia a dia, principalmente nos de saltos e marcha. Essa informação explica o rápido condicionamento físico conseguido em pouco tempo de treino por atletas e pacientes que aderem essa modalidade de treino ou tratamento. Já Bittencourt et al. (2009) diz que bastaram sete dias de treinamento com exercícios pliométricos em jovens atletas de vôlei, para que os mesmos melhorassem seu desempenho no esporte e diminuíssem o quadro de lesões em joelho durante a temporada do campeonato de vôlei, agindo assim, como uma ferramenta de prevenção de lesões por esforços repetitivos.<br />
Embasado pelo referencial teórico contido nesse trabalho, foi realizado um estudo de caso objetivando analisar os possíveis efeitos dos exercícios pliométricos de forma descritiva, qualitativa e quantitativa. Tais exercícios foram aplicados em 10 (dez) pacientes, proporcionando a analise do movimento e de algumas variáveis. As atividades foram realizadas em modelo de circuito para membros inferiores durante 30 (trinta) dias, duas vezes na semana, procurando investigar se esse tempo era suficiente para melhorar o condicionamento físico, o equilíbrio, o estado de prontidão durante e após os exercícios, a relação temporal gastas na realização dos movimentos e a qualidade motora.<br />
Existem pouquíssimas literaturas brasileiras que falam dos exercícios pliométricos como ferramenta de tratamento ou prevenção. Dessa forma, esse trabalho tem sua realização viável, devido ao pequeno índice de estudos que relatam os efeitos dos exercícios pliométricos como tratamento ao grande número de lesões que acometem os membros inferiores, principalmente em indivíduos do gênero feminino e após o período de menopausa. Período esse que segundo Paiva et al. (2003), a mulher sofre diversas alterações hormonais, como baixa do estrogênio e progesterona e aumento significativo de lesões, como as quedas seguidas de fratura devido a osteoporose.<br />
A aplicação dos exercícios, segundo o referencial teórico utilizado e resultados coletados em pesquisa de campo, influencia diretamente na diminuição do tempo de tratamento, ajudando a proporcionar um melhor estilo de vida para o paciente. No futuro isto refletirá em melhores Atividades de Vida Diárias (AVD´s) e um paciente reinserido na sociedade de forma mais qualitativa e em menor tempo de tratamento.</div>
<h4 style="text-align: justify;">Materiais e Método</h4>
<div style="text-align: justify;">Foram selecionados, de forma aleatória, 10 (dez) pacientes do gênero feminino, com idades cronológicas compreendidas entre 40 (quarenta) e 70 (sessenta) anos, matriculados numa clínica de fisioterapia situada na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, que necessariamente deveriam ser sedentários.<br />
Após seleção dos indivíduos, estes foram submetidos ao treinamento e tratamento através dos exercícios pliométricos em circuito para Membros Inferiores por 30 dias, 2 (duas) vezes na semana, a fim de verificar seu grau de evolução. Abaixo, temos uma representação dos exercícios:</div>
<div style="text-align: justify;">Circuito de Exercícios:</div>
<div style="text-align: justify;">1 – Cinco agachamentos com auxílio do espaldar;<br />
2 – Sentar no banco, desamarrar os dois cadarços, amarrá-los e se levantar;<br />
3 – Realizar corrida em linha reta de 10 metros;<br />
4 – Realizar corrida em ziguezague por 5 metros com auxílio de cones;<br />
5 – Realizar 5 saltos seguidos de agachamentos;</div>
<div>Obs: os exercícios foram realizados sem intervalos de uma estação para a outra. Os mesmos foram executados por todos os 10 (dez) pacientes, antes, durante e após a temporada de treino. Foi preconizada a proximidade da perfeição dos exercícios, mesmo que em velocidade próxima a total do paciente.</div>
<div>No primeiro dia de exercícios, após realização do circuito, ocorreu a mensuração das seguintes variáveis: o tempo de execução, ou seja, a relação temporal gasta na realização dos exercícios, a precisão dos movimentos, sua prontidão, a Freqüência cardíaca (FC) e, de uma forma geral, o seu grau de capacidade de evolução.  Este mesmo procedimento ocorreu após realização dos exercícios do último dia de treinamento. Deste modo, foram obtidas informações que detalharam todo processo de evolução do paciente, comparados o primeiro dia de exercícios com o último.<br />
Para coleta de tais medidas, foram utilizados os seguintes mecanismos:</div>
<div>Tempo total do circuito: verificado através de cronômetro de relógio monitor cardíaco da marca Polar Ft2.<br />
Precisão dos movimentos realizados no circuito: verificado através da inspeção.<br />
Prontidão antes, durante e após o circuito: verificado através da inspeção.<br />
Freqüência cardíaca: medido logo após a realização de todo o circuito através de relógio monitor cardíaco da marca Polar Ft2.<br />
Por último, foi atribuída uma nota geral de acordo com o desempenho do paciente durante o circuito.</div>
<div>Foram utilizados para o auxílio dos exercícios os seguintes instrumentos e equipamentos:</div>
<div>- Relógio monitor cardíaco da marca Polar Ft2;<br />
- Espaldar;<br />
- Banco de madeira;<br />
- Cones de plástico;</div>
<div>O procedimento de coleta de dados comparativo entre o primeiro e último dias de treinamento nos possibilita ter em mãos dados que caracterizam a melhora, de uma forma geral, do paciente.</div>
<h4 style="text-align: justify;">Resultados</h4>
<div style="text-align: justify;">Através da análise e comparação dos dados colhidos antes e após o treinamento dos exercícios pliométricos de Membros Inferiores contidos em circuito, ocorreram os seguintes fatos:<br />
100% dos participantes diminuíram o tempo gasto ao realizar os circuitos, evidenciando a melhora temporal diante dos exercícios;<br />
40% dos participantes mantiveram a qualidade da precisão dos movimentos, enquanto 60% melhoraram neste aspecto;<br />
30% dos participantes mantiveram a qualidade da prontidão antes, durante e após os exercícios, enquanto 70% melhoraram esta característica;<br />
90% dos participantes diminuíram a Freqüência Cardíaca pós circuito, enquanto 10% aumentaram;<br />
30% dos participantes mantiveram sua nota geral qualitativa e quantitativa em relação aos exercícios pliométricos, enquanto 70% melhoraram sua nota;</div>
<div>A seguir, os resultados representados através de gráficos:</div>
<div style="text-align: center;"></div>
<div style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-6076" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/exercicios-pliometricos-para-membros-inferiores-aplicados-atraves-de-circuitos-em-pacientes-do-genero-feminino-com-idades-cronologicas-entre-40-e-70-anos/attachment/sem-titulo-1-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-6076" title="Sem título-1" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-1.png" alt="" width="434" height="283" /></a></div>
<div style="text-align: center;">Tempo gasto ao realizar o circuito: 100% diminuíram seu tempo de execução.</div>
<div><a rel="attachment wp-att-6077" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/exercicios-pliometricos-para-membros-inferiores-aplicados-atraves-de-circuitos-em-pacientes-do-genero-feminino-com-idades-cronologicas-entre-40-e-70-anos/attachment/sem-titulo-2-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-6077" title="Sem título-2" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-21.gif" alt="" width="425" height="278" /></a></div>
<div style="text-align: center;">Qualidade de precisão dos movimentos: 60% melhoraram sua conduta motora.</div>
<div><a rel="attachment wp-att-6078" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/exercicios-pliometricos-para-membros-inferiores-aplicados-atraves-de-circuitos-em-pacientes-do-genero-feminino-com-idades-cronologicas-entre-40-e-70-anos/attachment/sem-titulo-3-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-6078" title="Sem título-3" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-31.gif" alt="" width="436" height="289" /></a></div>
<div style="text-align: center;">Qualidade da prontidão antes, durante e após os exercícios: 70% melhoraram esta característica.</div>
<div><a rel="attachment wp-att-6080" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/exercicios-pliometricos-para-membros-inferiores-aplicados-atraves-de-circuitos-em-pacientes-do-genero-feminino-com-idades-cronologicas-entre-40-e-70-anos/attachment/sem-titulo-5-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-6080" title="Sem título-5" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-5.png" alt="" width="452" height="305" /></a></div>
<div style="text-align: center;">90% dos participantes diminuíram a Frequência Cardíaca pós circuito.</div>
<div><a rel="attachment wp-att-6079" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/exercicios-pliometricos-para-membros-inferiores-aplicados-atraves-de-circuitos-em-pacientes-do-genero-feminino-com-idades-cronologicas-entre-40-e-70-anos/attachment/sem-titulo-6-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-6079" title="Sem título-6" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-6.png" alt="" width="444" height="339" /></a></div>
<div style="text-align: center;">70% dos participantes melhoraram sua nota geral qualitativa e quantitativa em relação aos exercícios pliométricos.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<h4 style="text-align: justify;">Discussão e Sugestões</h4>
<div style="text-align: justify;">Diante da análise e reflexão dos dados contidos nos resultados, é perceptível que uma grande parcela dos pacientes diminuiu seu tempo de execução durante o circuito de exercícios pliométricos para Membros Inferiores, o que sugere a melhora geral de todas as variáveis destacadas. Essa evolução concebe também um melhor estado de condicionamento físico, fato importantíssimo para um melhor estilo de vida em sociedade.<br />
Assim como o tempo de execução, houve bons resultados em relação à prontidão tanto aos comandos quanto a explicação antes, durante e após os exercícios. Isto ocorre, pois quanto mais treinado é o movimento ou ação, maior facilidade cognitiva de entender o movimento e seus comandos devido ao engrama motor já estabelecido. Sendo assim, em paralelo às atividades sociais, o risco de acidentes durante as AVD´s quando ocorre o treinamento, diminui consideravelmente.<br />
A Freqüência Cardíaca (FC) após o período de treinamento também diminuiu. Isto pode ser considerado um indicativo para melhora do condicionamento físico e principalmente cardíaco. Doenças cardíacas estão intimamente ligadas ao sedentarismo, problemas cardíacos pré instalados e ao fraco condicionamento físico, que neste caso, foi apurado pela mensuração da FC.<br />
Portando tais dados, é possível concluir que os exercícios pliométricos aplicados através de circuito em indivíduos do gênero feminino, com idades cronológicas compreendidas entre quarenta e setenta anos, com trinta dias de treinamento e freqüência semanal de dois dias, são benéficos tanto para a prevenção de doenças cardíacas, melhora da performance em AVD´s, melhora da auto-estima e, principalmente, funciona como uma relevante ferramenta para a aceleração da transição do estado lesivo para o não lesivo de um paciente.<br />
Existem escassos estudos científicos brasileiros que descrevem os exercícios pliométricos como uma ferramenta de tratamento ou prevenção de lesões. Os poucos encontrados se resumem a relatar a melhora do condicionamento físico ou características semelhantes. Dessa maneira, há a necessidade de explorar e pesquisar sobre os benefícios dos exercícios pliométricos como ferramenta de tratamento para lesões. Diante disto, sugerimos a confecção de novos estudos ainda mais aprofundados com relação aos benefícios que a pliometria pode trazer aos pacientes portadores de diversas patologias ou desconformidades.</div>
<h4 style="text-align: justify;">Referências Bibliográficas</h4>
<div style="text-align: justify;">
<div>BARONI, C. R.; ELEUTÉRIO, C. D. Pliometria preventiva em atletas praticantes de futebol de alto rendimento. Revista de Fisioterapia do Clube Náutico Mogiano, Mogi das Cruzes, São Paulo, 2009.</div>
<div>BITTENCOURT, Natalia. et al. Isokinetic muscle evaluation of the knee joint in athletes of the Under-19 and Under-21 Male Brazilian National Volleyball Team. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. v. 11, n. 6,  Niterói. Nov/Dec. 2009.</div>
<div>DANGELO, J. G., FATTINI, C. A., Anatomia Humana Básica. Atheneu, 1997.</div>
<div>DELAZERI, Bruno G. et al. Índice de lesões musculares em jogadores profissionais de futebol em idade entre 18 e 34 anos. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, São Paulo, v. 2, n. 7, p. 18-26. Janeiro/Fevereiro de 2008.</div>
<div>GRINER, Brenda G. et al. Plyometrics, or jump training for injury prevention in dancers. United States sports Academy.</div>
<div>LÓPEZ, García. et al. Análisis de lãs adaptaciones inducidas por cuatro semanas de entrenamento pliométrico. Revista Int. Med. Cienc. Act. Fís. Deporte. V. 5, n. 17. Marzo 2009.</div>
<div>PAIVA, Lúcia C. et al. Prevalência de osteoporose em mulheres na pós-menopausa e associação com fatores clínicos e reprodutivos. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Rio de Janeiro, v. 25, no. 7. Agosto. 2003.</div>
<div>ROSSI, Luciano P.; BRANDALIZE, Michelle. Pliometria aplicada à reabilitação de atletas. Revista Salus. Guarapuava-PR. Janeiro/Junho de 2007.</div>
<div>SCHRODER, Ricardo G. et al. A introdução da pliometria e da fisioterapia preventiva  em uma equipe de esporte coletivo. Revista EFDesportes. Buenos Aires. Año 14, n. 139. Diciembre de 2009.</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Aparelho permite que paraplégicos caminhem longas distâncias</title>
		<link>http://www.novafisio.com.br/noticias/aparelho-permite-que-paraplegicos-caminhem-longas-distancias/</link>
		<comments>http://www.novafisio.com.br/noticias/aparelho-permite-que-paraplegicos-caminhem-longas-distancias/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 16:28:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Oston Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clipping de Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.novafisio.com.br/?p=5822</guid>
		<description><![CDATA[O dispositivo criado por israelenses permitiu que uma paraplégica britânica pudesse caminhar todo o percurso da Maratona de Londres de 2012 ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5823" title="lomas-rewalk-668x288" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/lomas-rewalk-668x288.jpg" alt="" width="668" height="288" />Um dispositivo criado por israelenses permitiu que uma paraplégica britânica pudesse caminhar todo o percurso da Maratona de Londres de 2012 – cerca de 26,2 milhas (42 quilômetros). Claire Lomas, 32, que ficou paraplégica depois de um acidente de equitação, levou 16 dias para percorrer a linha de chegada com a ajuda do aparelho ReWalk, um exoesqueleto inventado pelo dr. Amit Goffer. Trata-se do primeiro aparelho comercialmente disponível com tecnologia que permite pessoas paraplégicas caminhar em longas distâncias.</p>
<p>O dispositivo metálico tem um motor com uma matriz de sensores, integrados a um sistema controlado por computador e com baterias recarregáveis. Algoritmos sofisticados analisam os movimentos do corpo, que então estimulam padrões de marcha.</p>
<p>“Foi a primeira vez que o ReWalk foi usado para tamanha distância e no âmbito de uma maratona”, diz Oren Tamari, CEO da Argo Medical Technologies. “Para nós é uma validação do conceito e do projeto”, diz ele. Claire disse que levou algum tempo para se adaptar ao aparelho. “É tudo uma questão de confiar em seus pés, embora eu não os sinta”, disse.</p>
<p>Mais informações através do link:</p>
<p>http://israel21c.org/social-action-2/rewalking-her-way-to-the-finish-line/</p>
<p>Informações:<br />
Assessoria de imprensa do Centro de Mídia Brasil-Israel (Cembri)<br />
Ex-Libris Comunicação Integrada<br />
Cristina Freitas (21) 2204-3230/ 9431-0001 &#8211; cristina@libris.com.br<br />
Tayza Ribeiro (21) 2269-9669/ 8710-2744 &#8211; tayza@libris.com.br</p>
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		<title>Curso de Osteopatia &#8211; Promoção Imperdível</title>
		<link>http://www.novafisio.com.br/maillings/curso-de-osteopatia-promocao-imperdivel/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 14:33:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Oston Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Maillings]]></category>
		<category><![CDATA[news]]></category>

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		<description><![CDATA[Instituto CAMILO]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.osteopatiacamilo.com.br"><img class="aligncenter size-full wp-image-5817" title="Instituto Camilo Cursos" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/iccsite.jpg" alt="" width="579" height="1559" /></a></p>
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		<title>Mulheres ocupam espaço nas UPPs e ainda são mães dedicadas</title>
		<link>http://www.novafisio.com.br/noticias/mulheres-ocupam-espaco-nas-upps-e-ainda-sao-maes-dedicadas/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 13:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Oston Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Clipping de Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.novafisio.com.br/?p=5799</guid>
		<description><![CDATA[Formada em fisioterapia, mas sem encontrar oportunidade no mercado de trabalho, Juliana Maria de Souza Tomaz, 28 anos, viu no concurso da Polícia Militar uma chance de proporcionar uma vida melhor para o filho de 2 anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Fonte: G1 globo.com em <abbr>13/05/2012 08h52</abbr>- Atualizado em  <abbr>13/05/2012 08h52</abbr></div>
<div><abbr></abbr></div>
<div><abbr></abbr></div>
<h3 style="text-align: center;"><abbr>Elas investem na carreira policial para proporcionar vida melhor aos filhos.<br />
Profissão tem riscos, mas as policiais militares não se deixam intimidar.</abbr></h3>
<div><abbr><img class="aligncenter size-full wp-image-5800" title="upp_mangueira2_s" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/upp_mangueira2_s.jpg" alt="" width="600" height="465" /></abbr></div>
<div><abbr></abbr></div>
<div>Policiais e mães, elas dividem o tempo entre as vielas das comunidades ocupadas pelas Unidades de Polícia Pacificadora e a maternidade. Formada em fisioterapia, mas sem encontrar oportunidade no mercado de trabalho, Juliana Maria de Souza Tomaz, 28 anos, viu no concurso da Polícia Militar uma chance de proporcionar uma vida melhor para o filho de 2 anos.</div>
<div>“Fico muito tempo longe de casa, mas o colégio não espera eu ter um paciente particular como fisioterapeuta para quitar a mensalidade atrasada, então fiz uma opção”, explica Juliana, soldado da UPP do Morro da Mangueira, que possui 47 mulheres na tropa, o maior contingente feminino entre as Unidades de Polícia Pacificadora. Atualmente, as 22 UPPs do Rio contam com o trabalho de 586 policiais mulheres.</div>
<div>Conciliar a rotina de policial militar e mãe exige sacrifício não só do coração, mas também do corpo. “Chego do trabalho e dou atenção a ele até a hora de ir para cama. Depois disso, vou lavar roupa, louça, arrumar a mochila. É tanta coisa que só termino por volta das 2h da madrugada. Durmo de quatro a cinco horas por noite”, diz Juliana.</div>
<div>A falta de tempo, no entanto, é contornada pela atenção e diálogo com os filhos o que, segundo a soldado da UPP da Mangueira Andréia dos Santos Oliveira, 31 anos, é fundamental na educação. “Nada melhor que a conversa para orientá-los e evitar que eles caiam no conto que vejo tantos jovens caírem na rotina do meu dia a dia. Depois que a gente se torna policial, vê o mundo com um olhar mais aberto e atento”, adverte a militar que tem um casal de filhos de 7 e 13 anos.</div>
<h3><strong>Ter &#8216;jogo de cintura&#8217; é fundamental</strong></h3>
<div><img class="aligncenter size-full wp-image-5801" title="upp_formiga1_s" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/upp_formiga1_s.jpg" alt="" width="300" height="225" />Segundo ela, atualmente as coisa ficaram mais fáceis. “Meu filho cresceu acostumado a não dormir comigo todas as noites. Hoje em dia, na UPP, tenho uma escala ótima. Não tinha momento melhor da vida para isso acontecer, pois agora ele está maior e entendendo mais as coisas”, diz Valim, que também passa o dia no corre-corre para poder dar conta das “mil e uma” tarefas.</div>
<div>A atuação das mulheres nas UPPs não poderia ser mais adequada, segundo o comandante geral das unidades, coronel Rogério Seabra. Para ele, quando tem contato com criança a mulher se torna mais afetiva e isso é facilmente pelos moradores da comunidade. “É da natureza feminina proteger o infante. As crianças sentem naquele olhar, quase sempre maternal, um olhar de amparo e de carinho. Se for um olhar masculino, ainda que venha acompanhado de um sorriso e de um gestual agradável, há sempre uma desconfiança”, explica o coronel.</div>
<div>Para a comandante da UPP da Formiga, capitão Alessandra Carvalhas, as mulheres são fundamentais na metodologia de trabalho da polícia. Na visão da comandante, elas tendem a observar mais as necessidades da população e, por isso, são muito bem recebidas. “É um trabalho mais social e a mulher, por ter essa característica de mãe, tem uma visão e uma postura diferenciada da do homem, que é mais voltada para o combate”, revela Carvalhas.</div>
<div>Segundo a soldado Flávia Machado, 29 anos, da UPP da Formiga, a maternidade facilita seu trabalho na comunidade. “Eu, como mãe, consigo penetrar no universo das mulheres dessa comunidade. Acho que fica mais fácil entender os anseios e as necessidades delas e, de alguma forma, tentar ajudar. O que eu quero para os meus filhos eu gostaria que elas pudessem dar para os filhos delas”, diz a soldado que tem um filho de 12 anos.</div>
<h3><strong>Desigualdade entre eles e elas</strong></h3>
<p>Como vítima do preconceito, elas garantem que na maioria das vezes desempenham o mesmo papel ou até melhor que muitos homens. “Tem policias femininas que são até melhores que homens. Nós estamos preparadas para qualquer serviço. O treinamento é igual para homens e mulheres”, afirma a soldado Juliana, destacando que elas são chamadas de “fem” e não pela patente ou pelo nome, como acontece com os policiais militares homens.<strong> </strong><strong><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-5805" title="upp_mangueira3_s" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/upp_mangueira3_s.jpg" alt="" width="300" height="225" /></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Risco faz parte da profissão</h3>
<p>Apesar do receio da família, as “mães das UPPs” garantem que o medo não faz parte do vocabulário delas. “Estava numa operação no Morro do Encontro, no Grajaú, monitorando a operação que estava acontecendo no morro em frente, o São João, quando ficamos no meio do fogo cruzado. Começou a chover tiro de tudo que era lado, não sabíamos de onde estava vindo e ficamos encurralados”, lembra Valim. Para ela, no entanto, a situação de risco e a adrenalina provocam uma mistura de sentimentos, que acaba minimizando uma possível sensação de medo.</p>
<p>Não é só durante o trabalho que o perigo ronda a vida dessas policias. Coisas simples como pegar um ônibus para ir ao trabalho, também podem ser um perigo para elas. &#8220;Ainda não tenho condições financeiras para comprar um carro e, por isso, às vezes me vejo fardada dentro de um ônibus. É uma situação arriscada, que me deixa com certo receio, mas eu conto com a sorte&#8221;, diz Flávia.</p>
<p>Mesmo com os riscos iminentes da profissão, Juliana garante que a farda vira uma espécie de tatuagem e o policial, mesmo em situações de risco, nunca deixa de cumprir o seu dever. “A farda faz parte do seu corpo, é como tatuagem. Por mais que eu seja mãe, também sou policial. Então, é meu dever tomar alguma medida se presenciar alguma coisa errada na rua. Do contrário, não estarei cumprindo o meu papel com a sociedade”.</p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Remar: riscos e benefícios no envelhecimento saudável</title>
		<link>http://www.novafisio.com.br/artigos/esportiva/remar-riscos-e-beneficios-no-envelhecimento-saudavel/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 20:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Perfeito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fisioterapia Esportiva]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.novafisio.com.br/?p=5687</guid>
		<description><![CDATA[Palavras chave: Atividade Física; Remo; Qualidade de vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nova Fisio, Revista Digital. Rio de Janeiro, Brasil, Ano 15, nº 86, Maio/Junho de 2012. http://www.novafisio.com.br</p>
<h4>Remar: riscos e benefícios no envelhecimento saudável.</h4>
<h4>ROWING: RISKS AND BENEFITS IN HEALTHY AGING.</h4>
<p>Kátia Regina Barcellos Santos *; José Luis de Martins Magalhães Junior**</p>
<p>* Aluna do curso de pós-graduação em fisioterapia da Universidade Veiga de Almeida Campus Tijuca RJ: karegbar@yahoo.com.br</p>
<p>** Coordenador, orientador do curso de pós-graduação em fisioterapia da Universidade Veiga de Almeida Campus Tijuca RJ.</p>
<p>Revisado por: Rodrigo Silva Perfeito (rodrigosper@yahoo.com.br)</p>
<p>Nova Fisio, Revista Digital. Rio de Janeiro, Brasil, Ano 15, nº 86, Maio/Junho de 2012. http://www.novafisio.com.br</p>
<h4>Resumo:</h4>
<p style="text-align: justify;">O aumento da população idosa em todo o mundo esta visível. A mudança acontece também no Brasil, gerando a necessidade de ações que proporcionem aos idosos um aumento na longevidade. Na sociedade a importância do comprometimento de manter-se em movimento, incentiva, esclarece e proporciona a significância da qualidade de vida para o envelhecimento saudável. O remo “esporte” tem como objetivo neste estudo combater as doenças, alertar aos iniciantes quanto aos riscos da atividade física, despertar a sociedade sobre os benefícios do esporte no processo de envelhecimento. Foi adotado o método de revisão de literatura, bibliografias através de pesquisa em livros, artigos científicos, revistas especializadas e bases eletrônicas de dados. Foi aplicado o questionário de qualidade de vida SF-36 (genérico, auto-aplicável, e multidimensional) em 20 voluntários praticantes de remo, para obter resultados que informem o mínimo de impacto negativo no estado geral da saúde de quem pratica remo. Os estudos evidenciam que quanto mais ativa é uma pessoa, menos limitações físicas ela tem. O benefício principal promovido pelo exercício físico é a proteção da capacidade funcional, principalmente nos idosos. As modificações decorrentes do processo de envelhecimento atingem o organismo como um todo. A prática responsável e sistematizada de exercícios físicos proporciona um envelhecimento mais saudável e dinâmico.</p>
<p>Palavras chave: Atividade Física; Remo; Qualidade de vida.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Abstract:</h4>
<p style="text-align: justify;">The aging population worldwide is visible. The change also occurs in Brazil, generating the need for actions that give seniors an increase in longevity. In society the importance of commitment to keep moving, encourages and provides clarifies the significance of quality of life for healthy aging. The rowing &#8220;sport&#8221; in this study aims to combat disease, to warn beginners about the risks of physical activity, awaken the society about the benefits of sport in the aging process. We adopted the method of literature review by searching bibliographies of books, papers, journals and electronic databases. We used the quality of life questionnaire SF-36 (generic, self-administered, multidimensional) in 20 volunteers paddle practitioners, to report results for the least negative impact on the general health of those who practice paddling. Studies show that the more active a person is less physical limitations she has. The main benefit promoted by physical exercise is the protection of functional capacity, especially the elderly. The changes resulting from the aging process affect the organism as a whole. Practice responsible and systematic physical exercise provides a healthier aging and dynamic.</p>
<p>Keyword: Physical Activity; Remo; Quality of life.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Introdução:</h4>
<p style="text-align: justify;">Nos países desenvolvidos, o processo de envelhecimento da população ocorreu lentamente, comparado à situação de evolução econômica de crescimento do nível de bem-estar e redução das desigualdades sociais (MOREIRA, 1998). Com o passar dos anos, o envelhecimento passou a ganhar maior importância nos países em desenvolvimento com o aumento acelerado da população acima de sessenta anos em relação à população geral. Nos países da América Latina são esperados aumentos de até 300% da população idosa (TRUELSEN et al., 2001). No Brasil, o número de idosos (&gt; 60 anos de idade) passou de três milhões em 1960 para sete milhões em 1975 e 14 milhões em 2002 (um aumento de 500% em quarenta anos). Estima-se que alcançará 32 milhões em 2020 (LIMA-COSTA e VERAS, 2003).<br />
O grande desafio no século XXI será cuidar dessa população crescente de idosos, a maioria com níveis socioeconômico e educacional baixos e uma alta prevalência de doenças crônicas e incapacitantes. Os sistemas de saúde terão uma crescente demanda por procedimentos diagnósticos e terapêuticos das doenças crônicas não transmissíveis, principalmente as cardiovasculares e as neurodegenerativas, e a uma demanda ainda maior por serviços de reabilitação física e mental (RITCHIE et al, 1997; MOREIRA, 1998; CARVALHO et al., 2003; LIMA-COSTA e VERAS, 2003). Considerando-se a diversidade e a complexidade do idoso, a atuação de uma equipe interdisciplinar torna-se fundamental na medida em que participa, analisa e integra conhecimentos específicos de diversas áreas.<br />
A prática do remo teve início como um meio de sobrevivência, transporte ou forma de atuar em guerras. Atualmente, é uma modalidade esportiva aquática que utiliza membros superiores e inferiores para a propulsão do barco, vias aeróbicas e anaeróbicas. É constituído de um movimento cíclico e sincronizado através da força e a capacidade fisiológica do remador. As características biomecânicas do ritmo podem ser influenciadas pelo diâmetro muscular, tipo de fibra predominante, eficiência do trabalho e capacidade metabólica (CARDOSO, 1987).<br />
O número de adeptos em busca do esporte e atividades físicas aumentam cada vez mais, porém, a maioria desses indivíduos está descondicionados fisicamente, consequentemente, surgem lesões que poderiam ser evitadas, se os mesmos tivessem sido orientados por um médico (BARROS NETO e GHORAYEB, 1999). Antes de iniciar um programa de exercícios, é importante fazer uma avaliação funcional e cardiovascular para identificar condições que possam interferir no desempenho e na resposta ao exercício ou oferecer riscos como doenças coronarianas e hipotensão postural. As co-morbidades musculoesqueléticas podem limitar o treinamento e devem ser tratadas previamente (CARDOSO, 1987).<br />
Os estudos demonstraram que, músculos em desequilíbrio, colisões, excessos de velocidade e de treinamento, a fadiga, fatores psicológicos como o estresse, são antecedentes para o risco de lesão. As causas mais comuns de lesões por “overuse” (micro traumas repetitivos) nos treinos de qualquer esporte ou atividade são: a dor, inflamação, degeneração, fratura de estresse, sinovites, neuropatias, miosite e fragilidade ligamentar (CONNOR et al., 1997).</p>
<h4 style="text-align: justify;">Objetivos</h4>
<p style="text-align: justify;">Promover o remo no combate às doenças, alertar aos iniciantes quanto aos riscos da atividade física e despertar a sociedade sobre os benefícios do esporte no processo de envelhecimento.<br />
De forma específica, divulgar o remo como um esporte completo, praticado em qualquer idade, enfatizar sobre as principais causas de dor, lesão, desidratação e transtornos alimentares. Classificar os efeitos benéficos do esporte no processo de envelhecimento, recomendar treinos na evolução do condicionamento físico e encorajar os indivíduos a adotar um estilo de vida ativo.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Metodologia</h4>
<p style="text-align: justify;">Utilizamos nesta pesquisa métodos exploratórios pelo fato desta objetivar o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições e a pesquisa bibliográfica cujo objetivo é permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente. Dentro da pesquisa bibliográfica à consulta de livros de literatura corrente e de referência informativa. Contudo, de forma quantitativa aplicou-se uma pesquisa de campo.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Revisão bibliográfica</h4>
<h4 style="text-align: justify;">O Remo</h4>
<p style="text-align: justify;">Um dos países com grande tradição no remo é a Inglaterra. No século XVIII o transporte de pessoas era feito por marinheiro para atravessar o rio Tâmisa. Ficaram então conhecidos por serem muito habilidosos. Não demorou a surgir o espírito de competição que mais tarde foi seguido por amadores. Em 1790 os estudantes de Oxford aderiram ao esporte. Cambridge começou pouco depois, pois o rio Cam era menos favorável que o Tâmisa. Em 1829 as duas universidades competiram pela primeira vez iniciando uma rivalidade que persiste até hoje.<br />
Nos Estados Unidos o remo se tornou conhecido por competições entre marinheiros, sendo a primeira regata disputada no rio Hudson, em 1811. A regata entre Yale e Harvard é a mais antiga entre as universidades.<br />
O Remo chega ao Brasil pelo Rio de Janeiro entre tais manifestações culturais. No século XIX, o Remo era atraído por cronistas, romancistas e poetas. As elites apoiavam o esporte e sempre presente nas regatas, já que a ideia era recriar um mundo europeu no Brasil. As competições contavam com a presença de figuras importantes como o Imperador e a Armada (atual Marinha), que consideravam o remo uma prática louvável. O desenvolvimento do remo estava associado ao progresso da nação e este era um dos principais motivos para o incentivo desse esporte. Nessa época, as classes populares participavam dos eventos esportivos torcendo e fazendo apostas.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Exercícios Físicos para o Envelhecimento</h4>
<p style="text-align: justify;">A relação entre saúde, envelhecimento, exercícios físicos, capacidade funcional e qualidade de vida têm sido estudado em inúmeros trabalhos científicos atuais.<br />
Saúde não significa simplesmente a ausência de doenças. O termo saúde trata de aspectos físicos, psíquicos e sociais. A relação do indivíduo com seu meio necessitam para isso de uma capacidade funcional preservada. Entende-se por capacidade funcional a competência de realizar as atividades de vida de maneira independente, incluindo atividades de deslocamento, autocuidado, sono adequado e participação em atividades ocupacionais. O conceito de qualidade de vida envolve a capacidade de realizar as atividades da vida diária sem comprometer o equilíbrio do organismo.<br />
A qualidade de vida na terceira idade tem sido motivo de muitas discussões no mundo todo, pois atualmente existe uma grande preocupação em cuidar da saúde e do bem estar global dessa parte da população para que tenham um envelhecimento saudável.<br />
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), em países em desenvolvimento, onde a expectativa de vida é menor, os indivíduos idosos com mais de 60 anos, na grande maioria, nos garantem ser portador de pelo menos uma doença crônica. Nem todos se limitam por essas doenças, e muitos levam uma vida normal com suas doenças controladas. Um idoso com uma ou mais doenças crônicas pode ser considerado saudável se comparado a outro com as mesmas doenças, porém sem controle.<br />
A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera uma nação envelhecida quando a demanda de pessoas com 60 anos atinge 7% com tendência a crescer. Neste contexto, o Brasil é considerado uma nação envelhecida no aspecto populacional, porque 8,56% do total da população são formadas por indivíduos acima dos 60 anos.<br />
Uma das mais importantes alterações que ocorre com o aumento da idade cronológica é a diminuição da massa muscular esquelética, que gira em torno de 40%. Essa perda gradativa é conhecida como sarcopenia, termo genérico, e indica a perda da massa, força e qualidade do músculo esquelético e tem um impacto significante na saúde pública pelas reconhecidas consequências funcionais. A força muscular é uma adaptação funcional que sempre acompanha os níveis de massa muscular, sendo importante no dia a dia de todas as pessoas para a realização de suas tarefas, em especial no idoso, pois em sua grande maioria este é um sedentário que perdeu a aptidão física geral. Estudos também mostram a importância da força muscular para manter a homeostase e a hemodinâmica na vida diária. A perda de força muscular é a principal responsável pela deterioração na mobilidade e na capacidade funcional do indivíduo que está envelhecendo.<br />
A intervenção pelos exercícios é uma medida eficaz para minimizar os efeitos das alterações fisiológicas que decorrem o processo de envelhecimento. Um idoso frágil e descondicionado, com limitações de força, equilíbrio e resistência, tem dificuldades para realizar atividades simples da vida diária como tomar banho e vestir-se, além da probabilidade a quedas que podem resultar em fraturas e podendo levar imobilidade. Mesmo com o avanço da idade muitas limitações são reversíveis, podendo o idoso melhorar sua capacidade funcional e autonomia, implantando o exercício físico em sua rotina diária.<br />
O exercício físico na terceira idade pode trazer muitos benefícios tanto físicos, como sociais e psicológicos, contribuindo para uma vida mais saudável. Alguns dos efeitos do exercício físico são: o aumento do HDL &#8211; colesterol; a redução dos triglicerídeos; redução da pressão arterial e da tendência à arritmia pela diminuição da sensibilidade à adrenalina; redução da agregação plaquetária e estímulo a fibrinólise; aumento da sensibilidade das células à insulina; estímulo ao metabolismo dos carboidratos, estímulo hormonal e imunológico; redução da gordura corporal devido ao maior gasto calórico e tendência à elevação da taxa metabólica pelo aumento da massa muscular. Portanto, o exercício físico atua na profilaxia de doenças reduzindo os fatores de risco para o desenvolvimento de diversas patologias.<br />
De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME) e Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) o exercício físico diário melhora a qualidade e a expectativa de vida do idoso, em vários aspectos, principalmente prevenindo incapacidades.<br />
A indicação de exercícios é desafiante porque há muitas questões envolvidas, entre elas, as clínicas e as psicológicas. Dessa forma, se faz necessário uma avaliação abrangente que contemple todos os aspectos inseridos no envelhecimento. A escolha do exercício físico também é complexa, pois muitas atividades que poderiam ser prazerosas para a pessoa são inviáveis devido à perda de aptidão decorrente da idade avançada ou do sedentarismo.<br />
Os exercícios que atuam revertendo perdas como a da massa óssea, muscular e força, são os mais eficazes já que contribuem para uma maior autonomia funcional. O baixo risco de lesões, controle de frequência cardíaca e pressão arterial são aspectos que tornam certos exercícios seguros, portanto preferíveis. Por fim, a sensação agradável e de bem estar deve envolver o indivíduo para que este se sinta motivado a progredir com os exercícios.<br />
Segundo a SBME e SBGG, o programa ideal de exercícios físicos para os idosos deve durar de 30 a 90 minutos, se possível, todos os dias da semana, incluindo exercícios aeróbicos, de força muscular, de flexibilidade e equilíbrio.<br />
A Fisioterapia, cujos objetivos de estudo são principalmente o movimento humano e suas lesões, vem enriquecer a pesquisa lançando mão de conhecimentos e recursos fisioterápicos, com o intuito de melhor compreender os fatores que possam acarretar perda ou diminuição da qualidade de vida e bem estar. Dessa forma, a Fisioterapia é uma área que merece atenção e que é importantíssima no processo de envelhecimento, podendo o fisioterapeuta contribuir, além da reabilitação, na conscientização da população, exercendo seu papel de agente promotor de saúde e colaborar para o envelhecimento saudável.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Riscos da Prática de Esporte</h4>
<p style="text-align: justify;">Dentre os riscos da prática de esporte, para Veale (1987) está o excesso de atividade, que está relacionado a transtornos alimentares como um quadro de dependência presente em sujeitos com ideias fixas e doentias em perder peso, e insatisfação com o corpo. Yates et al. (1983) concluiu que atletas que não conseguiam parar ou diminuir o tempo e a intensidade de treinos, possuíam uma auto expectativa elevada, inibição da raiva, e tolerância elevada ao desconforto físico, preocupação com o desempenho, dieta e redução do peso. No futuro as análises poderão trazer informações adicionais importantes a respeito deste assunto.<br />
Segundo Bermadote (1996) a hidratação é fundamental para a saúde e o desempenho físico. Na pratica do remo, por exemplo, os atletas perdem água e eletrólito através do suor. Por isso, é aconselhável que bebam líquidos antes, durante, e após os treinamentos e competições.<br />
Ao mesmo tempo em que ocorre a desidratação, jovem esportistas tem um aumento muito rápido da temperatura em relação aos adultos, que possuem termorregulação mais eficiente, transpiram mais e aquecem menos. Para evitar desidratação durante treinos prolongados devemos ingerir líquidos a cada 15 ou 20 minutos (BAR-OR, 1994). Muitos indivíduos no entusiasmo em elevar desempenho, aumentar a massa muscular, diminuir gordura corporal, fazem uso de suplementos alimentares e sustâncias farmacológicas. Vale lembrar aos profissionais da área da saúde, em elucidar aos usuários os riscos dessas substâncias e a importância de uma alimentação equilibrada (MASSAD, 1995; JOHNSON e LAUNDRY, 1998).<br />
Lazzoli et al., (1998) relatam que crianças sedentárias se tornarão adultos obesos. Assim, para diminuir a incidência de excesso de peso, obesidade e doenças coronarianas, é preciso acostumar, desde a infância, o indivíduo a ter uma vida ativa, em longo prazo os benefícios aumentam ainda mais, pois o esporte a as atividades de impacto ajudam a fortalecer o tecido ósseo, evitando a osteoporose com o avançar da idade. Uma avaliação medica funcional ampla deve ser feita sempre antes de iniciarmos atividade de grande intensidade e ou competitiva, para assegurar a relação entre os riscos e os benefícios sejam favoráveis. Na infância e na adolescência, a competição desportiva pode trazer vários benefícios na educação e na socialização, entretanto, as cobranças excessivas podem causar aversão ao esporte.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Benefícios do Remo no Envelhecimento Saudável</h4>
<p style="text-align: justify;">A relação entre os exercícios e a longevidade, é um assunto curioso entre pesquisadores. Através de levantamentos feitos com ex-atletas que não continuaram realizando atividade de forma sistemática, observou-se que os mesmos apresentavam uma capacidade física (VO2máx.) maior que os sedentários que não eram atletas. Na observação de Paffenbarger (1993) os indivíduos que pararam de praticar remo e/ou outros esportes tiveram risco de morte 35% menor sobre os sedentários. Os estudos continuam confirmando com evidência cientifica que qualidade de vida está relacionada ao bom estado funcional, e de como é importante manter-se ativo antes e durante o envelhecimento (BRILL et al., 2000).<br />
Dando continuidade aos estudos relacionados á atividade física e longevidade Matesudo et al. (2000) e Nelson et al., (2007) acrescentam, que os benefícios na pratica regular de esporte, são: os efeitos antropométricos (diminuição da gordura corporal, aumentos da densidade óssea, da massa e da força muscular, fortalece o tecido conetivo, e melhora a flexibilidade) os efeitos metabólicos (aumento do volume de sangue, da ventilação pulmonar, da resistência física, diminuição da frequência cardíaca no repouso e no trabalho, diminuição da pressão arterial, melhora nos níveis de colesterol total, melhora nos níveis de glicose e de doenças crônicas não transmissíveis, diminui os riscos de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral tromboembólico, hipertensão, diabetes tipo 2, osteoporose, obesidade, câncer de cólon e de útero) os efeitos cognitivos e psicossociais (melhora o auto conceito, a auto estima, o incremento na socialização, a imagem corporal, o estado de humor, a tensão muscular, a insônia, na prevenção ou no retardo do declínio das funções cognitivas, diminui o risco de depressão, de estresse ansiedade, consumo de medicamentos) os efeitos nas quedas (redução dos riscos por queda e lesão, aumento da força muscular dos membros e da coluna vertebral, melhora do tempo de reação, a sinergia motora das reações posturais, a velocidade do andar, a mobilidade e flexibilidade) quanto aos efeitos terapêuticos (no tratamento de doença coronariana, hipertensão, enfermidade vascular periférica, diabetes tipo 2, obesidade, colesterol elevado, osteoartrite, claudicação, doença pulmonar obstrutiva crônica, ansiedade, depressão, demência, dor, insuficiência cardíaca congestiva, sincope, AVC, dor lombar, constipação e na profilaxia de tromboembolismo venoso e doença de Parkinson).<br />
Pate et al. (1995) e Nelson et al. (2007) aconselham atividade física para a saúde do idoso e da população em geral durante o processo de envelhecimento, para um bom estado funcional, atividade aeróbicas como remo e a corrida, com intensidade moderada, 30 minutos diários durante cinco dias por semana, fortalecimento muscular com peso, efetuando dez a quinze repetições de oito a dez exercícios de dois a três dias na semana, trabalhar a flexibilidade todos os dias, com a duração dez a trinta segundos, em três a quatro repetições de cada movimento estático, e de equilíbrio três vezes por semana.<br />
Valem ressaltar os benefícios do esporte no portador de diabetes tipo 2 (patologia muito comum na idade avançada). Nos estudos de Helmrich et al. (1998) à medida que aumenta o índice de massa corporal majora o risco da doença, ao contrário da atividade física, que quanto mais intensa e prolongada os riscos diminuírem e os benefícios aparecem a curto, a médio e longo prazo. Entre esses impactos positivos em curto prazo, destacam-se a glicemia controlada através dos músculos, que quando em atividade, usam a glicose como combustível, e este processo hiperglicêmico pode perdurar por horas e até dias após exercícios, os benefícios a médio e longo prazo diminui os riscos de doenças cardiovasculares (também muito comum nos diabéticos) tendo em vista que um bom programa de atividade física, uma dieta saudável e equilibrada, assistência medica e sanitária contribuem na prevenção, no tratamento desta patologia e na qualidade de vida. O remo é uma das atividades aeróbicas que pode ser indicada para portadores de diabetes tipo 2, pois trabalha grandes grupos musculares por um tempo  prolongado, porém, é importante respeitar o gosto do individuo pelo esporte.<br />
Após surgimento de dois estudos: (GULLETE e BLUMENTHAL, 1996; MARON, 2000) é sugestivo ponderar o quanto de beneficio os exercícios trazem para a saúde e o quanto a inatividade e o sedentarismo são fatores de risco para o agravamento e surgimento de doenças, contam também como a atividade física beneficia no tratamento dos quadros depressivos e ansiosos. Numa das revisões de Morgan (1985) evidencia-se que a melhora desses quadros está relacionada pelo fato do individuo afastar-se de situações de estresse e com a continuidade, as atividades contribuírem para o aumento dos níveis centrais de serotonina, noradrenalina e endorfina, resultando em bem estar físico e psíquico.<br />
Com o aumento da idade cronológica, existe uma tendência de modo geral nos indivíduos de diminuírem suas atividades físicas implicando no risco de sedentarismo, porém, planos de políticas públicas de saúde podem ser implantados para o declínio desses índices, possibilitando o encorajamento em adotar um estilo de vida ativo, enternecendo a população de todas as idades e principalmente após os cinquenta anos de idade sem habilidades, conhecimento ou equipamento especifico, a motivação de tornar-se fisicamente ativa. É evidente que a função do médico e da família em facilitar o comprometimento com a pratica de atividade nesta fase da vida é muito importante para evitar e controlar doenças crônicas, promover mobilidade, capacidade funcional, atividade aeróbica, fortalecimento muscular e do equilíbrio, que são fundamentais para o aumento do tempo de vida saudável e qualidade de vida (MATESUDO e MATESUDO, 2007).<br />
As pesquisas mostram, através dos dados acima expostos, que podemos concluir dos estudos referentes às doenças dispostas, uma associação contrária entre atividade física e mortalidade, a importância do estimulo do esporte, da atividade física regular e de sua manutenção ou uma mudança de estilo de vida ativo especialmente após os cinquenta anos de idade que é de fato um impacto positivo na saúde e para longevidade.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Metodologia e resultados</h4>
<p style="text-align: justify;">Foi aplicado o Questionário de Qualidade de Vida SF-36, um questionário genérico, auto aplicável, multidimensional formado por 36 itens (11 perguntas) englobados em oito domínios. Sendo eles: Capacidade Funcional, Limitação por Aspectos Físicos, Dor, Estado Geral de Saúde, Vitalidade, Aspectos Sócias, Aspectos Emocionais e Saúde Mental.<br />
Participaram desta pesquisa 20 voluntários de ambos os sexos, com idades entre 18 e 47 anos, praticantes de remo em Escaler (tipo de barco) de forma regular e prolongada (de 2 a 3 horas de treinos) há mais de seis meses. Realizada no primeiro semestre de 2012 no Clube regatas do Botafogo, localizado no estado do Rio de Janeiro.<br />
Devido à pesquisa envolver atletas de uma respectiva instituição, não será exposto informações dos respondentes, os mesmos foram classificados de 1 a 20 em todos os domínios.</p>
<p style="text-align: center;">Fase 1</p>
<p style="text-align: center;">PONDERAÇÃO DE DADOS<br />
<a rel="attachment wp-att-5696" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/esportiva/remar-riscos-e-beneficios-no-envelhecimento-saudavel/attachment/sem-titulo-1/"><img class="aligncenter" title="Sem título-1" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-1.gif" alt="" width="612" height="353" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pode se perceber que há uma diferença entre alguns respondentes na primeira fase do questionário, porém todos estão com um alto desempenho.</p>
<p style="text-align: center;">Fase 2</p>
<p style="text-align: center;">CAPACIDADE FUNCIONAL</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5697" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/esportiva/remar-riscos-e-beneficios-no-envelhecimento-saudavel/attachment/sem-titulo-2/"><img class="size-full wp-image-5697" title="Sem título-2" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-2.gif" alt="" width="600" height="249" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Não há uma diferença relevante entre os respondentes, todos estão com alta capacidade funcional, divergindo de uma para o outro apenas pela frequência e o tempo que praticam o remo.</p>
<p style="text-align: center;">LIMITAÇÃO POR ASPECTOS FÍSICOS</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5698" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/esportiva/remar-riscos-e-beneficios-no-envelhecimento-saudavel/attachment/sem-titulo-3/"><img class="size-full wp-image-5698" title="Sem título-3" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-3.gif" alt="" width="598" height="238" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Os aspectos físicos são parte fundamental na prática de qualquer esporte, e no remo, é importantíssimo, pois ele exerce força em todo o corpo. Entende-se que com o tempo o rendimento diminua e os aspectos físicos se tornam mais visíveis, quanto aos riscos na prática do esporte, e três dos respondentes estão no nível médio, que requer maior atenção por parte dos fisioterapeutas.</p>
<p style="text-align: center;">DOR<br />
<a rel="attachment wp-att-5699" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/esportiva/remar-riscos-e-beneficios-no-envelhecimento-saudavel/attachment/sem-titulo-4/"><img class="size-full wp-image-5699 aligncenter" title="Sem título-4" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-4.gif" alt="" width="600" height="232" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O índice de dor é pequeno, porém, ainda existe quando se trata de movimentos repetitivos. Entre os respondentes, poucos sentem dor elevada, porém, a maioria está no nível médio com relação ao volume da dor, e apenas dois quase não sentem dor. Isto ocorre devido ao condicionamento físico de cada respondente, sendo avaliado, o aquecimento, alongamento, a execução dos movimentos e principalmente o alongamento no termino do treinamento.</p>
<p style="text-align: center;">ESTADO GERAL DE SAÚDE<br />
<a rel="attachment wp-att-5700" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/esportiva/remar-riscos-e-beneficios-no-envelhecimento-saudavel/attachment/sem-titulo-5/"><img class="size-full wp-image-5700 aligncenter" title="Sem título-5" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-5.gif" alt="" width="600" height="228" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Todos os respondentes estão acima da média do estado de saúde, apenas um, esta acima da média, mostrando que independente da idade, ou dos aspectos sócias, o exercício físico em especial o remo, traz um ótimo condicionamento físico.</p>
<p style="text-align: center;">VITALIDADE<br />
<a rel="attachment wp-att-5701" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/esportiva/remar-riscos-e-beneficios-no-envelhecimento-saudavel/attachment/sem-titulo-6/"><img class="size-full wp-image-5701 aligncenter" title="Sem título-6" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-6.gif" alt="" width="605" height="225" /></a></p>
<p>A maioria dos respondentes esta acima do nível médio neste quesito, e exceto um esta abaixo. Os exercícios físicos necessários no remo, também estimulam o bem-estar, a sensação de satisfação, no início a dor é incomoda, mas a frequência e a forma como os exercícios são executados, traz prazer.</p>
<p style="text-align: center;">ASPECTOS SOCIAS<br />
<a rel="attachment wp-att-5702" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/esportiva/remar-riscos-e-beneficios-no-envelhecimento-saudavel/attachment/sem-titulo-7/"><img class="size-full wp-image-5702" title="Sem título-7" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-7.gif" alt="" width="606" height="240" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Todos os respondentes estão na média ou acima dela, demonstrando o ótimo resultado trazido pelo bem-estar e a satisfação pessoal, que interfere diretamente no meio em cada um vive. Em sua maioria atingem o ponto máximo, onde cada uma além de estar bem fisicamente, atingiu aspectos pessoais.</p>
<p style="text-align: center;">ASPECTOS EMOCIONAIS<br />
<a rel="attachment wp-att-5703" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/esportiva/remar-riscos-e-beneficios-no-envelhecimento-saudavel/attachment/sem-titulo-8/"><img title="Sem título-8" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-8.gif" alt="" width="609" height="210" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Neste aspecto a maioria atingiu o ponto máximo, a satisfação pessoal foi conquistada. Apenas um respondente não esta satisfeito emocionalmente, aspecto que deriva de questões do dia a dia, mas que a movimentação do corpo estimula a melhorar.</p>
<p style="text-align: center;">SAÚDE MENTAL<br />
<a rel="attachment wp-att-5695" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/esportiva/remar-riscos-e-beneficios-no-envelhecimento-saudavel/attachment/sem-titulo-9/"><img class="size-full wp-image-5695" title="Sem título-9" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Sem-título-9.gif" alt="" width="592" height="226" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A saúde mental é um dos aspectos que mais há variação, devido a inúmeros fatores que determinam este quesito, porém vale ressaltar que a maioria esta acima da média demonstrando mais uma vez os benefícios que traz o remo.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Discussão</h4>
<p style="text-align: justify;">A pesquisa comprova que quanto mais ativa é uma pessoa menos limitações ela tem. Entre vários benefícios que a prática de exercícios físicos promove, um dos principais é a proteção da capacidade funcional em todas as idades. A prática de exercício físico regular é aconselhada a fim de preservar o bem estar físico, psíquico e social das populações. Atividade física age de forma benéfica no organismo, trazendo benefícios como correção postural, fortalecimento muscular e ósseo, equilíbrio, coordenação motora, oxigenação dos tecidos, controle da pressão arterial, prevenção das doenças coronárias, controle de peso, diminuição do risco de doenças metabólicas, melhoria de humor e sensação de bem estar, melhoria das capacidades cognitivas e oxigenação cerebral, menor possibilidade de depressão, alívio do estresse, etc.<br />
A atividade funcional de uma articulação é essencial para esta manter-se saudável, dentro dos limites fisiológicos. As atividades de remo melhoram o funcionamento das articulações, diminuindo a necessidade do uso de medicamentos. Os exercícios em meio aquático é uma das modalidades mais indicadas para idosos portadores de osteoartrose. Além dos benefícios funcionais, a atividade física aquática também influencia o lado psicossocial, tornando o ambiente relaxante, permitindo ainda, um melhor convívio social.<br />
A prática de exercícios físicos promove mudanças corporais, melhora a auto estima, a autoconfiança e a afetividade, aumentando a socialização, corroborando para um envelhecimento saudável.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Considerações finais</h4>
<p style="text-align: justify;">Não é possível evitar o envelhecimento, no entanto, é possível alterar diretamente no modo de como envelhecer. A prática regular de exercícios físicos representa, portanto, uma alternativa para se envelhecer melhor, apresentando-se as mesmas como uma possibilidade de proteção às doenças. Também é suscetível à melhoria da capacidade funcional, já que os exercícios físicos são capazes de prevenir, evitar a progressão e até ajudar no tratamento de possíveis doenças que acabam incapacitando a pessoa idosa. Esta pesquisa agregou informações muito importantes quanto à prática de esporte e o quanto o remo beneficia o ser humano com seus movimentos e seus resultados. Demonstrando que é possível um envelhecimento saudável.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Referências bibliográficas</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
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		<title>Análise Ergoespirométrica em jogadores de futebol profissional no Paysandu Sport Club</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 18:48:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Perfeito</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fisioterapia Esportiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Palavras chave: Consumo máximo de oxigênio; Teste de esforço; Atleta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Nova Fisio, Revista Digital. Rio de Janeiro, Brasil, Ano 15, nº 86, Maio/Junho de 2012.</div>
<div style="text-align: justify;">http://www.novafisio.com.br</div>
<h3 style="text-align: justify;">Análise Ergoespirométrica em jogadores de futebol profissional no Paysandu Sport Club</p>
<div>ERGOSPIROMETRY ANALYSIS IN PROFESSIONAL SOCCER PLAYERS FROM PAYSANDU SPORT CLUB</div>
</h3>
<div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div>Renato Caldas dos Santos *; Carolina Betânia de Jesus Mardock; Erick Cavalcante Andrade; Sedenir Batista Júnior; Wiviane Maria Torres de Matos**</div>
<div>* Autor principal: Clinicas Integradas do Coração (Intercor), Centro Universitário do Pará (CESUPA), ambas de Belém, Pará, Brasil: recal@superig.com.br</div>
<div style="text-align: justify;">** Clinicas Integradas do Coração (Intercor), Centro Universitário do Pará (CESUPA), ambas de Belém, Pará, Brasil.</div>
<div>Revisado por: Rodrigo Silva Perfeito (rodrigosper@yahoo.com.br)</div>
<div>Nova Fisio, Revista Digital. Rio de Janeiro, Brasil, Ano 15, nº 86, Maio/Junho de 2012.</div>
<div style="text-align: justify;">http://www.novafisio.com.br</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<h3 style="text-align: justify;">Resumo:</h3>
<div style="text-align: justify;">Introdução: O futebol é um esporte que necessita capacidade anaeróbica e aeróbica. Os atletas sofrem diferentes estímulos durante os jogos, mesmo sabendo disso, grande parte da preparação física não é feita de forma individualizada. Objetivos: O objetivo geral do estudo é analisar o teste ergoespirométrico dos jogadores de futebol profissional do Paysandu Sport Club no período de janeiro de 2008 a janeiro de 2010.  Métodos: Foram analisados 28 jogadores de futebol profissional do Paysandu Sport Club, durante o período de janeiro de 2008 a janeiro de 2010. O teste foi realizado seguindo um protocolo de rampa com o tempo mínimo de 10 minutos. As variáveis analisadas foram VE, VCO2, VO2 e potência durante o esforço. Resultados: Os zagueiros obtiveram a maior média da potência e do VE no décimo minuto, já os laterais foram os atletas que apresentaram a maior média no décimo minuto do VCO2 e VO2. Conclusão: Foi observado na presente amostra que os jogadores de defesa são os mais bem condicionados, quando testados através da ergoespirometria. Porém a escassez de temas, abordando a riqueza de dados que este teste fornece, impediu uma comparação dos dados encontrados com os da literatura.</div>
<div>Palavras chave: Consumo máximo de oxigênio; Teste de esforço; Atleta.</div>
<h3 style="text-align: justify;">Abstract:</h3>
<div style="text-align: justify;">Fundamentals: Soccer is a sport that requires anaerobic and aerobic capacity. Athletes suffer different stimuli during the games, even knowing that much of the physical preparation is not done individually. Objectives: The overall objective of the study is to evaluate the cardiopulmonary exercise test of professional soccer players from Paysandu Sport Club from January 2008 to January 2010. Methods: We analyzed 28 professional soccer players from Paysandu Sport Club, during the period January 2008 to January 2010. The test was conducted following a ramp protocol with the minimum time of 10 minutes. The variables were MV, VCO2, VO2 and power during exercise. Results: The defenders had the highest average power and minute &#8211; ventilation in the tenth minute, as the laterals were athletes who had the highest average in the tenth minute of VCO2 and VO2. Conclusion: We found in this sample that the defensive players are fitter, when tested by spirometry. But the shortage of topics, addressing the wealth of data that this test provides, prevented a comparison of data found in the literature.</div>
<div>Keywords: Oxygen uptake; Exercise test; Athlete.</div>
<h3 style="text-align: justify;">Introdução</h3>
<div style="text-align: justify;">O futebol é o esporte mais popular do mundo (FIFA, 2009). Atualmente, exige capacidade anaeróbica, como velocidade e explosão muscular para as ações do jogo e resistência aeróbica para os curtos períodos de recuperação entre as ações do jogo (RAYMUNDO, 2005).<br />
Observa-se nas partidas de futebol que atletas de diferentes posições sofrem estímulos distintos, verificando-se respostas físicas variadas e de capacidades físicas desenvolvidas para determinadas exigências, porém, grande parte dos treinamentos para atletas da modalidade ainda são realizados de maneira não individualizada e específica para sua real função na prática do futebol (TEXEIRA et al., 2010).<br />
A ergoespirometria alia à interpretação clínica e eletrocardiográfica do teste ergométrico convencional, a análise de variáveis ventilatórias, gases expirados e oximetria (GUIMARÃES et al., 2003).  Na prática, a grande utilidade do teste é a determinação da capacidade funcional ou potência aeróbia pelos índices de consumo máximo de oxigênio (VO2máx) e o limiar anaeróbio ventilatório (TEXEIRA et al., 2010).<br />
A ergoespirometria proporcionou um grande avanço no desenvolvimento de um programa de condicionamento físico, já que este teste avalia de maneira precisa a capacidade cardiorrespiratória e metabólica, através da medida direta do consumo máximo de oxigênio e da determinação dos limiares ventilatórios. Esses parâmetros fornecem de maneira não invasiva as intensidades de exercício em que predominam o metabolismo aeróbio e anaeróbio (RONDON et al., 1998).<br />
Na atividade física vigorosa, o consumo e a formação de dióxido de carbono (CO2) podem aumentar em até vinte vezes, contudo, a ventilação alveolar no atleta saudável costuma aumentar quase que proporcionalmente à elevação no nível do metabolismo do oxigênio. A pressão parcial de oxigênio (PO2), a pressão parcial de dióxido de carbono (PCO2) e o potencial hidrogeniônico (pH) permanecem próximos as taxas normais (GUYTON &amp; HALL, 2006).<br />
A produção de dióxido de carbono (VCO2) corresponde à produção de CO2 durante o esforço, sendo expresso em ml/min. Durante o esforço, o nível ascendente da formação de CO2 aumenta, em proporção quase linear à magnitude da carga empregada. O consumo de oxigênio (VO2) é uma medida objetiva da capacidade do organismo em transportar e utilizar o oxigênio para produção de energia, por sua vez, VO2máx descreve quanto oxigênio (O2) é utilizado pelo individuo em exercício em relação à quantidade de trabalho externo realizado (WASSERMAN et al., 2005).<br />
O termo ventilação minuto (VE) refere-se à quantidade de ar que inspiramos ou expiramos em um minuto. Esta medida é usada mais frequentemente para mensurar o ar expirado do que o inspirado. Essa quantidade pode ser determinada conhecendo o volume corrente (VC) e a frequência respiratória (FR). Em condições normais de repouso, o volume minuto varia de indivíduo para indivíduo, em geral, a ventilação é de 6 a 15L/min. O aumento do volume minuto durante o exercício é diretamente proporcional ao aumento do VO2 e VCO2 por parte dos músculos ativos (FOSS &amp; KETEYIAN, 2000).<br />
A potência no esforço máximo é a capacidade de realizar esforços curtos e intensos na menor unidade de tempo possível. Para o futebol, esta é uma capacidade física de grande relevância, sendo de suma importância realizar ações no menor tempo possível com a maior intensidade de esforço. Esta capacidade física está presente nos momentos cruciais e decisivos do jogo (BOMPA, 2000; HERNANDES JUNIOR, 2002).<br />
Define-se arritmia como qualquer alteração na regularidade, frequência ou local de origem do impulso, ou anormalidade na condução deste impulso, modificando a sequência normal de despolarização de átrios e ventrículos. Logo podemos ter alterações do automatismo ou alterações da condução do estímulo elétrico (PORTO, 2005).<br />
No Brasil, o futebol tem grande popularidade. O teste ergoespirométrico é bastante utilizado no desporto citado, pois consegue avaliar a aptidão física dos atletas e detectar arritmias cardíacas. A realização desse trabalho torna-se relevante para a comunidade científica, visto a escassez de trabalhos científicos abordando este assunto no Estado do Pará, e para os clubes de futebol, pois a partir destes dados, poderá ser feito um programa de condicionamento mais elaborado para cada atleta.<br />
Diante desta situação procuramos analisar a aptidão cardiorrespiratória durante o esforço máximo em atletas profissionais de futebol do Paysandu Sport Club durante o período de janeiro de 2008 a janeiro de 2010, analisando o VO2, VCO2, VE e potência durante o esforço, comparando os jogadores de diferentes posições no intuito de verificar a presença de arritmias cardíacas ou diferenças significativas no condicionamento físico dos atletas.</div>
<h3 style="text-align: justify;">Metodologia</h3>
<div style="text-align: justify;">Todos os indivíduos da presente pesquisa foram estudados segundo os preceitos da declaração de Helsinque e do código de Nuremberg, respeitando as normas de pesquisa envolvendo Seres humanos (Res. CNS 196/96) do Conselho Nacional de Saúde após o aceite do orientador, aceite do co-orientador, do responsável da Clínicas Integradas do coração (Intercor), do diretor médico de futebol do Paysandu Sport Club e submissão do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário do Pará, protocolo número 2657.0.000.323-10.<br />
A pesquisa foi do tipo observacional retrospectivo, no período de agosto a outubro de 2010, tendo como amostra 28 atletas do Paysandu Sport Club que realizaram o teste ergoespirométrico no período de janeiro de 2008 a janeiro de 2010, na Intercor. Os dados foram coletados nas fichas dos próprios atletas, onde continham o teste ergoespirométrico completo. Os atletas foram divididos em quatro grupos. O grupo 1 foi formado pelos atacantes, grupo 2 pelos meio campistas, grupo 3 pelos zagueiros e o grupo 4 pelos laterais.<br />
Foram incluídos na pesquisa somente atletas do sexo masculino do Paysandu Sport Club, na faixa etária de 18 a 34 anos que realizaram o teste ergoespirométrico na Intercor no período de janeiro de 2008 a janeiro de 2010. Foram excluídos da pesquisa atletas que apresentaram lesões osteomioarticulares, doenças pulmonares, doenças cardíacas, que por algum motivo não conseguiram completar o tempo total do teste ergoespirométrico ou se durante a coleta, for encontrado informações incompletas sobre o atleta. Os goleiros também foram excluídos da pesquisa.<br />
O teste foi realizado na esteira Centurion marca Micromed, usando o analisador de gás MetaLzyer®, software ERGOPC ELITE 3.3 marca Micromed, seguindo um protocolo de rampa onde foi iniciado a uma inclinação de 5% e uma velocidade de 3km/h, até alcançar no pico de esforço máximo em uma inclinação de 15% e a uma velocidade de 12km/h. O tempo mínimo do teste ergoespirométrico foi de 10 minutos.<br />
Foram analisadas as variáveis VE; VO2; VCO2 e potência, durante o 2°, 4°, 8° e 10° minuto. Também avaliamos a presença ou não de arritmias cardíacas e se houve diferença entre os jogadores de diferentes posições. Todos os dados foram coletados e anotados em uma ficha elaborada pelos próprios autores da pesquisa. Nesta ficha foram anotados os dados das variáveis analisadas, a presença ou não de arritmias, idade, altura, peso, IMC e posição que o atleta atua.<br />
Após a coleta de dados, as informações foram digitadas e tabuladas em banco de dados para análise estatística dos mesmos. Os pesquisados foram divididos em subgrupos para análise das variáveis. O banco de dados, bem com as tabelas e os gráficos foram construídos no Microsoft Excel 2003. Para a análise dos dados, foi utilizado o software BioEstat 5.0, sendo utilizados os testes ANOVA,  Qui-quadrado, Tukey, análise de variância e Kolmogorov Smirnov para a análise da significância estatística dos resultados obtidos, sendo considerado o nível alfa de significância 0,05 (5%).</div>
<h3 style="text-align: justify;">Resultados</h3>
<div style="text-align: justify;">A pesquisa contou com a participação de 28 atletas, com idade mínima de 19 e máxima de 34 anos (25,9 ± 4,4). O peso mínimo de 60 e máximo de 90Kg (74,5 ± 7,1), a altura teve mínima de 168 e máxima de 190cm (176,8 ± 6,6). O IMC teve mínima de 21 e máxima 26,5Kg/m2 (23,8 ± 1,3). Quanto à posição dos atletas, houve a participação de cinco zagueiros, cinco laterais, doze meias e seis atacantes.<br />
Quanto à presença de arritmias cardíacas, foram encontrados 4 jogadores com extra-sístole ventricular isolada, totalizando 14,3%. Através do teste do Qui-quadrado, foi obtido o valor p= 0,0003, sendo considerado altamente significativo.<br />
Ao analisar o VE, podemos observar que os zagueiros apresentaram a maior média no décimo minuto dessa variável (151,2 l/min), os laterais apresentaram a segunda maior média (134,0 l/min), os atacantes e meias apresentaram as menores médias, 126,1 l/min e 116,1 l/min respectivamente (tabela 1). Ao ser feita a análise da variância para a VE foi encontrado um p valor de p=0,053 não sendo considerado significativo.<br />
Ao comparar o VO2 máx entre as posições, obtvemos em nossos achados que os laterais apresentaram a maior média no décimo minuto (65,13 ml/Kg.min), os zagueiros apresentaram a segunda maior média (64,1 ml/Kg.min), os atacantes a terceira maior (59,1 ml/Kg.min) e os meias a última (57,7 ml/Kg.min) (tabela 2). A análise da variância do VO2 máx durante o décimo minuto foi de p=0,051 não sendo considerado significativamente significante.<br />
Quanto à produção de VCO2 máx durante o décimo minuto os laterais apresentaram a maior média (64,8 ml/Kg.min), os zagueiros ficaram na segunda posição (57,4 ml/Kg.min), os atacantes e meias ficaram nas últimas posições novamente, 54,8 ml/Kg.min e 46,1 ml/Kg.min, respectivamente (tabela 3). Ao ser feita a análise da variância do VCO2máx. o valor p encontrado foi p=0,076, sendo considerado não significativo.<br />
Ao analisar a potência os zagueiros alcançaram a maior média (504,32 W), os laterais ficaram em segundo lugar (434,24 W), os meio campistas obtiveram a terceira maior média (404,27 W) e os atacantes ficaram em último lugar (387,26 W) (tabela 4). O valor p alcançado da potência quando feita a análise da variância no décimo minuto foi p=0,061, este não foi considerado estatisticamente significativo.<br />
Ao fazer a comparação entre as posições, a única variável que obtvemos significância foi à potência nos 2, 4º, 6º e 8º minutos. Utilizando o teste de Tukey foi observado que os zagueiros foram os únicos a obterem um p valor estatisticamente significante. Durante o 2º minuto da potência, os zagueiros apresentaram um p valor de p=0,016 quando comparado aos atacantes,  p=0,007 quando comparado aos meias e p=0,045 quando comparado aos laterais. No 4º minuto da potência, eles apresentaram p=0,015 na comparação com os atacantes, p=0,009 na comparação com os meias e p=0,054 (não significativo) na comparação com os laterais. No 6º minuto, foi encontrado p=0,037 na comparação com os atacantes, p=0,017 com os meias e p=0,121 (não significativo) na comparação com o meias. No 8º minuto os zagueiros apresentaram p=0,010 quando comparado com os atacantes, p=0,012 quando comparado com os meias e p=0,069 (não significativo) quando comparado com os laterais (tabela 5). Durante o 10º minuto não foi observado nenhuma significância.</div>
<h3 style="text-align: justify;">Discussão</h3>
<div style="text-align: justify;">Para Costa et al. (2007), a posição em campo que apresentou o melhor  VO2máx foi a dos laterais (59,21 ml/Kg.min). Os meio campistas ficaram com o segundo melhor valor (57,18 ml/Kg.min), em terceiro ficaram os zagueiros (56,85 ml/Kg.min) e em último, os atacantes (55,70 ml/Kg.min). No estudo realizado por Balikian et al. (2002), os jogadores que apresentaram maior valor foram os laterais (61,12 ml/Kg.min), em segundo foram os meio campistas (61,01 ml/Kg.min), em terceiros os zagueiros (60,28 ml/Kg.min) e em quarto lugar foram os atacantes (59,94 ml/Kg.min). No presente estudo, os laterais obtiveram maior VO2 (65,13 ml/Kg.min), os zagueiros ficaram em segundo (64,1 ml/Kg.min), em terceiro os atacantes (59,1 ml/Kg.min) e em quarto os meias (57,7 ml/Kg.min).<br />
Yazbek Jr. et al. (1998), observou que no teste ergoespirométrico a ventilação minuto pode atingir até 200 l/min. Esta variável é resultante do produto da FR com o VC. A frequência respiratória durante o teste, dificilmente, ultrapassa 50 ciclos/min. O VC representa parcialmente a capacidade de expansibilidade pulmonar. Foss e Keyteyian (2000), afirmaram que o VE pode variar entre 145 a 200 l/min em atletas de alto nível. O presente estudo apresentou como maior média do VE no esforço máximo a dos zagueiros com 151,2 l/min, estamos de acordo com o descrito na literatura mais recente.<br />
Em um estudo realizado por Asano et al. (2009), a média da potência obtida por atletas da categoria sub-17 foi de 485 W. Para chegar a este valor, foi utilizado o teste de Wingate. Empregando o mesmo teste, Cota e Porcaro (2006), ao avaliar jogadores de uma equipe em Ipatinga, observaram que a posição em campo que apresentou a maior média da potência foi a dos zagueiros (471.7 W). Este dado corrobora com o presente trabalho, visto que os zagueiros alcançaram a maior média da potência (504,32 W) durante o teste ergoespirométrico.<br />
O VCO2 é uma variável (VE/VCO2), a mesma refere-se a quantos litros de ar por minutos são necessários e devem ser ventilados para consumir 100ml de O2, sendo mantida na faixa de 23 a 28 litros de ar ventilado para 1 litro de O2. O VE/VCO2 representa a necessidade ventilatória para eliminar uma determinada quantidade de CO2 produzido pelos tecidos em atividade (BARROS et al., 2001; STEIN, 2006). Não foram encontrados na literatura valores de referência do VCO2 durante o esforço.<br />
Borges et al. (2007) analisaram os eletrocardiogramas de repouso de 66 atletas de futebol de campo pertencentes a categoria juniores e profissional onde foi observado que 29% dos atletas apresentaram arritmia sinusal. Esses dados vão de encontro com o deparado na presente pesquisa, onde foi verificado que apenas 14,3% dos jogadores apresentaram arritmia cardíaca.</div>
<h3 style="text-align: justify;">Considerações finais</h3>
<div style="text-align: justify;">É evidente a importância do teste ergoespirométrico para elaborar adequadamente o programa de condicionamento físico dos atletas, pois este teste fornece informações que auxiliam a equipe médica a conhecer todas as qualidades e deficiências que o atleta possui, no que diz respeito ao condicionamento cardiorrespiratório.<br />
Foi observado que os zagueiros foram os únicos atletas a apresentarem diferença estatisticamente significante quando comparado as outras posições. E esta significância, se valeu unicamente na potência do 2º, 4º, 6º e 8º oitavo minuto.<br />
A falta da literatura abordando o assunto impediu uma análise mais profunda do tema abordado, além de não ser possível comparar os dados encontrados com os de outros autores.</div>
<h3 style="text-align: justify;">Referências bibliográficas</h3>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">ASANO, R et al. Potência anaeróbia em jogadores jovens de futebol: comparação entre três categorias de base de um clube competitivo. Bra Jour Biomo. 2009; 3(1).</div>
<div style="text-align: justify;">BALIKIAN, P et al. Consumo máximo de oxigênio e limiar anaeróbio de jogadores de futebol: comparação entre as diferentes posições. Rev Bras Med Esp. 2002; 8(2).</div>
<div style="text-align: justify;">BARROS NETO, T; TEBEXRENI, A; TAMBEIRO, V. Aplicações práticas da ergoespirometira em atletas. Rev Soc Cardiol do Estado de São Paulo. 2001; 11 (3).</div>
<div style="text-align: justify;">BOMPA, T. Treinando atletas de desporto coletivo. São Paulo: Editora Phorte; 2000.</div>
<div style="text-align: justify;">BORGES, S et al. Prevalência de achados eletrocardiográficos em atletas de futebol. Ver DERC. 2007; 7(34).</div>
<div style="text-align: justify;">COSTA, E et al. Cosumo máximo de oxigênio de jogadores de futebol profissional de uma equipe Potiguar: comparação entre diferentes posições. Rev Bra Pres Fis Exer. 2007; 1(5).</div>
<div style="text-align: justify;">COTA, E; PORCARO, C. Comparação da potência anaeróbica em jogadores de futebol de meio de campo em relação a zagueiros e atacantes da Associação Esportiva e Recreativa USIPA na cidade de Ipatinga – MG através do Teste de Wingate. Movimentum – Rev Digi Ed Físi. 2006; 1.</div>
<div style="text-align: justify;">FIFA. Fédération Internationale de Football Association. Disponível em: &lt;http://www.fifa.com&gt;. Acesso em: 15 ago. 2009.</div>
<div style="text-align: justify;">FOSS, M; KETEYIAN, S. Bases fisiológicas do exercício e do esporte. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2000.</div>
<div style="text-align: justify;">GUIMARÃES, J et al. Normatização de técnicas e equipamentos para realização de exames em ergometria e ergoespirometria. Arq Bra Cardiol. 2003; 80(4).</div>
<div style="text-align: justify;">GUYTON, A; HALL, J. Tratado de Fisiologia Médica. São Paulo: Elsevier; 2006.</div>
<div style="text-align: justify;">HERNANDES JUNIOR, B. Treinamento Desportivo. São Paulo: Editora Sprint; 2002.</div>
<div style="text-align: justify;">PORTO, C. Doenças do coração: prevenção e tratamento. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.</div>
<div style="text-align: justify;">RAYMUNDO, J et al. Perfil das lesões e evolução da capacidade física em atletas profissionais de futebol durante uma temporada. Rev Bras Orto. 2005; 40(6).</div>
<div style="text-align: justify;">RONDON, M et al. Comparação entre a prescrição de intensidade de treinamento físico baseada na avaliação ergométrica convencional e ergoespirometira. Arq Bra Cardiol. 1998; 70(3).</div>
<div style="text-align: justify;">STEIN, R. Teste cardiopulomonar de exercício: noções básicas sobre o tema. Rev Soc Cardiol do Rio Grande do Sul. 2006; 15(9).</div>
<div style="text-align: justify;">TEXEIRA, B; CASSALES, M; RIBEIRO, J. Comparação de consumo máximo de oxigênio e limiar anaeróbio de jogadores de futebol que atuam em diferentes posições. Efdeportes – Rev Dig. 2010; 14(114).</div>
<div style="text-align: justify;">YAZBEK, P et al. Ergoespirometria. Teste de esforço cardiopulmonar, metodologia e interpretação. Arq Bra Cardiol. v. 71, n. 5, 1998.</div>
<div style="text-align: justify;">WASSERMAN, K et al. Prova de Esforço: Princípios e Interpretação. Rio de Janeiro: Revinter; 2005.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<h3 style="text-align: justify;">Anexos</h3>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div><strong>Tabelas</strong></div>
<div>TABELA 1<strong> –</strong> Análise da ventilação minuto (VE) por posição dos jogadores de futebol profissional do Paysandu Sport Club durante o período de janeiro de 2008 a janeiro de 2010.</div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>VE</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>2º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>4º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>6º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>8º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>10º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>Média</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>Desvio Padrão</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Atacante</strong></td>
<td width="72" valign="top">31,5</td>
<td width="72" valign="top">46,2</td>
<td width="72" valign="top">72,5</td>
<td width="72" valign="top">99,2</td>
<td width="72" valign="top">126,1</td>
<td width="72" valign="top">75,09</td>
<td width="72" valign="top">41,3</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Lateral</strong></td>
<td width="72" valign="top">30,6</td>
<td width="72" valign="top">47,6</td>
<td width="72" valign="top">74,8</td>
<td width="72" valign="top">102,3</td>
<td width="72" valign="top">134,0</td>
<td width="72" valign="top">80,34</td>
<td width="72" valign="top">41,26</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Meia</strong></td>
<td width="72" valign="top">30,9</td>
<td width="72" valign="top">49,4</td>
<td width="72" valign="top">71,4</td>
<td width="72" valign="top">92,5</td>
<td width="72" valign="top">116,1</td>
<td width="72" valign="top">72,05</td>
<td width="72" valign="top">33,84</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Zagueiro</strong></td>
<td width="72" valign="top">38,3</td>
<td width="72" valign="top">59,6</td>
<td width="72" valign="top">84,8</td>
<td width="72" valign="top">117,8</td>
<td width="72" valign="top">151,2</td>
<td width="72" valign="top">90,34</td>
<td width="72" valign="top">43,4</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div>Fonte: Pesquisa de campo, 2010.</div>
<div></div>
<div>TABELA 2<strong> –</strong> Análise do consumo máximo de oxigênio (VO<sub>2</sub>) por posição dos jogadores de futebol profissional do Paysandu Sport Club durante o período de janeiro de 2008 a janeiro de 2010.</div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>VO<sub>2</sub></strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>2º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>4º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>6º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>8º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>10º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>Média</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>Desvio Padrão</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Atacante</strong></td>
<td width="72" valign="top">22,1</td>
<td width="72" valign="top">29,3</td>
<td width="72" valign="top">43,3</td>
<td width="72" valign="top">52,0</td>
<td width="72" valign="top">59,1</td>
<td width="72" valign="top">41,17</td>
<td width="72" valign="top">15,07</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Lateral</strong></td>
<td width="72" valign="top">19,59</td>
<td width="72" valign="top">30,75</td>
<td width="72" valign="top">45,32</td>
<td width="72" valign="top">55,94</td>
<td width="72" valign="top">65,13</td>
<td width="72" valign="top">42,62</td>
<td width="72" valign="top">17,07</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Meia</strong></td>
<td width="72" valign="top">20,6</td>
<td width="72" valign="top">29,7</td>
<td width="72" valign="top">40,8</td>
<td width="72" valign="top">49,5</td>
<td width="72" valign="top">57,7</td>
<td width="72" valign="top">39,67</td>
<td width="72" valign="top">14,02</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Zagueiro</strong></td>
<td width="72" valign="top">23,4</td>
<td width="72" valign="top">32,6</td>
<td width="72" valign="top">44,7</td>
<td width="72" valign="top">56,9</td>
<td width="72" valign="top">64,1</td>
<td width="72" valign="top">44,33</td>
<td width="72" valign="top">16,47</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div>Fonte: Pesquisa de campo, 2010.</div>
<div></div>
<div>TABELA 3<strong> –</strong> Análise da produção máxima de dióxido de carbono (VCO<sub>2</sub>) por posição dos jogadores de futebol profissional do Paysandu Sport Club durante o período de janeiro de 2008 a janeiro de 2010.</div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>VCO<sub>2</sub></strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>2º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>4º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>6º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>8º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>10º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>Média</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>Desvio Padrão</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Atacante</strong></td>
<td width="72" valign="top">13,5</td>
<td width="72" valign="top">20,7</td>
<td width="72" valign="top">33,2</td>
<td width="72" valign="top">45,1</td>
<td width="72" valign="top">54,8</td>
<td width="72" valign="top">33,44</td>
<td width="72" valign="top">16,34</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Lateral</strong></td>
<td width="72" valign="top">14,8</td>
<td width="72" valign="top">25,0</td>
<td width="72" valign="top">39,4</td>
<td width="72" valign="top">51,8</td>
<td width="72" valign="top">64,8</td>
<td width="72" valign="top">40,68</td>
<td width="72" valign="top">19,68</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Meia</strong></td>
<td width="72" valign="top">13,8</td>
<td width="72" valign="top">22,4</td>
<td width="72" valign="top">33,1</td>
<td width="72" valign="top">42,9</td>
<td width="72" valign="top">46,1</td>
<td width="72" valign="top">33,15</td>
<td width="72" valign="top">15,54</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Zagueiro</strong></td>
<td width="72" valign="top">14,0</td>
<td width="72" valign="top">21,9</td>
<td width="72" valign="top">32,7</td>
<td width="72" valign="top">46,1</td>
<td width="72" valign="top">57,4</td>
<td width="72" valign="top">34,40</td>
<td width="72" valign="top">16,51</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div>Fonte: Pesquisa de campo, 2010.</div>
<div></div>
<div>TABELA 4<strong> –</strong> Análise da potência (W) por posição dos jogadores de futebol profissional do Paysandu Sport Club durante o período de janeiro de 2008 a janeiro de 2010.</div>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>W</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>2º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>4º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>6º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>8º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>10º min.</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>Média</strong></td>
<td width="72" valign="top"><strong>Desvio Padrão</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Atacante</strong></td>
<td width="72" valign="top">165,1</td>
<td width="72" valign="top">260,7</td>
<td width="72" valign="top">376,8</td>
<td width="72" valign="top">505,8</td>
<td width="72" valign="top">628,0</td>
<td width="72" valign="top">387,26</td>
<td width="72" valign="top">189,64</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Lateral</strong></td>
<td width="72" valign="top">169,5</td>
<td width="72" valign="top">270,7</td>
<td width="72" valign="top">395,6</td>
<td width="72" valign="top">543,7</td>
<td width="72" valign="top">713,3</td>
<td width="72" valign="top">434,24</td>
<td width="72" valign="top">204,32</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Meia</strong></td>
<td width="72" valign="top">166,2</td>
<td width="72" valign="top">264,9</td>
<td width="72" valign="top">378,7</td>
<td width="72" valign="top">531,4</td>
<td width="72" valign="top">685,2</td>
<td width="72" valign="top">405,27</td>
<td width="72" valign="top">197,91</td>
</tr>
<tr>
<td width="72" valign="top"><strong>Zagueiro</strong></td>
<td width="72" valign="top">207,8</td>
<td width="72" valign="top">334,5</td>
<td width="72" valign="top">492,8</td>
<td width="72" valign="top">679,4</td>
<td width="72" valign="top">807,1</td>
<td width="72" valign="top">504,32</td>
<td width="72" valign="top">231,58</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div>Fonte: Pesquisa de campo, 2010.</div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div>TABELA 5<strong> –</strong> p valor encontrado através do Teste de Tukey comparando as diferentes posições dos jogadores de futebol profissional do Paysandu Sport Club durante o período de janeiro de 2008 a janeiro de 2010.</div>
<div><a rel="attachment wp-att-5598" href="http://www.novafisio.com.br/artigos/esportiva/analise-ergoespirometrica-em-jogadores-de-futebol-profissional-no-paysandu-sport-club/attachment/imagem/"><img class="size-full wp-image-5598 alignleft" title="imagem" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/imagem.jpg" alt="" width="618" height="739" /></a></div>
<div></div>
<div><strong> </strong></div>
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		<title>6º Congresso Internacional de Fisioterapia</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 18:21:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Oston Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sbf.org.br/2011/blog/6%C2%BA-congresso-internacional-de-fisioterapia/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-5075" title="6º Congresso Internacional de Fisioterapia" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/oseas2.jpg" alt="" width="620" height="645" /></a></p>
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		<title>Relação entre profissionais da saúde e pacientes é automatizada na era da digitalização</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 18:20:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dr. Oston Mendes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Informativos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sistemas inovadores, como ConsultaClick, diminuem barreiras não só com o agendamento online, mas também ajudam jovens fisioterapeutas a iniciar na vida profissional]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-5570 aligncenter" title="banner_img3" src="http://www.novafisio.com.br/wp-content/uploads/2012/05/banner_img3.jpg" alt="" width="356" height="308" /></p>
<p style="text-align: justify;">Quando um fisioterapeuta ou outro profissional de saúde se forma, um dos maiores desafios é conseguir pacientes para o consultório. Essa dificuldade foi vivenciada pelo geriatra João Paulo Nogueira Ribeiro, quando se formou em 1999 e viu o mesmo cenário se repetindo quando começou a dar aulas em grandes universidades brasileiras, como USP e Escola Paulista de Medicina, da Unifesp. Por isso, Ribeiro decidiu lançar a start-up ConsultaClick, canal de comunicação com os pacientes que permite aos profissionais de saúde cadastrados a gestão da sua agenda online.</p>
<p style="text-align: justify;">O site permite que qualquer profissional, desde os recém-formados até os que atuam em grandes grupos hospitalares, administre a sua agenda online. Dentro dos profissionais que podem se cadastrar estão médicos, dentistas, psicólogos, educadores físicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Utilizando-se desse tipo de sistema, os profissionais da saúde são beneficiados com a otimização da agenda, pois quando uma consulta é cancelada, por exemplo, o sistema avisa automaticamente os pacientes que a hora desejada está disponível, procurando ocupar 100% dos horários. Além disso, o sistema online permite a recepção automática da ficha do paciente após a marcação da consulta, criando um histórico online.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sua vez, os pacientes têm acesso à agenda e ao perfil do profissional. De acordo com Ribeiro, o sistema permite de forma gratuita que o paciente encontre um profissional mais próximo da sua residência ou trabalho. &#8220;A grande vantagem para os pacientes é que a ferramenta está disponível 24 horas por dia, nos sete dias da semana, ou seja, ele pode agendar uma consulta ou fazer um cancelamento a qualquer momento&#8221;, ressalta Rubem Ariano, sócio e diretor executivo da ConsultaClick.</p>
<p style="text-align: justify;">Os médicos ainda terão oportunidade de criar um perfil, publicar seus currículos, disponibilizar as horas exatas que querem atender os pacientes, avisar facilmente por SMS eventuais atrasos ou imprevistos e manter automaticamente uma lista atualizada de pacientes e as respectivas consultas. Para os hospitais, &#8220;o sistema pode ajudar no fluxo de agendamento de retornos, consultas com outros especialistas, bem como no agendamento de exames e reservas de salas de cirurgia&#8221;, ressalta o geriatra.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre ConsultaClick</p>
<p style="text-align: justify;">A ConsultaClick foi fundada para digitalizar a relação dos profissionais da saúde com seus pacientes. Uma das primeiras consequências é a mudança do sistema de agendamento de consultas na área da saúde. Desde 2011, conta com atuação no Brasil e na Europa, com escritórios em Portugal, na Espanha e na Romênia.<br />
Em Portugal, o ConsultaClick conta aproximadamente com 1.200 médicos e 100 clínicas registradas. Já na capital da Romênia, Bucareste, o site oferece aproximadamente 87.500 consultas disponíveis por mês.</p>
<p style="text-align: justify;">O cadastramento do profissional é gratuito e deve ser realizado diretamente no site www.consultaclick.com.br. Após os três primeiros meses de uso da agenda online, o profissional deverá pagar uma mensalidade, porém a exibição do seu perfil e endereço do consultório é gratuito para os pacientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Serviço</p>
<p style="text-align: justify;">• Consultaclick.com.br<br />
• Serviço de agendamento online de consultas disponível para médicos, dentistas, psicólogos, educadores físicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, entre outros.<br />
• Condições em maio de 2012: disponibilização gratuita da agenda online nos primeiros três meses. Cadastro e exibição do perfil e do consultório é gratuito para os médico.<br />
• O serviço é totalmente gratuito para os pacientes.<br />
• Site: www.consultaclick.com.br<br />
• Telefone (11) 3816-3540.</p>
<p style="text-align: justify;">Assessoria de Imprensa<br />
MCO Comunicação Empresarial<br />
Jornalista responsável: Maria Cecília Martins<br />
Divulgação<br />
Bea Bueno<br />
E-mail: bea-bueno@mcocom.com.br<br />
Fonefax: (11) 3231.3132</p>
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