O LIVRO
ESTE PARCEIRO NOSSO DE CADA DIA O QUE VOCÊ TEM
FEITO DELE?
Veio o computador e muita gente pensou
que os livros acabariam, agora com
o "chat" estão dizendo que o bom
papo esta com seus dias contados. Ora, ora, nada substitui
um bom bate-papo, aquele com direito a piadinha de
sogra, olho no olho, muito riso e tudo o mais. O mesmo
acontece com o livro, não vai acabar tão
cedo, pois é um momento íntimo, individual.
O livro é o grande amigo do aluno e, como eu
sou um eterno aluno, vivo com livros na cabeça.
Não pessoal, não se trata de uma mudança
radical de profissão, ou seja, estaria eu treinando
a postura para desfilar nas passarelas da moda no
melhor estilo inglês, ou seria francês,
não sei!
Acontece que no estagio em que nos encontramos, ler
já deixou de ser modo
de sobreviver, mas maneira de ser. A necessidade de
atualização é imensa, o volume
de informações é grande demais
e a volúpia de assimilar é maior ainda,
que para atender essa demanda só mesmo o Johny
memtnico, lembram do filme, para nos salvar. Como
nos últimos dez anos a ciência tem sido
feita, cada vez mais, por profissionais vivos, acessíveis,
até pela facilidade que a globalização
nos trouxe, estamos usando muito os artigos das revistas
indexadas para nossa atualização. Mas
e o livro, esquece-lo é impossível,
abandona-lo incompatível, ignora-lo é
incoercível. Aquele companheiro da mesa de
cabeceira, das longas viagens de ônibus, de
muitas axilas e externos, ou mesmo (divisor de águas)
no namoro do sofá. Quem não leu Fernão
Capelo Gaivota e o Pequeno Príncipe e tantos
outros mais? A leitura nos remete à reflexão,
estimula nossa imaginação, nossa capacidade
de sonhar, estimula nosso raciocínio lógico
e abstrato. O raciocínio lógico é
a base para a compreensão do método
científico. Quem lê pensa, quem pensa
compreende, quem compreende critica, quem critica
acrescenta, quem acrescenta alimenta o crescimento
e crescer é a única maneira de manter-se
vivo. Ler é quase tão bom quanto escrever,
o que só não é melhor que cantar.
Cantar é (bom demais da conta sô), diriam
nossos amigos mineiros, mas não se preocupem
que não cantarei aqui, a sorte de vocês
é que essa coluna não é em multimídia,
senão!
Muito bom professor, o papo esta
muito bom, mas o que estarão lendo nossos alunos?
Palyboy, Placar, Claudia, Caras, VIP, etc.? Ora, não
sejamos
chatos, ha tempo para todas as leituras e, inclusive,
estimulamos a diversificação, qualificada,
da leitura como um descanso. Transportadores de livro
à parte, aqueles da cultura axilar, esternal,
ou escapulo-umeral (na bolsa), ou ainda aqueles que
usam o livro como apoio psicológico, banquinho
para sentar ou subir, halter para exercitar, ou seja
lá para o que for, tem muita gente lendo muito.
É claro que não se comparam a um aluno
que tive, eu o denominei de rato de biblioteca, pois
o indivíduo era um caçador. Eu citava
o autor em sala e, na aula seguinte, ele já
trazia a cópia do capítulo e uma porção
de dúvidas para discussão. Encontrei-o
tem pouco tempo, esta coordenando um grupo e fazendo
pós-graduação e, sem dúvida,
muito breve vocês ouvirão falar dele,
pois além de excelente fisioterapeuta é
um poeta de extrema sensibilidade. Para dar uma dica,
este rapaz escreveu um poema sobre a cor azul, que
me fez repensar sobre o arco-íris e descobri
que, apesar de que como todo ariano estou muito ligado
ao vermelho, mas também gosto muito do amarelo.
O pessoal quer fazer prova estudando
só pelo caderno! Para a prova pode ser suficiente,
mas o que se precisa saber é muito maior. É
aquela velha preocupação com a prova,
com a nota em detrimento da aquisição
real de conhecimento. Toda Época de prova é
a mesma coisa: - profi, da pra estudar só pelo
caderno? Ou ainda: - professor, bem que o senhor poderia
fazer um questionário para a prova! Gente,
ler é gostoso, estudar é melhor ainda
e aprender, então, é “show”!
É claro, como se diz por aí, (toda hora
tem sua vez, na hora em que a vez chegar), pois tem
um pessoal por aí, querendo tirar onda nas
festinhas ou no barzinho, saem despejando nomes de
autores e títulos. Ora, ora, dê-me paciência!
A rapaziada vaza, a namorada vira “ex”
e o nosso pseudo intelectual conclui, cientificamente,
que o saber gera solidão. Mas como diz Osvaldo
Montenegro: (o chato não tem defeito grave,
é preciso perdoar o chato). Mas tudo a seu
tempo. Não ler nada é um problema, entretanto
ler sobre um assunto só não é
tão bom assim. É muito comum encontrarmos
esses nos acadêmicos de Fisioterapia. Em algumas
situações conseguimos identificar o
período que o aluno esta, em função
do livro que vai embaixo do braço, pois vejamos:
no 1º período é o Sobota, no 2º
é Brunnstrom , no 3º é o Kisner
e por aí vai. Ora, nem tanto ao mar, nem tanto
a terra. Ler sobre Psicologia é estimulante,
sobre Filosofia é viajante, sobre Administração
é para por os pés no chão, sobre
Ficção ajuda a tirar os pés do
chão, mas se você não conseguir
sair lendo isso tudo por aí, eu perdôo,
mas leia algo para descansar a cabeça. Leia
sempre, leia tudo, sobre tudo, livro fino, livro grosso,
o prefacio, a orelha, os rodapés. Alguém
disse que: (se a luz é a soma dos raios que
a compõem, a fartura começa no grão).
Pois é, o saber é cumulativo, tudo que
você aprende fica registrado e ninguém
pode tirar. E falando em ler, senti saudades de um
amigo, pois ouvi dizer que ele gostou muito da matéria
sobre os acadêmicos. O Dr. Vital, aquele da
SOFITOERJ, que teve de ler muito no mestrado e, agora,
além de ler, vai ter de publicar no doutorado.
Sorria parceiro, estamos todos no mesmo barco. O
caro professor pediu-me para completar aquela relação
dos acadêmicos, que
fiz em um de meus artigos. Sua sugestão foi
para falar sobre dois outros tipos de acadêmicos,
então:
O MILITAR o acadêmico militar
esta sempre com seu uniforme branco limpo, unhas limpas
e cabelos bem cortados. São metódicos,
nunca se atrasam e parados, sempre adotam a posição
de descanso. Normalmente sérios e formais,
usam termos como: “Ok, positivo, afirmativo
e operante”. São de relacionamento fácil.
Adoram aquele ditado: “manda quem pode, obedece
quem tem juízo”. Seja firme, formal,
elogie com dois tapinhas nas costas e sem muito floreio,
mas procure encurtar a distância e os resultados
melhorarão.
O FUNCIONÁRIO PÚBLICO
este chega sempre na hora seguinte a dos outros. Não
pode ver uma cadeira que pendura o casaco. Consegue
passar a manhã toda com uma ficha na mão,
gesticulando, sem atender ninguém. Luta para
que estagiário tenha licença prêmio,
estabilidade e essas coisas. Não se assuste,
trabalhe com ele por metas e tenha paciência,
pois torcer-lhe o pescoço não é
a medida mais acertada. Esteja sempre presente e dê-lhe
“umas sacudidelas”, para pegar no tranco,
que a coisa vai.
Continuem mandando seus recados, críticas
e comentários. Falem
conosco, dêem sugestões, mas lembrem-se:
mantenham o bom humor!
O mundo é dos otimistas.
Os pessimistas não passam de espectadores
Frangois Guizot