Ela nasceu em Belém do Pará e veio para o Rio de Janeiro, ainda muito pequena. Queria se tornar advogada, mas com 18 anos estreou em um grupo de teatro
amador. Com uma carreira na televisão que dispensa qualquer apresentação,
Rosamaria Murtinho, ao contrário de sua personagem Otilia; da novela Sete
Pecados, da Rede Globo, que busca enriquecer sem trabalhar, tem uma visão bem ampla e responsável sobre assuntos que englobam a cena cultural da cidade.
Você acha que faltam teatros e sobram salas de cinema?
Existe uma Lei Municipal aprovada pela câmara e criada pelo Sérgio Cabral pai, quando vereador. Ela foi sancionada pelo prefeito e não foi regulamentada. Até hoje, não sei por que
alguém a travou. Não é possível um shopping ter quatro salas de cinema e não ter um teatro sequer. As pessoas não entendem que ser dono de teatro é mais fácil e lucrativo que ser proprietário de cinema.
Como os proprietários de salas de cinema ganhariam menos que os de teatros?
O exibidor, ou seja, o dono do cinema arrisca junto com o produtor, pois nem sempre estão em exibição filmes blockbusters. No teatro não. Você fica em cartaz uma semana, se não der bilheteria a peça é substituída por outra. O público também sai ganhando, com o
trânsito ruim, as pessoas querem se divertir perto de casa. Poderia ser feito um rodízio de espetáculos teatrais nos shoppings abrindo mais espaço para todos. Agora, qual o vereador ator que se importa com isso. Se quiserem minha ajuda, eu topo.
E o que deixou saudades no bairro onde mora?
A praia de São Conrado tinha o melhor point do Rio,
o Pepino. É uma pena que não seja mais.
Um cartão postal?
Sem dúvida a Pedra da Gávea.
Hobby?
Ler. Eu leio tudo, jornal, revista e livros.
Fale um pouco sobre seu trabalho no rádio?
Sou uma das debatedoras do programa Vox Populi, transmitido pela Rádio Catedral, FM 106,7. Discutimos todos os assuntos da atualidade. Nunca havia exercido esta função antes, mas já estou fazendo, há 15 anos. É tudo na hora não tem como decorar textos. Nele, é a própria Rosamaria que expõe sua opinião.
Teatro ou televisão?
Ambos. Os dois tem seu charme. Gosto é de representar. O que importa é um bom
papel.
Quais seus personagens preferidos?
A Maria Aparecida, em A Moça que veio de longe, novela de 64; e a Romana, de a Próxima Vítima.
Como está o meio televisivo hoje. Caiu a qualidade dos atores?
Tudo está mais rápido. Quando comecei, tínhamos mais bagagem e conhecimento. A maioria fazia
teatro oficina.
Mas hoje, existem muitos atores jovens com talento.
Qual seu mais novo projeto?
A peça “A história da Frida Kahlo”, que estará em cartaz a partir do mês de outubro, no Teatro Vila Lobos. Faço o papel da Frida um pouco mais velha. Foi uma grande artista que teve uma vida muito atribulada. Frida sofreu um grave acidente que a deixou na cama. Ela se submeteu a 28 cirurgias daí começou a desenvolver sua arte, a pintura, pois não podia sair da cama. Este ano ela completaria 100 anos.
E sobre a sua contusão? Quando e como aconteceu?
Eu estava no Projac. Participando do workshop para preparação da novela Sete Pecados. Fui descer um degrau que pensava ser mais baixo, quase caí e me apoiei na pessoa que estava ao meu lado. Mesmo assim, não evitei uma torção do tornozelo esquerdo. O local Inchou logo.
E sua recuperação?
Após a radiografia constatar a torção, tive que colocar uma bota
removível que imobilizava totalmente o local da contusão. Fiquei um mês com ela.
Você respeitou rigorosamente o tratamento de recuperação com a fisioterapia?
Sou muito regrada. Após a imobilização do local e as sessões de recuperação nunca senti mais nada no local mesmo usando salto alto. Faço um trabalho preventivo com o Leandro Lima. Muitas pessoas que se machucam tomam remédios e no primeiro sinal de melhora, em uma semana, já recomeçam suas atividades.
O problema passa a ser crônico se não tratado com paciência.
------------------------------------------------------------------------------------------------
Leandro Lima
Estou trabalhando, há dois anos, com Rosamaria. Após a liberação médica, ela vem fazendo um trabalho de profilaxia, atividade preventiva que facilitou a recuperação da entorse grau dois do tornozelo esquerdo.
Faço um trabalho aeróbico com caminhadas, esteira e, algumas vezes, natação.
A musculação é o foco principal com exercícios funcionais para o tornozelo. O dife-
rencial é a utilização do Bosu, plataforma instável que provoca o desequilíbrio do paciente fortalecendo sua musculatura.
Ele provoca um movimento de defesa da
articulação. |