Simpático,
extrovertido e bem humorado, o ator, cantor,
dançarino, lutador, surfista, gourmet,
piadista, paciente de fisioterapia e pai
uma linda menina chamada Rani (que também
estava lá) Raul Gazolla nos recebeu
em seu restaurante na praia da Barra da
Tijuca para nos conceder esta entrevista.
Revista Fisio&terapia:
Oi Raul, primeiro fale um pouco de você.
Raul Gazolla:
Ok, meu nome completo é Raul Oliveira
Gazolla, nasci em 7 de agosto de 1955, sou
nascido e criado aqui no Rio de Janeiro.
Fui criado surfando, também fazendo
Windsurf, Jiu Jitsu, capoeira, isso tudo
quando era jovem, apenas o windsurf pra
mim é pra sempre. (Neste momento
a Rani se fez lembrar e o Raul completou)
tenho uma filhota linda que vai fazer quatro
anos agora em outubro e é a razão
da minha vida, minha alegria.
F&T:
Além disso, você também
fez dança, canto e é ator
não é isso?
RG:
Isso! Eu fiz dança por muito tempo,
fiz jazz, tango, bolero, samba-canção
porque trabalhei no teatro com musicais,
então fiz dança e canto, mas
atualmente prefiro trabalhar com comédia.
F&T:
Por falar em comédia você está
com uma peça de comédia atualmente,
certo?
RG:
É, to fazendo uma peça chamada
“Um Caminho Para Dois” que estreou
em São Paulo no dia sete de setembro
e vou ficar lá sextas, sábados
e domingos de setembro e outubro.
F&T:
Legal, algum contato para quem quiser mais
informações?
RG:
Sim, entra no meu site www.raulgazolla.com.br
F&T:
Quando foi sua entrada na TV?
RG:
Meu primeiro papel de destaque foi em Kananga
na TV Manchete, mas antes disso eu fiz uma
participação na segunda versão
de ‘Selva de Pedra’. Antes de
fazer ‘Kananga’, eu já
fazia teatro. O teatro é o grande
exercício do ator.
F&T:
Você está bem como ator, mas
se você não fosse ator o que
gostaria de ser?
RG:
Eu gostaria de ter trabalhado com esporte.
Há mais de 10 anos que treino jiu-jitsu
e fui até campeão da categoria
master. Também já participei
do Ironman em 98. Hoje é possível
viver só do esporte, antigamente
não era.
F&T:
Agora me fala que novidade é esta
de restaurante, (eu estava comendo uns Nachos
com queijo que estavam deliciosos) você
sabe cozinhar?
RG:
Eu morei na Europa e não sabia fazer
nada de comida. Morava numa república
e tinha um amigo que cozinhava e eu tinha
que lavar. Era um acordo nosso e então
decidi aprender a cozinhar para não
ter que lavar mais. Hoje me viro bem, mas
não é o meu talento mais forte.
Mas aos que quiserem vir conhecer o Nativo
Bar e Restaurante, podem vir porque não
sou eu que fico na cozinha, não tenham
medo! Inclusive estamos organizando uma
festa para comemorar o 13 de outubro aqui,
só que vai acontecer no dia 15 de
outubro, venham participar. Fica aqui na
Av. Lúcio Costa 1.976 na Barra.
F&T:
Você não fica na cozinha, então
você fica somente na administração,
você é o dono?
RG:
Na verdade eu tenho apenas uma parte, uma
pequena parte, são cinco sócios
então eu tenho um pedacinho desta
fatia deste bolo.
F&T:
Agora vamos falar da Fisioterapia na sua
vida, onde e quando foi o seu primeiro contato
com a fisioterapia?
RG:
Eu fiz uma artroscopia e tirei 2/3 do menisco
do joelho esquerdo e por isso fui fazer
fisioterapia em Botafogo com o Nilton Petrone.
Isso a muito tempo atrás.
F&T:
Como você lesionou o joelho?
RG:
A primeira lesão foi esquiando, eu
fiz uma curva muito forte com muita velocidade
e escutei ele dá uma estalada e eu
cai, pensei até que tinha quebrado,
ficou inchado na hora. Eu voltei ao Brasil
e não fiz fisioterapia. Foi um grande
erro meu. Com isso eu não me recuperei
e toda hora eu me machucava ainda mais com
este joelho porque ele fica instável
e você fica vulnerável. As
vezes eu não agüentava o peso
da moto e caía em cima dele, tudo
era em cima dele, até que um dia
treinando judô eu travei a perna e
continuei com a rotação do
corpo e ele então estourou de vez.
Foi aí que eu fiz a artroscopia e
comecei o tratamento fisioterápico
de forma séria
“forever and ever again”.
F&T:
Como o joelho está agora?
RG:
Tá bem legal, mas acho que poderia
estar melhor se eu fosse mais dedicado,
mas dá a impressão que a fisioterapia
é quase que eterna, tem que fazer
pra sempre.
F&T:
Mesmo com este problema no joelho você
está muito bem, em forma, e já
tem cinqüenta anos, como é isso?
RG:
Temos que cuidar da mente por isso faço
terapia há um ano e estou aprendendo
meditação e filosofia. Como
já disse, pratico esporte desde adolescente
e ainda, corro na praia. Exercícios
tem que ser todos os dias. E já que
estamos falando de fisioterapia, duas ou
três vezes por semana me dedico a
uma seção de skin, um aparelho
que estimula a circulação
sanguínea do rosto e do corpo.
F&T:
E a alimentação?
RG:
Esta é a parte mais difícil.
Controlo muito a minha alimentação.
É bem difícil, pois em todos
os lugares que você vai, te oferecem
salgadinhos, docinhos e muitas outras delícias.
Atualmente não como carne vermelha
e agora também aboli laticínios,
bebidas e qualquer tipo de doces.
F&T:
Para terminar, eu gostaria de te pedir duas
mensagens, a primeira para os leitores,
futuros fisioterapeutas que estejam com
a idéia de largar a fisioterapia
e serem atores e atrizes, o que você
tem a dizer?
RG:
A primeira coisa é ter certeza daquilo
que você quer fazer. Se não
tiver certeza, vai procurar outra coisa.
E depois paciência porque por mais
que você tenha talento, é necessário
sorte para ser notado. A vida de ator não
é moleza não. A gente, para
gravar às 10h, precisa acordar às
7h da manhã e só sai da emissora
às 19:00 da noite. Mas se você
quer, siga em frente porque eu tenho uma
vida boa e maravilhosa, porque faço
aquilo que eu quero.
F&T:
A segunda pergunta é para os que
estão decididos em continuar.
RG:
Continuem fazendo este lindo trabalho, que
eu acho que ainda não está
totalmente evoluído, a cada ano que
passa tem uma técnica nova para o
tratamento mais rápido do paciente,
dos atletas, e aos pesquisadores, que continuem
suas pesquisas porque este trabalho é
muito importante para todos, e já
ia me esquecendo do principal, não
deixem de vir dia 15 de outubro comemorar
com a gente aqui no Nativo o dia do fisioterapeuta.
Parabéns a todos.
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